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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não são só os homens que ficam caidinhos por Natalie Lamour, papel de Deborah Secco em "Insensato coração". A presidente Dilma Rousseff contou ao colunista Jorge Bastos Moreno, de "O Globo", que é fã da novela das nove e que sua personagem preferida é a louraça belzebu.

Deborah, claro, sentiu-se honradíssima com o elogio vindo diretamente do Palácio do Planalto.

- Eu realmente fico muito feliz quando alguém aprecia o meu trabalho. E, em se tratando da presidenta do nosso país e também da primeira mulher a alcançar tão importante cargo, eu me sinto duplamente lisonjeada - disse a beldade à coluna.

Gilberto Braga e Ricardo Linhares também comentaram os elogios da fã mais famosa de "Insensato".

- Mesmo uma presidente da República precisa de entretenimento. Fico especialmente orgulhoso de saber que ela gosta do meu trabalho, porque eu estou gostando muito do dela. Espero que ela nos acompanhe até o final e que fique satisfeita - disse Gilberto.

O parceiro Ricardo espera ainda que sua história a inspire.

- Não sabia que a presidente era fã da novela e fiquei muito orgulhoso. Tomara que embarcar na ficção a ajude a desanuviar, após as difíceis decisões que ela tem que tomar no seu dia a dia. Um dos temas da história é o combate contra a corrupção e a impunidade, o que encontra eco na faxina que ela está promovendo em alguns órgãos do governo - afirmou.

'Insensato Coração' - A presidente Dilma Roussef é fã dos irmãos Natalie e Douglas

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cansado de ter a casa invadida pelo mesmo bandido, na cidade de Formosa, em Goiás, a 75 quilômetros do centro de Brasília, José Geraldo Souza, de 32 anos, montou uma armadilha para o assaltante. Ele usou fios, uma ratoeira, um cano, pólvora e munição utilizada em espingarda e armou o 'artefato' sobre a mesa da cozinha. Quando o criminoso, identificado como Jeferson Evangelista, de 32 anos, invadiu a residência na última quarta-feira, pela porta da cozinha, a armadilha disparou, ele levou um tiro no peito e morreu na hora.

Souza foi indiciado por homicídio doloso. Ele pagou fiança, responderá ao processo em liberdade, mas pode pegar até 30 anos de prisão, caso seja condenado.

- Ele exagerou.Quando o bandido invadiu a casa, a ratoeira desarmou e fez os cartuchos dispararem no peito do ladrão - disse a delegada Renata Machado.

José Geraldo alegou que costuma viajar frequentemente e sua casa já tinha sido invadida pelo menos nove vezes.

Um vizinho de José Geraldo viu o ladrão chegando de bicicleta, ligou para o dono da casa, que pediu que ele chamasse a polícia.

- Quando os policiais chegaram, o bandido já estava morto com um tiro no peito - contou o mecânico Júlio Pereira.

Advogados dizem que o dono da casa pode alegar legítima defesa.

- Mas ele sabia que a arma era letal - diz a delegada.

José Geraldo também foi indiciado por porte ilegal de arma.

Ladrão morre com tiro no peito ao invadir uma casa em Goiás

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Ministério Público Federal na Bahia apura por qual motivo o traslado do corpo da jovem Mariana Noleto e das outras seis vítimas do acidente aéreo na Bahia foi realizado em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Os sete ocupavam o helicóptero que caiu no distrito de Trancoso na última sexta-feira (17). Mariana era namorada do filho do governador fluminense Sérgio Cabral.

O MPF considera que existiam voos comerciais de Porto Seguro, na Bahia, até o Rio de Janeiro, e que as vítimas não estavam no exercício de função pública. De acordo com o órgão, o custo financeiro e o fundamento normativo para o valor ter sido fruto dos cofres públicos e não das famílias das vítimas já foram requisitados ao Quinto Comando Aéreo Regional. Além disso, o MPF também apura quem ordenou a missão dos traslados.

O procedimento administrativo instaurado pelo órgão foi baseado no deslocamento da jovem e logo depois estendido a todas as vítimas, que também teriam sido transportadas pela FAB. O gerente de operações da Sinart do aeroporto de Porto Seguro confirmou ao G1, na tarde desta quarta-feira (22), que a transferência de todos os corpos ocorreu via FAB. Ele não informou quem deu ordem para a missão.

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou em nota que "sempre que ocorrem acidentes aéreos, dependendo da proporção e da disponibilidade da Força Aérea Brasileira no período, variados meios são alocados para o apoio à sociedade". De acordo com a nota, "no caso do acidente do PR-OMO, ocorrido na última sexta (17/6), um helicóptero Super-Puma do 3/8 Grupo de Aviação e uma aeronave C-95 do 3 Esquadrão de Transporte Aéreo, ambos sediados no Rio de Janeiro, foram colocados à disposição para as missões de busca e resgate e para as missões de apoio necessárias na ocasião".

O Governo do Rio informou que solicitou à FAB que fizesse o traslado dos corpos.

Causa do acidente

Cinco testemunhas da queda do helicóptero em Trancoso, sul da Bahia, foram ouvidas pelo titular da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), localizada na cidade de Porto Seguro. O inquérito policial foi instaurado na sexta-feira (17), logo após ter sido informado o acidente que matou todos os sete ocupantes. O delegado terá 30 dias para conclusão do inquérito, prazo que poderá ser prorrogado. O delegado acrescenta que o laudo pericial da Aeronáutica, responsável pela perícia técnica da aeronave, irá auxiliar as investigações. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que ainda não tem previsão de quando a cabine da aeronave será retirada do fundo do mar.

Vítimas

Além da estudante Mariana Noleto, de 20 anos, também morreram o menino Luca, filho de Jordana, a irmã dela, Fernanda Kfuri, de 35 anos, o sobrinho, Gabriel Kfuri Gouveia, de 2 anos, e a babá das crianças, Norma Assunção, de 49 anos. O empresário Marcelo Mattoso, que pilotava aeronave, e Jordana Cavendish, também estavam entre as vítimas do acidente.

Aniversário

O motivo da viagem era a festa de aniversário do empreiteiro Fernando Cavendish. O governador Sergio Cabral e o filho Marco Antonio também participavam da viagem. Eles haviam deixado o Rio na tarde de sexta. Ao chegar a Porto Seguro, na Bahia, o grupo iria embarcar em um helicóptero até Trancoso. A aeronave, que não tinha capacidade para levar todos, tinha previsão de fazer duas viagens. Na primeira foram as mulheres e crianças do grupo. Foi quando o helicóptero, com sete pessoas, caiu.

Mninistério Público Federal da Bahia busca explicações sobre traslados de vítimas de acidente aéreo

O ataque hacker às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da Receita na madrugada desta quarta-feira (22) foi o maior já sofrido pela rede de computadores do governo brasileiro. De acordo com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o ataque - que não causou danos às informações disponíveis nas páginas - partiu de servidores localizados na Itália.

Para derrubar os sites, os hackers utilizaram sistemas que faziam múltiplas tentativas de acesso ao mesmo tempo, técnica batizada de “negação de serviço” e conhecida pelas iniciais em inglês DDoS (Distributed Denial of Service). O objetivo dessa ação é tornar o serviço indisponível.

A ação foi reivindicada pelo grupo LulzSecBrazil, que teria ligações com o LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS.

Nos ataques a sites do governo brasileiro, foram mais de 2 bilhões de tentativas de acesso em um curto período de tempo. Entre as 0h30 e 3h as páginas ficaram fora do ar por causa do ataque, mas entre a 0h40 e 1h40 foi o período de maior concentração dos ataques e o sistema ficou congestionado.

Durante a tarde, o site da Petrobras também saiu do ar, voltando a funcionar em alguns momentos. No Twitter, hackers do grupo LulzSecBrazil avisaram que a Petrobras seria alvo de DDoS mesmo das páginas saírem do ar. A página da Petrobras já havia ficado indisponível na manhã desta quarta (22) durante alguns minutos. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, houve apenas uma instabilidade.

Como justificativa para o ataque, os hackers publicaram mensagens no Twitter criticando o alto preço dos combustíveis no país.

“Acorda Brasil! Nao queremos mais comprar combustivel a R$2.75 a R$2.98 e expotar (sic) a menos da metade do preco! ACORDA DILMA!”.

Governo diz que bloqueou tentativa

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou uma nota oficial informando que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) detectou e bloqueou a tentativa de ataque às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da Receita.

- Isso já ocorreu outras vezes, não chega a ser uma novidade. Mas eles não conseguiram ter acesso a nenhuma informação desses sites. Eu não conheço esse grupo de hackers - disse o diretor-superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Uma fonte do governo informou que na terça-feira durante o dia a presidente Dilma Rousseff foi informada de que havia um movimento estranho de acesso aos sites do governo. Segundo essa fonte, o governo estava de sobreaviso para um eventual ataque que acabou ocorrendo durante a madrugada.

Na nota divulgada nesta quarta-feira, a Secretaria de Imprensa da Presidência informa também que houve um congestionamento das redes e que os sites ficaram fora do ar por cerca de uma hora.

- O Serpro (Serviço de Processamento de Dados) detectou nesta madrugada, entre 0h30 e 3h, uma tentativa de ataque de robôs eletrônicos aos sites Presidência da República; Portal Brasil e Receita Federal. O sistema de segurança do Serpro, onde estes portais estão hospedados, bloqueou todas as ação dos hackers, o que levou ao congestionamento das redes, deixando os sites indisponíveis durante cerca de uma hora - diz a nota.

Ainda segundo o texto da assessoria da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o ataque dos hackers foi controlado e os dados dos sites não foram violados.

- O Serpro informa que o ataque foi contido e os dados e informações destes sites estão absolutamente preservados.

Ataque hacker foi o maior já sofrido por sites do governo na internet

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quatro meses após assumir o mandato de deputado federal, Tiririca (PR-SP) apresentou seus primeiros projetos na Câmara, dois deles ligados à educação. No primeiro, o deputado mais votado do Brasil pede a alteração da lei que institui a Política Nacional do Livro, para criar o "Vale-Livro". No segundo, o parlamentar pede a criação da "Bolsa Alfabetização".

No caso do "Vale-Livro", o benefício seria destinado aos alunos matriculados nas instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio e teria o valor definido pelo Poder Executivo. Os alunos ganhariam um valor do governo e poderiam comprar os livros de sua preferência.

- Ao instituir o Vale-Livro, estamos criando uma nova cultura literária nas escolas e na sociedade, na medida em que o aluno, através de seu gosto e aptidão, vai poder escolher os livros de seu interesse e adquirílos, poderá levá-los para sua residência, formar sua pequena biblioteca pessoal, além de emprestá-los a seus familiares e amigos. Assim, a leitura deixa de ser uma mera obrigação escolar para se tornar um prazer, pois o aluno escolhe aquilo que realmente quer ler - justifica Tiririca no texto apresentado.

Já o Programa Bolsa Alfabetização seria uma plano de incentivo financeiro, que será fixado no valor mínimo de R$ 545, para cada adulto com idade superior a 18 anos que cumprir, com frequência escolar superior a 85%, programa de alfabetização, durante o período de seis meses. Durante a campanha, a revista "Época" publicou uma reportagem em que falava das suspeitas de que Tiririca seria analfabeto . Depois da denúncia, Tiririca teve que fazer um teste para provar que sabia ler e escrever.

Hoje, o parlamentar faz parte da Comissão de Educação e Cultura da Câmara e optou por apresentar todos os seus três projetos nestas áreas, já que a terceira proposta está ligada à cultura. O projeto pede a alteração da lei que dispõe sobre a organização da assistência social, para criar programas de amparo às pessoas e famílias que exercem atividades circenses e de diversões itinerantes. Antes de se tornar um comediante conhecido, Tiririca trabalhou no circo.

No texto, ele pede que o decreto que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua seja estendido às pessoas e famílias que desenvolvem atividades circenses.

As três propostas foram entregues à mesa na semana passada e aguardam despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Tiririca apresenta seus projetos: 'Vale-Livro' e 'Bolsa Alfabetização'

A Frente Parlamentar Evangélica anunciou nesta segunda-feira que vai apoiar o projeto de lei 6418/2005, de autoria do Senador Paulo Paim (PT-RS) _e confirmou que o PLC 122, de relatoria de Marta Suplicy, continuará sendo vetado pela Frente Evangélica em todas as comissões, mesmo depois do acordo feito entre a senadora e o senador evangélico Marcelo Crivella que mudou a proposta para fazê-la andar.

O PL 6418 está aguardando parecer na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara sob relatoria da deputada federal Janete Rocha Pietá (PT-SP) mas já tem orientação do líder da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos, para que todos seus membros votem a favor dele (são 80 parlamentares). A diferença básica entre este e o PLC 122 é que o projeto de Paulo Paim não penaliza o discurso religioso no texto, ao contrário, ele o protege.

O texto do PL 6418 pune discriminação por orientação sexual no ambiente de trabalho, repartições públicas e comerciais ou quem incentiva práticas discriminatórias e, ainda, tipifica violência motivada por orientação sexual (entre outras) e criminaliza associações de pessoas que incitem violência _como os grupos neonazistas. Além de proibir qualquer referência ao nazismo _lei parecida com essa existe na França. Como o PLC 122 é constantemente barrado pelos deputados evangélicos, há chances do gabinete de Marta e a ABGLT desistirem de sua tramitação e passarem a apoiar o 6418. Mas as discussões em torno desta possibilidade apenas começaram.

Leia o Projeto:

PL 6418

CAPÍTULO I

DA DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação e preconceito de RAÇA, COR, RELIGIÃO, ORIENTAÇÃO SEXUAL, descendência ou origem nacional ou étnica.

Parágrafo único: Para efeito desta Lei, entende-se por discriminação toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em igualdade de condições de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública.

CAPÍTULO II

DOS CRIMES EM ESPÉCIE

Discriminação resultante de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

Art. 2º. Negar, impedir, interromper, restringir ou dificultar por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica o reconhecimento, gozo ou exercício de direito assegurado a outra pessoa.

Pena – reclusão, de um a três anos.

§ 1° No mesmo crime incorre quem pratica, difunde, induz ou incita a discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica ou injuria alguém, ofendendo-lhe dignidade e o decoro, com a utilização de elementos referentes à raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

Aumento da pena

§ 2º. A PENA AUMENTA-SE DE UM TERÇO SE A DISCRIMINAÇÃO É PRATICADA:

I – contra menor de dezoito anos;

II – por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las;

III – através da fabricação, comercialização, distribuição, veiculação de símbolo, emblema, ornamento, propaganda ou publicação de qualquer natureza que negue o holocausto ou utilize a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo;

IV - ATRAVÉS DE MEIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, PUBLICAÇÕES DE QUALQUER NATUREZA E REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES – INTERNET;

IV – contra o direito ao lazer, à cultura, à moradia, à educação e à saúde;

V – contra a liberdade do consumo de bens e serviços;

VI – contra o direito de imagem;

VII – contra o direito de locomoção;

VIII – com a articulação de discriminação, baseada em gênero, contra a mulher.

Violência resultante de discriminação raça, cor, religião, orientação

sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

§3°. A pena aumenta-se da metade se a discriminação consiste na prática de:

I – lesões corporais (art. 129, caput, do Código Penal);

II – maus tratos (art. 136, caput, do Código Penal);

III – ameaça (art. 147 do Código Penal);

IV – abuso de autoridade (arts. 3º e 4º da Lei nº 4.898, de 09 de dezembro de 1965).

Homicídio qualificado, tortura, lesões corporais de natureza grave e lesão corporal seguida de morte

§4º Se o homicídio é praticado por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica aplica-se a pena prevista no art. 121, §2º do Código Penal, sem prejuízo da competência do tribunal do júri.

§ 5° Se a tortura é praticada pelos motivos descritos no parágrafo anterior, aplica-se a pena prevista no artigo 1° da Lei nº9.455/97.

§ 6° Em caso de lesão corporal de natureza grave, gravíssima e lesão corporal seguida de morte, motivadas pelas razões descritas no parágrafo 3° aplicam-se, respectivamente, as penas previstas no art. 129, §§ 1º, 2º e 3º do Código Penal, aumentadas de um terço.

Discriminação no mercado de trabalho

Art. 3° Deixar de contratar alguém ou dificultar sua contratação por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

§ 1º A pena aumenta-se de um terço se a discriminação se dá no acesso a cargos, funções e contratos da Administração Pública.

§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

Atentado contra a identidade étnica, religiosa ou regional

Art. 4º Atentar contra as manifestações culturais de reconhecido valor étnico, religioso ou regional, por motivo de preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica.

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Associação criminosa

Art. 5º Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, sob denominação própria ou não, com o fim de cometer algum dos crimes previstos nesta Lei:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem financia ou de qualquer modo presta assistência à associação criminosa.

Discriminação Culposa

Art. 6° Se a discriminação é culposa:

Pena- detenção de seis meses a um ano.

Parágrafo único: Na discriminação culposa a pena é aumentada da metade se o agente não procura diminuir as conseqüências do seu ato.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 7º Os crimes previstos nesta Lei são inafiançáveis e imprescritíveis, na forma do art. 5º, XLII, da Constituição Federal.

Art. 8°. A concorrência de motivos diversos ao preconceito de raça, cor, religião, orientação sexual, descendência ou origem nacional ou étnica, não exclui a ilicitude dos crimes previstos nesta Lei.

Art. 9°. Nas hipóteses dos artigos 2º e 5º, o juiz pode determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:

I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;

II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas;

III – a suspensão das atividades da pessoa jurídica que servir de auxílio à associação criminosa.

Parágrafo único. Constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido e a dissolução da pessoa jurídica que servir de auxílio à associação criminosa.

Art. 11. São revogadas a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 e o artigo 140, § 3°, do Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 –Código Penal .

Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, em 10 de julho de 2007.

Deputada JANETE ROCHA PIETÁ
Relatora

Frente Evangélica quer derrubar PLC 122 e substitui-lo por projeto do senador Paulo Paim. Entenda

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O desembargador federal afastado José Eduardo Carreira Alvim, acusado de fazer parte do esquema de venda de sentença judicial em favor de bicheiros e donos de bingos em 2007, publica livro no qual conta a sua versão do caso e faz críticas à cobertura da Rede Globo.

- A imprensa é tão mentirosa, que me lembro de que em certa ocasião, tendo a Rede Globo divulgado uma notícia envolvendo o meu nome, os repórteres tiveram o descaramento de dizer no ar que haviam tentado um contato comigo por telefone, mas que eu não havia respondido ao telefonema; mas eu estava em casa o tempo todo, e tais telefonemas simplesmente não foram dados. Tudo isso é feito para valorizar a sua notícia, que é falsa, e desacreditar quem é o alvo da notícia, apesar de ter a verdade ao seu lado - conta.

Em "Operação Hurricane: Um Juiz no Olho do Furacão", Carreira Alvim também questiona por quais motivos os seus direitos de magistrado não foram respeitados e afirma ter sido vítima de uma conspiração tramada e executada por autoridades da justiça e da polícia.

O volume traz imagens e peças importantes que fundamentam suas acusações, como laudos periciais e decisão na íntegra sobre a empresa Betec Games.

Outro lado

Procurada, a Central Globo de Comunicação afirmou que desconhece o livro e repudia as acusações.

- Ouvir a versão de qualquer suspeito é obrigação que seguimos à risca - finaliza a nota.

Em livro, Carreira Alvim acusa Rede Globo

sábado, 21 de maio de 2011

O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (20) que o Bradesco arrematou o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) e poderá operar por três anos, a partir de 2012, a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Governo do Estado. Ao todo, o Bradesco vai pagar por R$ 1,8 bilhão.

O leilão foi realizado nesta sexta-feira e o lance mínimo era de R$ 513 milhões, mas, somando-se a quantia de R$ 374 milhões para a folha de pagamentos, o valor mínimo era R$ 887 milhões. Segundo o governo do estado, levando-se em consideração os imóveis e o acervo cultural que ficam com o Estado, o valor total do banco supera a quantia de R$ 1 bilhão.

O Bradesco ofereceu R$ 1,025 bilhão pelo banco. Outros três bancos participaram do leilão e deram os seguintes lances, segundo o governo do Rio: Santander, R$ 651.000.000,01; Itáu, R$ 590.022.289,93; e Banco do Brasil – R$ 729.375.000,00.

O total de R$ 1,8 bilhão que o Bradesco irá desembolsar inclui, além do preço do Berj, a folha de pagamentos do Estado e outras despesas da operação. Com o arremate, o Bradesco recebe um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, o ágio de quase 100% (99,8%) sobre o valor mínimo ultrapassou todas as expectativas.

- É uma grande vitória para o Estado. É uma demonstração de confiança no Estado do Rio de Janeiro, porque quatro grandes bancos brasileiros disputaram um banco em liquidação e a folha de pagamentos do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma disputa acirrada, o Bradesco ganhou. O resultado deste leilão importa com o preço da folha de pagamentos, que chega a quase R$ 1,9 bilhão - disse, em comunicado divulgado pelo governo do Estado.

Procurado, o Bradesco confirmou a compra mas ainda não deu detalhes sobre a aquisição.

A assinatura do contrato deve ocorrer em cinco dias. Na ocasião, está previsto o pagamento de 20% do valor total da compra do Berj mais a folha de pagamento dos servidores. Segundo o governo do Rio, a segunda parcela deverá ser paga daqui a 150 dias.

O Berj é a parte que restou do Banerj que não foi vendida ao Itaú e foi posta em liquidação pelo Banco Central em 1996 e que no início desta década voltou para o governo do Estado do Rio

Segundo o governo do Rio, foram excluídos da venda o “Banerjão” – edifício no Centro da cidade que foi sede do banco –, avaliado em R$ 86 milhões, e um terreno na Avenida Paulista, comprado nos anos 70, que vale R$ 60 milhões. O governo também prevê a manutenção do acervo cultural do Berj, estimado em R$ 11 milhões, que inclui obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Anita Malfati.

Aos atuais acionistas minoritários do Berj será pago o valor dos imóveis desapropriados na proporção de sua participação no capital social.

A folha de pagamento dos servidores ativos, inativos e pensionistas do governo do Estado do Rio reúne cerca de 430 mil contas.

Bradesco compra Berj e vai operar folha de pagamento de servidores

terça-feira, 17 de maio de 2011

O casal Viviane e Lindenberg Luchi, de Osasco, na Grande São Paulo, aguardam a hora do nascimento do primeiro filho, Anthony. Era para ser uma gravidez sem sustos, com médicos, hospital, tudo definido com antecedência. Entretanto, o planejamento desabou quando eles descobriram, no fim da gravidez, que o plano de saúde faliu e foi comprado por outra empresa.

Em uma das últimas consultas, a ginecologista orientou o casal a procurar o setor administrativo.

- A médica falou para procurar o administrativo porque o Serma tinha sido comprado pela Greenline. E a clínica não é associada - conta Lindenberg.

O plano de saúde da família, o Serma, foi comprado no começo de maio pela Greenline, que comprou também a Samcil. O problema é que a nova empresa tem uma rede de hospitais e clínicas diferentes. Viviane, grávida de 38 semanas, teria que ter o bebê com uma médica desconhecida.

A Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula o setor, informou na época que a empresa manteria todas as condições que os clientes tinham em suas operadoras de origem. O parto de Anthony já estava agendado na maternidade, com a obstetra de confiança. O casal pagava R$ 300 por mês e procurou a Greenline para confirmar a cirurgia e veio a pior notícia.

- Eles disseram que só atenderiam na rede própria deles. E não poderia ser com a médica planejada. Não teria data, teria que entrar em trabalho de parto, chegar na maternidade e o plantonista atender - conta o pai.

Para não correr o risco de ter um filho com um médico desconhecido, o casal conseguiu R$ 9 mil emprestados para pagar o parto.

- Graças a Deus nós conseguimos com amigos e familiares ter o plano B.

Procon

No ranking da Fundação Procon-SP, os planos de saúde sempre aparecem entre os setores que mais geram reclamações. No ano passado, em São Paulo, foram mais de 37 mil queixas, um crescimento de 5%, o maior registrado pelo órgão de defesa do consumidor.

As principais reclamações dos clientes são: demora no agendamento; recusa para marcação de consultas e cirurgias; médicos, clínicas, hospitais ou laboratórios muito distantes de casa; descredenciamento de médicos e instituições de saúde sem que o paciente seja informado antes.

Mesma cobertura

A Greenline disse que Viviane terá toda a cobertura no hospital onde já estava agendada a cirurgia e informou que o hospital e a médica dela passam a atender pelo convênio a partir desta terça-feira (17).

A empresa disse ainda que até semana que vem todos os clientes irão receber uma carteirinha e um livro com a relação de médicos e hospitais credenciados. O diretor administrativo da empresa, Clóvis Miranda, falou também sobre os problemas do atendimento telefônico.

- É uma demanda muito grande de ligações porque os antigos convênios tinham parado sua central de atendimento há alguns dias. Corremos para ajudar a adequação do nosso callcenter e acreditamos que até sexta-feira desta semana já teremos regularizado - diz o diretor.

A ANS já registrou 700 reclamações contra a Greenline.

Grávida descobre que plano de saúde faliu às vésperas do parto em SP

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, necessita de doadores de sangue com urgência. A assessoria do hospital informou, nesta terça-feira (17), que as cirurgias podem ser canceladas devido à falta de sangue na unidade.

De acordo com o hospital, funcionários e visitantes estão contribuindo com a doação sangue, mas o estoque do banco de sangue continua baixo.
O banco de sangue do hospital tem capacidade de 60 coletas diárias. Para fazer a doação é necessário levar um documento oficial de identidade com foto, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e estar bem de saúde. Não é preciso estar em jejum. O doador deve evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação e a ingestão de bebida alcoólica nas últimas 24 horas.

O doador não pode fazer parte do grupo de risco de doenças sexualmente transmissíveis, nem ser usuário de drogas. O banco de sangue do HUPE fica na Avenida 28 de setembro, 109, em Vila Isabel. As doações podem ser feitas entre 8h e 12h30, de segunda a sexta-feira.

Hemorio registra queda nas doações

Os estoques de sangue do Hemorio também estão em baixa, com uma queda de 40% no número de doações. A última grande mobilização de doadores foi em abril, quando aconteceu o ataque à Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste.

Hospital Pedro Ernesto, no Rio, pode cancelar cirurgias por falta de sangue

A Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio anunciou, nesta terça-feira (17), que decidiu cancelar a compra da frota de carros de luxo para os vereadores, avaliados em R$ 70 mil cada. Em uma curta nota divulgada ao fim de uma reunião com 41 dos 51 vereadores, foi informado que seria feito o pedido de devolução dos valores já pagos.

Na segunda-feira (16), a assessoria da Câmara admitiu que já tinha pago mais de R$ 3,5 milhões pelos carros comprados. A câmara anunciou que houve um equívoco na divulgação anterior dos valores. Antes, a quantia que a Câmara havia informado ter pago pelos carros era de R$ 2,3 milhões. O valor corresponde à compra dos veículos para os 51 vereadores.

Na sexta-feira (13) foi anunciado que a Câmara ia analisar como seria usada a verba dos carros de luxo para os vereadores.

A polêmica compra de uma frota de carros foi aprovada pela Mesa Diretora em março. Vinte e um vereadores já haviam recusado os carros, e apenas nove haviam aceito o benefício quando começou a discussão sobre cancelar ou não a compra da nova frota.

O modelo escolhido para os carros era a versão 2012 completo com quatro airbags, freios ABS, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, CD player com MP3, bluetooth e bancos de couro.

Câmara do Rio diz que vai cancelar compra de carros para vereadores

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O governo decidiu endurecer as regras do Minha Casa, Minha Vida. Na segunda edição do programa, as pessoas que receberem o beneficio só poderão vender os imóveis com a dívida quitada e sem o desconto do subsídio.

- Caso a família tenha a venda como um fato, ela só pode vender o imóvel depois de quitá-lo - disse Inês Magalhães, secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades.

Segundo ela, essa medida é importante, porque evita que o imóvel seja vendido prematuramente. A regra vale para famílias com renda de até R$ 1.395.

Também foi criado o Cadastro Nacional de Beneficiários. A inscrição é para quem recebeu benefícios em programas habitacionais ou rurais do governo.

De acordo com a secretária, essa regra foi estabelecida para evitar que subsídios sejam dados mais de uma vez.

Mais andares 

O governo também decidiu acabar com o limite de cinco andares para os prédios residenciais. Agora, a altura será de acordo com as regras do governo local.

De acordo com a secretária, essa medida tornará o negócio mais rentável para as construtoras no caso de capitais e centros metropolitanos, onde geralmente os terrenos são mais caros.

Também será possível a exploração comercial dos andares térreos. O aluguel das lojas comerciais será revertido para o condomínio.

Mulheres

Outra mudança visa dar maior proteção à mulher chefe de família, que poderá receber o benefício sem precisar da assinatura do marido. Nesse caso, o imóvel fica apenas no nome da mulher.

A meta do governo é contratar 2 milhões de imóveis até 2014. O investimento será de R$ 71,7 bilhões em quatro anos. Desse total, R$ 62,2 bilhões virão do Orçamento e R$ 9,5 bilhões do FGTS destinados à habitação.

Na segunda fase do programa, 60% das moradias serão destinadas a famílias com renda de até R$ 1.395.

Novas Regras 

Na terça-feira o Senado aprovou a medida provisória que valida as novas regras do Minha Casa, Minha Vida.

A MP fixa a renda familiar máxima para participação no programa em R$ 4.650.

Pelo texto aprovado pelo Senado, os custos cartoriais ficarão mais altos. Na faixa de renda de 3 a 6 salários mínimos, por exemplo, os beneficiários pagarão 50% das taxas cartoriais --hoje, as famílias só pagam 20%.

A MP aprovada pelo Senado traz outras mudanças. Passarão a ter prioridade no cadastro as famílias que têm entre seus integrantes alguém com deficiência física.

Governo dificulta revenda no Minha Casa, Minha Vida

domingo, 8 de maio de 2011

O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, era uma figura ativa no comando da rede extremista e o esconderijo em Abbottabad, no Paquistão, onde foi morto pelas forças especiais dos Estados Unidos, era um centro de comando e controle, segundo o serviço secreto americano.

De acordo com os Estados Unidos, ao contrário do que se acreditava, Bin Laden não tinha uma vida nômade nos últimos anos e estava profundamente envolvido nas tomadas de decisão da Al Qaeda.

- Este complexo em Abbottabad era um centro ativo de comando e controle para o líder da Al Qaeda e está claro (...) que ele não era apenas um pensador estratégico do grupo - disse um oficial que não quis se identificar a jornalistas durante uma entrevista no Pentágono, em Washington.

- Ele era ativo no planejamento operacional e na tomada de decisões táticas - acrescentou.

Antes da morte de Bin Laden na semana passada, os Estados Unidos tinham sugerido que ele vivia em fuga e era apenas um símbolo para a Al Qaeda.

No sábado, o Pentágono divulgou vídeos caseiros de Osama Bin Laden, apreendidos no esconderijo de Abbottabad, onde ele foi morto na semana passada.

Os cinco vídeos, que tiveram o som removido pelo Pentágono, mostram o líder da Al-Qaeda assistindo a um programa a respeito dele em um canal de televisão árabe e também preparando uma mensagem para os Estados Unidos.

Zelo com a imagem

Acredita-se que os vídeos apreendidos no Paquistão tenham sido produzidos entre outubro e novembro de 2010.

No primeiro vídeo, Bin Laden é mostrado usando uma espécie de pequeno chapéu branco e uma túnica branca, enquanto fala diretamente para a câmera, no mesmo estilo dos pronunciamentos em vídeo anteriores do líder da rede extremista.

Não há som no vídeo, mas autoridades do Pentágono afirmam que se tratava de uma mensagem de Bin Laden para os Estados Unidos.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Jonny Dymond, outros vídeos parecem ser um ensaio para a mensagem aos Estados Unidos.

No vídeo onde é mostrado assistindo a um programa sobre ele mesmo em um canal de televisão árabe, Bin Laden aparece sentado no chão de uma sala, enrolado em o que parece ser um cobertor ou casaco, com o controle remoto nas mãos enquanto assiste televisão.

A barba do líder da Al Qaeda parece muito mais grisalha neste vídeo do que nos vídeos de propaganda da rede extremista. Segundo as autoridades, esta mudança na cor da barba sugere que Bin Laden era alguem que "tinha muito zelo" com a própria imagem.

Computadores e cartas

O material encontrado no complexo em Abbottabad, que incluiria arquivos digitais, de áudio e vídeo, além de material impresso, computadores, dispositivos de gravação e documentos escritos à mão, foi descrito como a "maior coleção de materiais importantes ligados ao terrorismo já coletada".

Entre os documentos estariam também cartas pessoais de Bin Laden a outros membros da rede.

O diretor da CIA, Leon Panetta, disse em uma declaração que o material apreendido "apenas confirma ainda mais como era importante procurar Bin Laden".

Dymond afirma que estes são os primeiros vídeos do líder da rede extremista divulgados desde que a Al Qaeda divulgou uma outra mensagem de Bin Laden em 2007.

Não há nada nos vídeos divulgados neste sábado que identifiquem que Bin Laden está no esconderijo onde foi morto em Abbottabad.

Bin Laden comandava Al Qaeda do esconderijo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Leandro Scornavacca (DEM), o “L” do KLB, não precisará mais quebrar a cabeça para conciliar a vida parlamentar com a artística. Prestes a lançar um CD e um DVD em comemoração aos dez anos do grupo, ele não assumiu uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar que a Lei da Ficha Limpa não é válida para 2010 fez com que Leandro, que era primeiro suplente na coligação PSDB-DEM, caísse para a terceira posição na fila.

Com a validação dos votos dados a candidatos antes barrados e, consequentemente, com um novo coeficiente eleitoral, os dois primeiros suplentes da coligação passaram a ser os tucanos Welson Gasparini e Geraldo Vinholi. Eles foram empossados nas vagas de Bruno Covas e Paulo Alexandre Barbosa, que deixaram a Assembleia para ir para o secretariado de Alckmin.

Agora, Leandro só poderá ser chamado de deputado caso mais um deputado do PSDB ou do DEM se licencie do cargo.

Leandro Scornovacca, do KLB, perde vaga de deputado

quarta-feira, 30 de março de 2011

Em entrevista exclusiva a QUEM nesta terça-feira (29), Ricardo Brajterman, advogado de Preta Gil, confirmou que a cantora ajuizará ações nas esferas cível e criminal contra o deputado Jair Bolsonaro.

- Estou fazendo uma representação no Ministério Público visando apuração e condenação de crime de racismo e homofobia. Na esfera cível, estou ajuizando uma ação de danos morais, cujo valor é fixado pelo juiz, levando-se em conta a intensidade do dano e o caráter pedagógico punitivo, ou seja, o valor arbitrado deverá desestimular o causador do dano a repetir sua conduta - afirmou Brajterman.

- Além disso, vou notificar a Câmara dos Deputados, tanto a Comissão de Diretos Humanos quando a de Ética para apurar uma possível falta de decoro parlamentar - completou o advogado da cantora.

"Algo humorístico"

Filho do deputado, o vereador Carlos Bolsonaro procurou defender seu pai das críticas em sua página no serviço de microblogs Twitter.

- Diante da resposta totalmente perceptível, fora do contexto da pergunta, Bolsonaro não se referiu à raças, mas sim à postura da cantora. Aliás, Preta Gil discutindo valores é algo humorístico! Nunca fomos racistas e sim contra cotas - afirmou.

Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro, também filho de Jair, afirmou que o pai não entendeu a pergunta feita pela cantora.

- Ele não tenha aquela opinião sobre negros, a resposta foi para a pergunta "se um filho seu tivesse um relacionamento gay - explicou.

Procurado, o secretário de Jair Bolsonaro afirmou que ele entraria em contato com a reportagem "para dar a sua versão dos fatos", o que não aconteceu até a finalização desta matéria.

Entenda o caso

Jair Bolsonaro respondia a uma série de perguntas em um programa humorístico veiculado nesta segunda-feira (28) quando foi questionado pela cantora, que havia gravado previamente, sobre como ele agiria caso seu filho se apaixonasse por uma negra.

- Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu - respondeu Bolsonaro.

Apoio de famosos

Através do Twitter, famosos como Luciano Huck manifestaram seu apoio a cantora na decisão de processar o deputado.

- Feliz um país que tem alguém como você como cidadã. Lamento por aqueles que votaram neste infeliz que está onde não deveria estar - escreveu o apresentador em sua página no serviço de microblogs.

Preta Gil ajuizará ações cível e criminal contra Jair Bolsonaro

A família decidiu que o corpo do ex-vice-presidente José Alencar será cremado, em cerimônia reservada às 14h desta quinta (31), após o velório em Belo Horizonte, informou a assessoria da Vice-Presidência da República.

Antes da cremação, o ex-vice-presidente será velado das 9h às 13h, no Palácio da Liberdade, sede do governo estadual, na capital mineira.

O corpo de Alencar chegou na manhã desta quarta a Brasília, onde será velado até as 23h30 no Palácio do Planalto.

O ex-vice-presidente morreu às 14h41 desta terça (29), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em razão de câncer e falência múltipla de órgãos, segundo informou o hospital.

Em Portugal, onde recebeu nesta quarta-feira o título de "doutor honoris causa" da Universidade de Coimbra, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao falar sobre a morte do seu vice. "Conheço poucos seres humanos que tenham a alma de José Alencar, a bondade dele”, disse. Ele dedicou o título a Alencar.

Lula e a presidente Dilma Rosuseff, que compareceu à cerimônia em Coimbra, anteciparam a volta ao Brasil para participar do velório de Alencar. Ao receber a notícia da morte de Alencar, a presidente disse que foi uma "honra" conviver com o ex-vice.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm chegada prevista às 19h de Portugal.
 
Primeiro ministro a se manifestar sobre a morte de Alencar nesta terça, Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, também se emocionou ao receber a notícia durante uma entrevista.

A morte de Alencar também repercutiu no exterior. O presidente da República em exercício, Michel Temer, decretou luto oficial de sete dias.

Velório no Planalto

Um longa fila de pessoas se formou no Palácio do Planalto quando o velório do ex-vice-presidente foi aberto para o público. As pessoas foram autorizadas no início da tarde a subir a rampa do Palácio do Planalto para homenagear o ex-vice-presidente.

Esta é a primeira vez que o público é autorizado a subir a rampa do palácio desde a morte do presidente Tancredo Neves, em 1985. A visitação estará aberta ao público até as 23h, segundo informou o Planalto. Na manhã desta quinta, o corpo será levado para Belo Horizonte, onde haverá outro velório.

Assim que chegou ao Planalto, às 11h03, bombeiros retiraram o caixão do carro da corporação que transportou o corpo e o entregaram a seis cadetes das Forças Armadas, dois do Exército, dois da Marinha e dois da Aeronáutica. Os militares subiram a rampa do palácio com o caixão nos ombros até o salão destinado ao velório. Antes, houve uma salva de 21 tiros de canhão.

O secretário geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Dimas Lara, e o núncio apostólico do Brasil, Dom Lourenzo Baldisseri, celebraram uma missa em homenagem ao ex-vice-presidente. Na abertura da celebração, foi lembrada a luta de mais de 10 anos de Alencar contra a doença.

- Ele foi para nós um testemunho de fé inabalável em Deus. Durante toda a sua via crucis não se deixou abater e com a alegria própria dos que crêem soube enfrentar com esperança a doença - afirmou o celebrante.

Corpo de Alencar será cremado em Minas Gerais

O corpo do ex-vice-presidente, José Alencar, morto aos 79 anos em decorrência de câncer, começou a ser velado na manhã desta quarta-feira (30) no Palácio do Planalto (veja fotos).

É o primeiro velório no palácio desde a morte do presidente Tancredo Neves, em 1985. A visitação estará aberta ao público até as 23h30, segundo informou o Planalto. Na manhã desta quinta, o corpo será levado para Belo Horizonte, onde haverá outro velório.

O caixão deixou o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 7h. Foi transportado para Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira. No trajeto entre o aeroporto e o palácio, motoristas pararam os carros na beira da pista e centenas de pessoas se aglomeraram para acenar, muitos com bandeiras do Brasil.

Assim que chegou ao Planalto, às 11h03, bombeiros retiraram o caixão do carro da corporação que transportou o corpo e o entregaram a seis cadetes das Forças Armadas, dois do Exército, dois da Marinha e dois da Aeronáutica. Os militares subiram a rampa do palácio com o caixão nos ombros até o salão destinado ao velório. Antes, houve uma salva de 21 tiros de canhão.

O presidente em exercício da República, Michel Temer, e a mulher do ex-vice, Marisa Gomes da Silva, recepcionaram o corpo no topo da rampa de acesso ao Salão Nobre. Em seguida, começou uma missa, celebrada pelo secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa.

Ministros de Estado, do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, estavam no salão à espera da chegada do caixão.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm chegada prevista às 19h de Portugal. Eles estiveram na Universidade de Coimbra, onde Lula recebeu o título de doutor "honoris causa", que dedicou a Alencar.

Para organizar a multidão esperada para prestar homenagem ao ex-vice, foram colocadas grades de contenção ao redor da sede de governo da Presidência.

Os visitantes têm de apresentar documento de identidade e passar por detector de metais. Banheiros químicos foram instalados no estacionamento do Planalto.

O acesso a velório se dá pela rampa do Palácio do Planalto. Um cordão de isolamento será posicionado a cerca de um metro do caixão de Alencar, e os participantes do velório não poderão parar durante a caminhada no interior do palácio.

Alencar, de 79 anos, morreu às 14h41 desta terça-feira (29), em razão de câncer e falência múltipla de órgãos, segundo informou o Hospital Sírio-Libânes, onde estava internado havia dois dias.


Corpo de José Alencar é velado no Palácio do Planalto

quinta-feira, 10 de março de 2011

O PMN indicou nesta quarta-feira (9) o deputado Fábio Faria (PMN-RN) para substituir Jaqueline Roriz (PMN-DF) na comissão de reforma política da Câmara. A deputada foi gravada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM. Fábio Faria está em seu segundo mandato e já foi vice-líder de seu partido na Câmara.

Nesta quarta, Jaqueline Roriz enviou carta ao partido anunciando que deixaria a comissão, mas não comentou o conteúdo do vídeo divulgado na semana passada. O assessor da família Roriz, Paulo Fona, disse que ela não vai se manifestar sobre a gravação.

Mais cedo, o PMN divulgou nota afirmando que aguardará o "o desenrolar dos acontecimentos" sobre o caso. O partido disse lamentar que Jaqueline Roriz "tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta".

O vídeo em que a deputada aparece, ao lado do marido, recebendo um pacote de dinheiro, teria sido gravado em 2006. A assessoria do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que ele pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar o caso.

A investigação também deve ser feita pela Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), anunciou nesta quarta que o primeiro caso a ser analisado pela Comissão de Ética da Câmara, que vai ser instalada na semana que vem, será o da deputada.

A investigação

Segundo a Polícia Federal, o mensalão do DEM foi um esquema de corrupção que envolveu pagamento de propina a deputados da base aliada, empresários e integrantes do governo do Distrito Federal. O suposto esquema foi desvendado após a deflagração pela PF, em novembro de 2009, da operação Caixa de Pandora.

A investigação levou à prisão e à cassação, no ano passado, do então governador José Roberto Arruda (atualmente sem partido; na época no DEM). O vice de Arruda, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM), assumiu o governo depois que Arruda pediu afastamento, mas renunciou para defender-se das acusações. Ambos sempre negaram envolvimento com o suposto esquema.

No ano passado, por conta da crise política, o Distrito Federal esteve ameaçado durante meses de intervenção federal.

Após a renúncia de Paulo Octávio, em fevereiro de 2010, o então presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima (PR), assumiu o governo.

Lima deixou o cargo depois que a Câmara elegeu para governador o então deputado distrital Rogério Rosso (PMDB). Ele concluiu o mandato iniciado por Arruda e permaneceu até a eleição de outubro, cujo ganhador foi Agnelo Queiroz (PT), atual governador.

PMN indica Fabio Faria para comissão da reforma política

A Embaixada da Líbia no Brasil informou nesta quinta (10) que as negociações para a libertação do jornalista brasileiro Andrei Netto estão em andamento. De acordo com a embaixada, o brasileiro, funcionário do jornal "O Estado de S. Paulo" que faz a cobertura do conflito na Líbia, foi preso porque não portava os documentos necessários para trabalhar naquele país.

O senador Eduardo Suplicy disse que ele e o senador Paulo Paim (PT-RS), ambos membros da Comissão de Direitos Humanos do Senado, conversaram por telefone com o embaixador líbio Salem Ezubedi. De acordo com Suplicy, o embaixador afirmou que o jornalista será libertado nesta quinta, informação não confirmada pela embaixada.

Segundo o senador, o embaixador líbio relatou que Andrei Netto está na cidade de Sabratha, na Líbia.

O jornal havia perdido contato direto com Netto há cerca de uma semana. Ele é correspondente do jornal em Paris e foi enviado à Líbia para fazer a cobertura jornalística dos confrontos entre forças rebeldes e do governo.

Até domingo, o jornal relatou que recebia informações indiretas de que o repórter estava bem, escondido na região de Zawiya - cenário de violentos confrontos entre Kadhafi e os insurgentes, a 30 quilômetros de Trípoli.

A comunicação direta com a redação - por meio de telefonemas e e-mails - havia sido propositadamente cortada por segurança, afirmavam fontes líbias ao jornal.

Segundo Paim, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou duas moções sobre o caso. “A primeira moção é de solidariedade ao jornal e também com a família do jornalista e a outra exigindo das autoridades líbias a imediata libertação do repórter”, disse Paim.

O governo brasileiro, a Embaixada da Líbia no Brasil, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a ONU e vários veículos de comunicação do Brasil e do mundo estão colaborando no sentido de garantir a integridade física e segurança do repórter, diz o jornal.

Embaixada diz que está negociando libertação de jornalista brasileiro preso na Líbia

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Um dia depois do anúncio da saída de Allan Turnowski da chefia de Polícia Civil, a Polícia Federal do Rio confirmou que pretende ouvi-lo novamente. A data, no entanto, ainda não foi divulgada. Na sexta-feira passada (11), Turnowski já havia sido chamado para prestar esclarecimentos nas investigações da Operação Guilhotina.

A ação predeu 38 pessoas, incluindo policiais civis e militares, acusados de envolvimento com milícias, traficantes e máfia dos caça-níqueis. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, que foi subchefe de Polícia Civil, na gestão de Turnowski.

O ex-chefe da Polícia Civil negou que tenha lacrado a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), no domingo (13), por retaliação. Ele alega que estava seguindo a orientação do secretário Beltrame, que declarou ser prioridade, dentro da polícia, resultado com lisura.

Sobre as novas escolhas de Beltrame, Turnowski fez elogios ao secretário.

- O secretário é uma pessoa que ninguém pode falar, é uma pessoa do bem, que quer mudar o Rio de Janeiro, tive muito orgulho de trabalhar com ele. Ele saber o que fazer, está conduzindo muito bem a Secretaria de Segurança Pública - afirmou.

Turnowski nega vazamento de informações

Em entrevista à Rádio Bandnews, na manhã desta quarta-feira (16), o ex-chefe de Polícia Civil disse que ainda não foi intimado para depor novamente e que vai ligar para o superintendente da Polícia Federal, Ângelo Gióia, para marcar uma data. Ele afirmou que vai pedir também a presença do Ministério Público para que haja transparência nas informações.

Turnowski disse que ficou surpreso com as manchetes de jornais que dizem que ele “vazou” informações da Operação Guilhotina para um inspetor que acabou preso. Ele afirma que não sabia da operação e que por isso não poderia ter adiantado nada ao policial.

- Não posso vazar algo se não tinha conhecimento da operação. Como é que alguém pode vazar algo que desconhece? - indagou o delegado.

Em relação às suspeitas de que teria passado informações sobre outras operações para policiais, Turnowski disse que isso é uma praxe no trabalho da polícia, onde ocorre troca de informações com outros delegados, inclusive com delegados da PF.

- No depoimento, vou inclusive citar os delegados da PF com quem já troquei informações e eles vão dizer que isso é comum. A troca de informações faz parte do trabalho policial - disse Turnowski.

Diário Oficial

A exoneração de Allan foi publicada no DIário Oficial desta quarta-feira (16), junto com a nomeação da delegada Martha Rocha para seu lugar .

Nova chefia de Polícia Civil

Em entrevista coletiva na terça-feira (15), Martha afirmou que o grande desafio pela frente é lutar pelos bons policiais da instituição.

- Acho que a gente tem que ter uma polícia bem treinada, qualificada. Acho que temos que ter sim, uma Corregedoria forte. O bom policial não teme a corregedoria forte. Ele deseja uma corregedoria forte - disse.

Sobre sua equipe, Martha Rocha afirmou que já pensou em alguns nomes e que na quarta-feira (16) ela e o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, devem começar a definir os quadros.

- Nunca me vi como chefe de polícia, por isso, não tenho os nomes de uma equipe dentro da bolsa - disse.
Perfil

Martha é a primeira mulher a ocupar o cargo e deixa a direção geral da Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher (DPAM).

A delegada Martha Rocha entrou na Polícia Civil em 1983. Ela começou sua carreira policial como única mulher no plantão da 14ª DP (Leblon). Martha foi delegada titular da 15ª (Gávea), 12ª DP (Copacabana), 18ª (Praça da Bandeira), 20ª DP (Grajaú) e 37ª (Ilha do Governador). Ela inaugurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Campo Grande, na Zona Oeste, e também esteve à frente da DEAM, no Centro da cidade. Em 1999, ela ocupou o cargo de subchefe de polícia. Martha Rocha também já atuou como corregedora de polícia, informou a Secretaria de Segurança.

A delegada foi ainda vice-presidente da Comissão de Organização da Polícia Civil na Rio 92 e implantou a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT), além de ter sido professora da Academia de Polícia.

Enquanto atuou como delegada titular da 15ª DP (Gávea), ela foi a responsável pelas investigações do sequestro ao ônibus 174, em 2000, que terminou com a morte de uma refém e do sequestrador. Na época, ela indiciou o comandante do Bope, que participava da operação.

Turnowski será ouvido novamente após exoneração