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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pais de alunos que comprarem material escolar no início do ano contribuirão não só com a educação dos filhos, mas também com os cofres públicos. Segundo levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a tributação nesses objetos pode chegar a 47,5% do valor.

O maior peso foi apurado na caneta. Quase metade do preço da venda corresponde a tributos. Para uma caneta de R$ 1, por exemplo, R$ 0,47 é destinado ao pagamento dos tributos. Na régua, o índice é de 43,2% e na borracha de 42,7%.

Diante da carga tributária apurada no levantamento, o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, diz ser importante que os contribuintes cobrem das autoridades propostas para desonerar os produtos.

CUIDADOS

Se não é possível escapar da tributação, a pesquisa em diferentes lojas pode ajudar a encontrar a melhor oferta.

O "Agora" (jornal do Grupo Folha, que edita a Folha) visitou cinco grandes lojas na capital paulista nesta semana e pesquisou o preço dos itens mais procurados em cada uma (veja abaixo).

- É essencial comparar preço com qualidade. Não recomendo a compra com camelôs, pois o material não tem garantia - afirma Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP.

Sobre os personagens da moda, Selma afirma que é preciso ter em mente que o pai vai pagar mais caro por esses produtos, que não terão, necessariamente, uma qualidade superior.

Além de preços, os pais devem ficar atentos para a listas. Segundo o Procon-SP, a escola não pode pedir uma lista de material que não se justifica. O órgão alerta que os pais devem pedir esclarecimentos e contestar se discordarem do pedido.


Material escolar tem até 47,5% de tributos, aponta levantamento

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos.

- Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar - contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

- Ninguém quer morrer - disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário - Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo.

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

- Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida -disse, em entrevista ao "New York Times".

Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

- Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas - afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou.

- Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido.

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple.

- Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou - afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Morre Steve Jobs

sábado, 21 de maio de 2011

O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (20) que o Bradesco arrematou o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) e poderá operar por três anos, a partir de 2012, a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Governo do Estado. Ao todo, o Bradesco vai pagar por R$ 1,8 bilhão.

O leilão foi realizado nesta sexta-feira e o lance mínimo era de R$ 513 milhões, mas, somando-se a quantia de R$ 374 milhões para a folha de pagamentos, o valor mínimo era R$ 887 milhões. Segundo o governo do estado, levando-se em consideração os imóveis e o acervo cultural que ficam com o Estado, o valor total do banco supera a quantia de R$ 1 bilhão.

O Bradesco ofereceu R$ 1,025 bilhão pelo banco. Outros três bancos participaram do leilão e deram os seguintes lances, segundo o governo do Rio: Santander, R$ 651.000.000,01; Itáu, R$ 590.022.289,93; e Banco do Brasil – R$ 729.375.000,00.

O total de R$ 1,8 bilhão que o Bradesco irá desembolsar inclui, além do preço do Berj, a folha de pagamentos do Estado e outras despesas da operação. Com o arremate, o Bradesco recebe um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, o ágio de quase 100% (99,8%) sobre o valor mínimo ultrapassou todas as expectativas.

- É uma grande vitória para o Estado. É uma demonstração de confiança no Estado do Rio de Janeiro, porque quatro grandes bancos brasileiros disputaram um banco em liquidação e a folha de pagamentos do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma disputa acirrada, o Bradesco ganhou. O resultado deste leilão importa com o preço da folha de pagamentos, que chega a quase R$ 1,9 bilhão - disse, em comunicado divulgado pelo governo do Estado.

Procurado, o Bradesco confirmou a compra mas ainda não deu detalhes sobre a aquisição.

A assinatura do contrato deve ocorrer em cinco dias. Na ocasião, está previsto o pagamento de 20% do valor total da compra do Berj mais a folha de pagamento dos servidores. Segundo o governo do Rio, a segunda parcela deverá ser paga daqui a 150 dias.

O Berj é a parte que restou do Banerj que não foi vendida ao Itaú e foi posta em liquidação pelo Banco Central em 1996 e que no início desta década voltou para o governo do Estado do Rio

Segundo o governo do Rio, foram excluídos da venda o “Banerjão” – edifício no Centro da cidade que foi sede do banco –, avaliado em R$ 86 milhões, e um terreno na Avenida Paulista, comprado nos anos 70, que vale R$ 60 milhões. O governo também prevê a manutenção do acervo cultural do Berj, estimado em R$ 11 milhões, que inclui obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Anita Malfati.

Aos atuais acionistas minoritários do Berj será pago o valor dos imóveis desapropriados na proporção de sua participação no capital social.

A folha de pagamento dos servidores ativos, inativos e pensionistas do governo do Estado do Rio reúne cerca de 430 mil contas.

Bradesco compra Berj e vai operar folha de pagamento de servidores

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio anunciou, nesta terça-feira (17), que decidiu cancelar a compra da frota de carros de luxo para os vereadores, avaliados em R$ 70 mil cada. Em uma curta nota divulgada ao fim de uma reunião com 41 dos 51 vereadores, foi informado que seria feito o pedido de devolução dos valores já pagos.

Na segunda-feira (16), a assessoria da Câmara admitiu que já tinha pago mais de R$ 3,5 milhões pelos carros comprados. A câmara anunciou que houve um equívoco na divulgação anterior dos valores. Antes, a quantia que a Câmara havia informado ter pago pelos carros era de R$ 2,3 milhões. O valor corresponde à compra dos veículos para os 51 vereadores.

Na sexta-feira (13) foi anunciado que a Câmara ia analisar como seria usada a verba dos carros de luxo para os vereadores.

A polêmica compra de uma frota de carros foi aprovada pela Mesa Diretora em março. Vinte e um vereadores já haviam recusado os carros, e apenas nove haviam aceito o benefício quando começou a discussão sobre cancelar ou não a compra da nova frota.

O modelo escolhido para os carros era a versão 2012 completo com quatro airbags, freios ABS, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, CD player com MP3, bluetooth e bancos de couro.

Câmara do Rio diz que vai cancelar compra de carros para vereadores

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou nota nesta segunda-feira (16) informando que houve erro em algumas apostas para o concurso 1.284 da Mega-Sena realizadas entre o último sábado (14) até a manhã desta segunda.

O erro aconteceu na data do sorteio indicada nos bilhetes. Segundo a Caixa, algumas apostas para o concurso 1.284 aparecem com data de sorteio nesta segunda (16), sendo que o correto é na próxima quarta (18).

A Caixa informou ainda que os recibos com data errada estão valendo.

Veja a nota abaixo:

"A Caixa Econômica Federal informa que, por motivos operacionais, algumas apostas emitidas entre o último sábado (14) e a manhã de hoje (16) para o concurso 1.284 da Mega-Sena, trazem impressas a data incorreta de 16 de maio de 2011 como o dia do sorteio.

O concurso 1.284 será realizado normalmente em sua data prevista, ou seja, na próxima quarta-feira (18), sendo que os recibos com data incorreta concorrem normalmente.

16/05/2011
Assessoria de Imprensa
Caixa Econômica Federal"

Caixa Econômica divulga nota informando erro em apostas da Mega-Sena

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O governo decidiu endurecer as regras do Minha Casa, Minha Vida. Na segunda edição do programa, as pessoas que receberem o beneficio só poderão vender os imóveis com a dívida quitada e sem o desconto do subsídio.

- Caso a família tenha a venda como um fato, ela só pode vender o imóvel depois de quitá-lo - disse Inês Magalhães, secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades.

Segundo ela, essa medida é importante, porque evita que o imóvel seja vendido prematuramente. A regra vale para famílias com renda de até R$ 1.395.

Também foi criado o Cadastro Nacional de Beneficiários. A inscrição é para quem recebeu benefícios em programas habitacionais ou rurais do governo.

De acordo com a secretária, essa regra foi estabelecida para evitar que subsídios sejam dados mais de uma vez.

Mais andares 

O governo também decidiu acabar com o limite de cinco andares para os prédios residenciais. Agora, a altura será de acordo com as regras do governo local.

De acordo com a secretária, essa medida tornará o negócio mais rentável para as construtoras no caso de capitais e centros metropolitanos, onde geralmente os terrenos são mais caros.

Também será possível a exploração comercial dos andares térreos. O aluguel das lojas comerciais será revertido para o condomínio.

Mulheres

Outra mudança visa dar maior proteção à mulher chefe de família, que poderá receber o benefício sem precisar da assinatura do marido. Nesse caso, o imóvel fica apenas no nome da mulher.

A meta do governo é contratar 2 milhões de imóveis até 2014. O investimento será de R$ 71,7 bilhões em quatro anos. Desse total, R$ 62,2 bilhões virão do Orçamento e R$ 9,5 bilhões do FGTS destinados à habitação.

Na segunda fase do programa, 60% das moradias serão destinadas a famílias com renda de até R$ 1.395.

Novas Regras 

Na terça-feira o Senado aprovou a medida provisória que valida as novas regras do Minha Casa, Minha Vida.

A MP fixa a renda familiar máxima para participação no programa em R$ 4.650.

Pelo texto aprovado pelo Senado, os custos cartoriais ficarão mais altos. Na faixa de renda de 3 a 6 salários mínimos, por exemplo, os beneficiários pagarão 50% das taxas cartoriais --hoje, as famílias só pagam 20%.

A MP aprovada pelo Senado traz outras mudanças. Passarão a ter prioridade no cadastro as famílias que têm entre seus integrantes alguém com deficiência física.

Governo dificulta revenda no Minha Casa, Minha Vida

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os brasileiros já pagaram R$ 400 bilhões em impostos este ano, segundo a Associação Comercial de São Paulo. O impostômetro atingiu a marca às 11h17 desta sexta-feira (15) – dez dias antes do que ocorreu em 2010.

Impostômetro acusa: Brasileiros já pagaram mais de R$ 400 bilhões este ano

quarta-feira, 16 de março de 2011

A entrada de dólares no país superou a saída em US$ 7,43 bilhões no início março, segundo dados do Banco Central até o último dia 11. O valor é maior que toda a entrada de recursos verificada no mês anterior (US$ 7,42 bilhões).

No acumulado do ano, já vieram para o país, líquidos, US$ 30,4 bilhões, acima do resultado de todo o ano passado (US$ 24,4 bilhões).

Para minimizar o efeito desse fluxo de recursos sobre a taxa de câmbio, o BC já comprou US$ 4 bilhões no começo de março. Nos dois primeiros meses do ano, foram adquiridos cerca de US$ 8 bilhões em cada mês.

O BC já adquiriu em seus leilões US$ 20 bilhões neste ano. O valor representa quase metade das compras realizadas em 2010 (US$ 41,4 bilhões).

Esses recursos fazem parte das reservas internacionais do país, que chegaram ao valor recorde de US$ 313,7 bilhões no início desta semana.

Mais de US$ 30 bilhões já entraram no país até início de março

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A paranaense Alessandra França nunca se encaixou no perfil da adolescente convencional. Aos 15 anos, a filha de um caminhoneiro e de uma costureira foi estudar informática na Organização Não Governamental (ONG) Projeto Pérola. A ONG dedica-se à capacitação de jovens carentes em Sorocaba, interior de São Paulo, onde Alessandra mora. Sua progressão foi rápida.

Em quatro anos, ela avançou de aluna para colaboradora e, posteriormente, tornou-se coordenadora dos trabalhos. Alessandra obteve uma bolsa em um colégio particular, formou-se em marketing e concluiu um MBA em gestão de pessoas. Em princípio, tinha tudo para buscar uma carreira executiva.

No entanto, aos 16 anos ela leu O banqueiro dos pobres, um livro que mudaria sua vida. Nele, o bengali Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006, conta como construiu uma rede de crédito eficiente e barata para a população carente de Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo.

- Foi uma revelação - diz.

Hoje, aos 25 anos, ela coordena o Banco Pérola, que concede empréstimos para jovens de Sorocaba.

À frente da ONG, Alessandra havia percebido que os jovens que estudavam tinham muita dificuldade para fazer seus projetos avançar. Eles não tinham crédito, mesmo que os valores requeridos fossem pequenos.

Daí nasceu o Banco Pérola – na verdade, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), entidade que presta contas aos ministérios do Trabalho e da Justiça. Seus agentes procuram lideranças comunitárias e igrejas para divulgar os empréstimos e conquistar clientes.

O crédito só é concedido para jovens que tenham projetos de empreendimentos pessoais em qualquer área de interesse.

- Não analisamos apenas o projeto, também olhamos para o caráter do cliente, como ele é conhecido entre seus vizinhos e amigos -  diz Alessandra - O mercado financeiro pode ser humanizado.

O modelo é o mesmo do Grameen Bank, de Yunus. Os clientes têm de vir em grupos de três a cinco pessoas. Todas são responsáveis.

- Se um deles não conseguir pagar, o grupo se compromete a honrar o compromisso.

Vaidosa, a bela banqueira de Sorocaba adora vestidos floridos e esmaltes de cores fortes, modelito usado no dia a dia e nos contatos com a comunidade. Nas reuniões com financiadores, como a Caixa Econômica Federal, usa tailleur e óculos.

- É para parecer mais velha.

Esse hábito vem desde o início do projeto. O capital inicial veio de uma organização internacional de estímulo a projetos sociais chamada Artemísia, fundada em 2002 e que começou suas atividades no Brasil em 2004.

Há dois anos, Alessandra inscreveu seu projeto em um concurso da Artemísia e teve 15 minutos para defendê-lo diante de uma banca examinadora. Foi uma tarefa difícil. Um dos examinadores perguntou, sem rodeios:

- Você acha que os jovens são confiáveis e vão pagar os empréstimos?

Mesmo nervosa, Alessandra não hesitou.

- Eu sou jovem - respondeu - Se não acreditasse, não estaria aqui.

Projeto aprovado, a Artemísia forneceu R$ 40 mil para estruturar as atividades do banco.

O Pérola possui um capital de R$ 240 mil. A maior parte vem de doações e R$ 100 mil são recursos oferecidos pela Caixa. Os juros cobrados são de 4% ao mês e os empréstimos ficam, em média, em R$ 1.500.

Os números ainda são modestos. Em dois anos, Alessandra concedeu empréstimos para 45 clientes. A meta é emprestar para mais 300 pessoas este ano. Ela negocia a abertura de uma filial na cidade vizinha de Porto Feliz para ganhar volume. O ponto de equilíbrio do banco é de R$ 1 milhão emprestado, quando não dependeria mais de doações e parcerias, calcula.

Como toda banqueira que se preze, Alessandra capta dinheiro mais barato do que empresta. A inadimplência dos clientes com até 35 anos é zero. Mesmo assim, os balanços mostram um calote de 2%, abaixo da média do sistema bancário.

- Foi uma experiência que fizemos ao emprestar para clientes mais velhos - diz.

Os jovens não oferecem esse problema.

- Eles são mais dinâmicos e são mais flexíveis, além de ouvir o que temos a dizer.

Jovem faz história ao se tornar banqueira aos 25 anos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O diretor superintendente do Panamericano, Celso Antunes da Costa, afirmou nesta quarta-feira (16), durante a apresentação do balanço contábil de 2010, que não foi identificado desvio de recursos nas operações do banco.

- Isso a gente não identificou e não nos cabe identificar. Nós fizemos um levantamento, não uma investigação - disse - Em momento algum encontramos qualquer coisa que nos remetesse a imaginar que houvesse desvio. Não estou dizendo que não teve porque a gente não fez um trabalho investigativo - completou.

Durante a preparação do balanço, foi identificado, de acordo com o diretor, que em casos de prejuízo, uma espécie de manipulação dos números era feita para cobri-lo, provocando uma situação cada vez pior.

- Vira uma bola de neve - disse.

Segundo Costa, o Banco Central, a Polícia Federal e o Ministério Público têm acesso irrestrito a qualquer dado que seja necessário para eventuais investigações. "Eles têm acesso geral a tudo o que for pedido. É só fazer o pedido formal, como prevê a lei, que os dados são fornecidos."

O Panamericano, que teve seu controle comprado pelo BTG Pactual, divulgou nesta quarta-feira balanço patrimonial confirmando que o rombo total nas contas chegou a R$ 4,3 bilhões.

No comunicado, o Panamericano informa que além do rombo inicial de R$ 2,5 bilhões, "a administração identificou irregularidades adicionais de R$ 1,3 bilhão inicialmente informados e outros ajustes não relacionados a inconsistências no valor de R$ 0,5 bilhão".

A instituição mantinha em seu balanço como ativos carteiras de crédito que haviam sido vendidas a outros bancos. Também houve duplicação de registros de venda de carteiras, inflando o resultado do Panamericano, segundo identificou o Banco Central.

Segundo o balanço, o valor total de R$ 4,3 bilhões foi integralmente ajustado no balanço patrimonial e é a soma de: R$ 1,6 bilhão referente à carteira de crédito insubsistente, R$ 1,7 bilhão referente a passivos não registrados de operações de cessão liquidados/referenciados, R$ 500 milhões referentes à irregularidades na constituição de provisões para perdas de crédito; R$ 300 milhões referentes a ajustes de marcação a mercado; e R$ 200 milhões referentes a outros ajustes

- A complexidade dos mecanismos adotados na geração das inconsistências contábeis impediu a definição do momento exato em que começaram a ocorrer as irregularidades contábeis e fragilidades dos controles internos que ocasionaram a falta de confiabilidade dos registros - informou o Panamericano no relatório.

Diante disso, segundo o banco, ficou inviável mensurar quais ajustes de inconsistências contábeis se referiam aos exercícios anteriores, quais competiam ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, e quais dizem respeito ao ano de 2010.

O banco fechou o mês de dezembro com prejuízo de R$ 142 milhões.O Panamericano terminou o ano de 2010 com carteira de crédito totalizando R$ 13,3 bilhões, contra 9,97 bilhões de reais em 2009, conforme resultado divulgado anteriormente.

O banco que pertencia a Silvio Santos, dono do SBT, protagonizou uma fraude contábil revelada em novembro do ano passado. Em 31 de janeiro, o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, anunciou a compra do controle do Panamericano por R$ 450 milhões, assumindo 51% das ações com direito a voto que pertenciam ao Grupo Silvio Santos e parcela de papéis preferenciais da instituição.

O BTG deverá realizar uma oferta pública de ações para os acionistas pelo mesmo preço pago para as ações que pertenciam ao Grupo Silvio Santos. A instituição disse que se comprometerá a não fechar o capital do banco pelo prazo de um ano.

Em relação ao acordo operacional fechado com a Caixa, o banco informou que o portifólio de produtos poderá ser ampliado, além de haver a possibilidade de atuação das duas instituições em convênios e elaboração de estratégias "buscando aumento contínuo no marketing share e o alcance de novos mercados".

Resgate privado

Em novembro, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) organizaram um plano que resultou na injeção, pelo FGC, de R$ 2,5 bilhões no Panamericano para reforçar o seu balanço e evitar uma corrida aos depósitos. O FGC emprestou o dinheiro a Silvio Santos, que deu como garantia as empresas do seu grupo, que incluem uma emissora de televisão e uma fabricante de cosméticos. Na ocasião do anúncio da venda para o BTG, o fundo anunciou um repasse adicional de R$ 1,3 bilhão, somando um total de R$ 3,8 bilhões.

- Se o banco fosse liquidado perderíamos mais R$ 2,2 bilhões para cobrir os depósitos de clientes com garantias especiais - disse o diretor-executivo da instituição, Antonio Carlos Bueno, após a venda do Panamericano ao BTG.

Com o acordo, o BTG Pactual passa a deter 34,64% do Panamericano, com 51% das ações ordinárias – o que garante o controle do banco – e 21,97% das preferenciais.

Pelo contrato de compra e venda do Panamericano, o dinheiro pago pelo BTG ao Grupo Silvio Santos serão transferidos diretamente ao FGC.

O comando do Panamericano está agora nas mãos de José Luiz Acar Pedro, sócio do BTG.

Especializado nos segmentos de leasing e financiamento de automóveis, o Panamericano teve 49% do capital votante e 35% do capital total vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões.

Na semana passada, a Caixa informou que vai disponibilizar de 8 bilhões a 10 bilhões de reais ao Panamericano para dar liquidez ao banco.

Panamericano diz não ter identificado desvio de recursos

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ano mal começou e já tem gente de olho no 13º salário, o tão esperado abono de Natal. Tanto é assim que três grandes bancos abriram linhas de crédito de antecipação do benefício para quem está apertado e não pode esperar até o fim do ano. Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB) e Santander/Real estão com empréstimos disponíveis para seus correntistas. O valor do crédito pode chegar a 90% do abono, com teto limitado a R$ 20 mil (caso da Caixa).

Os juros que, em geral, são cobrados apenas na liquidação do empréstimo — em dezembro ou janeiro, dependendo do banco - são de até 2,95% ao mês (caso do Santander/Real).

O Banco do Brasil, por exemplo, antecipa até 40% do 13 salário, no caso dos benefícios pagos em duas vezes, ou 80% do valor para quem faz jus ao abono em parcela única. Os juros são de 2,71% ao mês e o pagamento deve ser feito na data do depósito do dinheiro pelo empregador. Na Caixa, os juros são de 2,52% ao mês e o prazo para quitar o empréstimo é de até 330 dias.

Vale a pena?

Para pedir o empréstimo, o cliente deve procurar a agência onde tem conta. Mas os especialistas alertam que a linha deve ser utilizada somente se o dinheiro for para pagar dívidas com taxas de juros superiores, como as do cartão de crédito, por exemplo. Caso o objetivo seja a compra de um bem, não vale a pena porque, além de pagar juros ao banco, o consumidor poderá encontrar preços melhores nas promoções de fim de ano, quando o 13é liberado tradicionalmente.

Bancos já antecipam 13º salário

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Banco Central informou nesta sexta-feira (10) que a segunda família de cédulas do real começará a circular na próxima segunda-feira (13). Os primeiros modelos em circulação serão as notas de R$ 50 e R$ 100.

As novas notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais, sendo que as cédulas atuais continuarão valendo e somente serão retiradas de circulação em decorrência do desgaste natural, informou o Banco Central. As novas notas custam cerca de 25% a mais do que os modelos antigos, segundo informações da autoridade monetária.

Na nova cédula de R$ 100, permanece a garoupa de um lado e a efígie da República, do outro. Na nota nota de R$ 50, continuam a onça pintada e efígie da República. Os animais, porém, estão na posição horizontal. No modelo atual, aparecem na posição vertical. As mudanças são tecnológicas e de design, mas o BC afirmou que todos os animais representados nas notas atuais continuarão a figurar nas novas versões.

Segundo a autoridade monetária, as novas cédulas também atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que tinham dificuldades em identificar os valores nas notas atualmente em circulação.

- Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a nova família de cédulas facilitará a vida dessa importante parcela da população - informou a instituição.

Quando foi anunciado o projeto da segunda família de cédulas do real, em fevereiro deste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que os novos modelos seguiriam um padrão internacional que dificultará a falsificação. Segundo disse ele na ocasião, os novos modelos de notas também auxiliam na "internacionalização" da moeda brasileira.









Novas cédulas de Real começam a circular na próxima segunda

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O filme "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1" estreou neste fim de semana em mais de 50 países e arrecadou US$ 330 milhões em vendas globais de ingressos.

Foi a melhor estreia nos EUA e Canadá - US$ 125 milhões - de uma aventura do mago adolescente e seus amigos da escola Hogwarts. Os seis filmes anteriores de Harry Potter renderam US$ 5,4 bilhões em todo o mundo para o estúdio Warner Bros.

No mercado norte-americano e canadense, o campeão da semana passada, a comédia "Megamente", foi a segunda colocada, arrecadando US$ 16,2 milhões, logo à frente de "Incontrolável", sobre um trem desgovernado, com US$ 13,1 milhões.

Os US$ 125,1 milhões em "Relíquias da Morte: Parte 1" superaram a melhor abertura anterior de um filme de Harry Potter nos EUA e Canadá: US$ 102,7 milhões de "Harry Potter e o Cálice de Fogo", em novembro de 2005.

"Relíquias da Morte: Parte 1" tornou-se o número 6 na lista de melhores aberturas de todos os tempos em um fim de semana, logo atrás dos US$ 128,1 milhões de "Homem de Ferro 2", também deste ano.

O filme é baseado no último livro da série de best-sellers da autora J.K. Rowling.

Telonas

Cinemas com telonas Imax geraram US$ 12,4 milhões da bilheteria total de "Relíquias" nos EUA e Canadá. Foi um novo recorde Imax, superando 'Alice no País das Maravilhas', que estreou em cinemas Imax com US$ 12,1 milhões, segundo a Hollywood.com Box-Office.

Antes do fim de semana, a Warner Bros. disse que previa que "Relíquias da Morte: Parte 1" passasse de US$ 100 milhões nos EUA e Canadá. Alguns observadores especulavam que a bilheteria do filme pudesse chegar a US$ 150 milhões.

Mas apenas dois filmes até hoje superaram essa marca. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" teve a melhor estreia de todos os tempos -- US$ 158 milhões, em 2008 -- e "Homem Aranha 3" estreou em 2007 com US$ 151 milhões.

Completaram a lista dos cinco filmes de maior bilheteria nos EUA e Canadá a comédia "Um Parto de Viagem" (4º lugar, com US$ 9,1 milhões) e a estreia do drama "72 Horas", com Russell Crowe, com US$ 6,8 milhões.

'Harry Potter e as Relíquis da Morte' arrecada US$ 330 milhões no fim de semana

O casamento do príncipe William, segundo na linha de sucessão no trono britânico, com Kate Middleton no ano que vem poderia resultar na injeção de 620 milhões de libras (985 milhões de dólares) na economia britânica, disseram profissionais da consultoria de varejo Verdict nesta quarta-feira.

A previsão surge um dia depois de a Asda, segunda maior rede de supermercados da Grã-Bretanha, ter informado já estar vendendo uma caneca de 5 libras (cerca de 8 dólares) para celebrar o noivado do herdeiro do trono com sua namorada de longa data.

A Verdict estimou que o casamento poderá render de 12 a 18 milhões de libras em merchandising enquanto a comercialização de produtos relacionados com a cerimônia poderia chegar a 26 milhões de libras.

O grande impacto para a economia, contudo, poderia vir da criação do 'fator sentir-se bem' entre os consumidores, que ficou evidente este ano com o desempenho frustrante da seleção inglesa na Copa do Mundo.

- Se, como se espera, for um grande evento galvanizador das atenções, poderia atrair a imaginação no país e resultar em estímulo para o setor varejista - disse o diretor Neil Saunders, da Verdict.

A Verdict prevê que empresas do setor de alimentos poderiam beneficiar-se em até 360 milhões de libras se os consumidores comprarem produtos como vinho e champanhe para brindar ao novo casal. O setor de turismo poderia ganhar com o casamento cerca de 216 milhões de libras.

Casamento de William pode render US$ 1bi à economia britânica

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A base de celulares no Brasil cresceu 1,55% em outubro ante setembro, para 194,44 milhões de acessos, de acordo com números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta quinta-feira, com o país ultrapassando pela primeira vez a marca de um celular por habitante. Segundo os últimos números do IBGE, a população brasileira é de 193,6 milhões de habitantes.

Em outubro foram adicionadas quase 3 milhões de novas habilitações, fazendo a penetração da telefonia móvel subir para 100,44 acessos por 100 habitantes, contra 98,98 em setembro. Dos acessos móveis, 82,19% são pré-pagos e os demais 17,81%, pós pagos.

De janeiro a outubro, a quantidade de novos acessos registrada é de 20,48 milhões, a segunda maior já registrada para o intervalo, atrás apenas do contabilizado em igual intervalo de 2008. A Anatel divulga a evolução dos acessos móveis desde 2000.

A Vivo, unidade de telefonia móvel da Telefónica no Brasil, terminou setembro com market share de 30,03%, ante 30,14% em setembro, com um total de 58,4 milhões de clientes.

A Claro, braço brasileiro de telefonia celular do conglomerado América Móvil, terminou o mês passado com 25,58% de fatia de mercado, contra 25,47% em setembro, com 49,74 milhões de assinantes.

A TIM Participações teve novamente o maior ganho em market share do período entre as quatro maiores operadoras. No fim de setembro a operadora tinha 24,67% de participação de mercado, contra 24,52% em setembro, totalizando 47,97 milhões de usuários.

A Oi, empresa em que a Portugal Telecom fez acordo para adquirir participação, terminou setembro com 19,35% de participação de mercado, abaixo dos 19,51% em setembro, com quase 37,62 milhões de clientes.

Brasil passa a ter mais que 1 celular por habitante em outubro, diz Anatel

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira (18) o regulamento que permite a oferta de serviço de telefonia celular por empresas de outros setores - como bancos e redes de varejo. A resolução sobre a nova modalidade de serviço, que cria a figura do "operador virtual", tem como objetivo acirrar a concorrência no setor e melhorar as condições de serviço para os usuários.

Há mais de dois anos, a Anatel vinha estudando a adoção de regras para a atuação da operadora virtual no Brasil. No exterior, o serviço já é oferecido há mais tempo, onde é conhecido pela sigla MVNO (Mobile Virtual Network Operator).

As empresas interessadas em ingressar no mercado de telefonia celular, oferecendo o serviço especialmente à base própria de clientes, poderão procurar diretamente as atuais operadoras de celular para fazer o credenciamento. As regras aprovadas não preveem qualquer mediação da Anatel sobre a transação feita entre as duas empresas.

No entanto, há uma segunda modalidade de operador virtual em que uma empresa, já atuante no setor de telecomunicações, poderá requerer uma autorização na Anatel para alugar a rede de outra operadora. Nestas condições, outras companhias de telefonia fixa, por exemplo, poderiam iniciar sua operação no segmento móvel ou também as prestadoras de telefonia celular poderiam ampliar sua cobertura ao contratar o direito de uso de uma determinada rede em áreas onde ainda não têm outorga de serviço - em uma das 67 áreas de registro.

Nas últimas semanas, o conselho diretor da Anatel derrubou os termos da minuta do regulamento que autorizava a empresa credenciada a atuar como operadora virtual com mais de uma operadora de celular. Ou seja, na hipótese de uma grande rede varejista firmar contrato com a Vivo, estará impedida de fechar qualquer acordo com a Tim.

Outra mudança feita no texto do regulamento permitiu às prestadoras de serviço telefonia móvel assinarem contratos com empresas coligadas. Assim, a operadora de TV a cabo Net Serviços poderá fechar contrato com a Claro - ambas têm como controlador comum a América Móvel.

As duas mudanças feitas de última hora pelo conselho diretor não foram acatadas por unanimidade. Há dúvidas de que o impedimento para operadora virtual firmar contrato com mais de uma prestadora poderia limitar a competição. Já quanto à permissão para haver credenciamento de empresas coligadas, principalmente na fase de implementação, poderia ocorrer um incentivo às operadoras para oferecer condições privilegiadas para as companhias do mesmo grupo econômico em detrimento das demais empresas.

De início, a nova modalidade deve gerar apreensão entre as operadoras sobre a forma como os usuários irão lidar com a novidade. Além de bancos e redes de varejistas, também há a possibilidade de ser despertado interesse até mesmo de igrejas, clubes de futebol e representantes da indústria fonográfica.

Entre os exemplos bem-sucedidos usados como referência pela área técnica da Anatel está o da gravadora Virgin Records. A companhia se uniu às operadoras móveis para ofertar acesso à internet móvel associado aos serviços promocionais da própria empresa para atender o público jovem em diferentes países, incluindo Reino Unido, França, Estados Unidos e Índia.

Bancos e redes de varejo poderão oferecer serviço de telefonia celular, segundo Anatel

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Banco Panamericano é o 12º colocado no ranking anual de reclamações da Fundação Procon de São Paulo. Em 2009, o órgão de defesa do consumidor recebeu 617 reclamações contra o banco, das quais 485 não foram atendidas pela instituição.

A situação do Panamericano nesse tipo de ranking chama a atenção porque ele é apenas um banco médio. Tanto que, na área de específica de assuntos financeiros e habitação, o banco do Grupo Silvio Santos aparece na quinta colocação, acumulando mais reclamações do que instituições de grande porte como Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, entre outras.

As principais reclamações de consumidores contra o Panamericano referem-se a cobranças indevidas, desorganização e erros em contatos, especialmente de financiamento para compra de carros. Como o banco só atua por meio de empréstimos e consórcios, o grosso de sua clientela é justamente das camadas de menor renda da população.

Os problemas não pararam por aí. O Procon notificou as vinte primeiras empresas colocadas do ranking, assim como as três primeiras de cada área, questionando o alto índice de reclamações fundamentadas e exigindo metas de redução das demandas. No entanto, o Panamericano foi umas 13 companhias que se recusaram a subscrever o compromisso de estipular metas para redução do número de reclamações de consumidores no órgão.

Não por acaso, é crescente o número de clientes mal atendidos pela instituição financeira.

- Temos sérios problemas dos nossos associados com o Panamericano - diz a advogada Tatiana Viola de Queiroz, da Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. - Mas o principal deles é que o banco, ou não dá retorno, ou responde que a questão reclamada está prevista no contrato assinado pelo consumidor e, portanto, é válido, ainda que seja totalmente contrário à lei.

A professora Mara Cristina Gonçalves Jardim, de 46 anos, renegociou com o banco um financiamento e chegou a um acordo para alongamento da dívida. Ela deu um entrada no valor de R$ 560 e parcelou o restante em 18 prestações de R$ 280, cada uma. A dívida foi totalmente quitada em setembro último.

- Ainda assim, durante todos esses meses, e mesmo depois de ter pago tudo, recebi ligações de cobrança da empresa, dizendo que iam recorrer à Justiça e que tirariam o meu salário - conta a professora.

A renegociação da dívida foi feita por meio dos serviços da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), ONG especializada na defesa do consumidor bancário. A entidade recebe, nas três unidades que mantém na capital paulista, uma média de 50 consultas de consumidores por dia.

- Desse total, entre 15 e 20 são referentes ao Panamericano - afirma o diretor-presidente da ABC, Marcelo Segredo.

Segundo ele, a grande maioria das queixas são relacionadas a financiamentos de veículos. 'Em 95% dos contratos, a gente encontra erros de cálculo que favorecem sempre o banco e fazem crescer a prestação.'

Panamericano está em 12º na lista de queixas do Procon

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O montante pago em impostos pago pelos brasileiros superou R$ 1 trilhão nesta terça-feira (26). O volume foi registrado por volta das 12h30 pelo Impostômetro, o medidor de tributos federais, estaduais e municipais instalado do centro da capital paulista.

Em 2009, essa marca só foi atingida no dia 14 de dezembro.

A previsão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mantém o Impostômetro, é de que a arrecadação ultrapasse R$ 1,2 trilhão em 2010, aproximadamente R$ 112 bilhões a mais do que em 2009, quando o termômetro de tributos atingiu o recorde de R$ 1,088 trilhão.

Impostômetro chega a R$ 1 trilhão de reais

Cientistas políticos convidados pelo Radar Político para assistir ao debate da TV Record concordaram na análise de que a petista Dilma Rousseff 'cresceu' ao longo dos últimos debates, enquanto o tucano José Serra se perdeu na tentativa de parecer um político carismático. Na avaliação de Carlos Melo, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), e José Paulo Martins, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o encontro desta segunda-feira, 25, começou tenso, com todos os ataques de ordem ética concentrados no primeiro bloco para aproveitar o pico da audiência.

- Ele foi muito mais agressivo, mas não golpeou a ponto de ela ficar grogue - disse Melo ao avaliar a primeira parte da atração.

Para Martins, os candidatos apostaram em mais do mesmo.

- O que vêm agora? Tudo o que já era esperado veio no primeiro bloco - questionou.

Para os cientistas políticos, a estratégia era atingir um maior número de pessoas antes que os televisores começassem a ser desligados, com o avançar das horas.

- No primeiro bloco você tem que mostrar um certo ímpeto - analisou Melo.

Segundo o cientista político do Insper, Serra estava 'mais agressivo do que nos outros debates'.

- Ele não tem outra alternativa a não ser roubar os votos dela. Mas é arriscado atacar - acrescentou Martins, para quem o eleitor identifica o problema da corrupção em governos do PT e do PSDB.

Foi, inclusive, essa a avaliação de Melo quando os casos mais recentes envolvendo os dois candidatos surgiram no debate, ainda no primeiro bloco.

- Quem com Erenice fere, com Paulo Preto será ferido - brincou o analista do Insper, após Serra citar as suspeitas de tráfico de influência envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O ataque foi prontamente respondido por Dilma, que lembrou o suposto desvio de recursos de caixa dois da campanha tucana pelo ex-diretor da Dersa Paulo Petro. Privatizações. No segundo bloco, ganhou força o tema privatizações, que foi puxado pelo próprio tucano, numa clara estratégia de se manter no ataque. Na análise dos cientistas políticos, a tentativa de Serra de criticar uma suposta privatização do pré-sal pelo PT soou esquizofrênica, uma vez que vai contra as bandeiras históricas do PSDB.

- Serra vestiu a carapuça e agora quer ser mais realista que o rei, mais estatista que o PT - resumiu Melo. - Vai contra a base social do PSDB - acrescentou.

Na opinião do analista, a estratégia não agrega votos a Serra pois 'a base social do PT já está com Dilma'.

Evolução.

Na avaliação dos dois cientistas políticos, o debate desta segunda consolidou a evolução de Dilma ao longo dos últimos debates.

- Eu diria que a novidade é a segurança da Dilma - disse Martins. - Mas acho que as pesquisas ajudam um pouco - acrescentou.

Ainda segundo eles, a tentativa de Serra de soar carismático não funciona.

- O problema é que o Serra tem um perfil... Ele é a figura racional por excelência. Quando ele faz esse discurso muito emocional, você não o reconhece - disse Melo, para quem 'Dilma tem milhões de defeitos, mas é impressionante como ela aprende rápido'.

Cientistas políticos: Serra não convence como político carismático e Dilma evoluiu nos debates

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O MEC anunciou nesta nesta quarta-feira (20) a regulamentação do fundo garantidor do Fies (Financiamento Estudantil). A partir de agora, alunos de baixa renda não precisarão mais ter fiador na hora de pedir o crédito.

A medida vale para quem possuir renda familiar mensal per capita de um salário mínimo e meio ou estiver matriculado em um curso de licenciatura. Também podem dispensar o fiador bolsistas parciais do Prouni (Programa Universidade para Todos) que assinem contrato a partir de agora para financiar o resto da mensalidade. Contratos antigos que já têm fiador não poderão entrar no fundo garantidor.

Para que o estudante tenha acesso ao financiamento, será preciso que a instituição de ensino tenha aderido ao fundo. Essa adesão é voluntária, já que o dinheiro da garantia virá das próprias faculdades e de recursos do Tesouro Nacional. A adesão das faculdades começa nesta quarta.

A opção pelo uso ou não do fiador será feita no momento do pedido do financiamento.

O ministro Fernando Haddad negou, em Brasília, que a divulgação das mudanças do Fies a poucas semanas do segundo turno tenha viés eleitoral.

- Nós estamos reformando o Fies há quatro anos. A lei foi aprovada em janeiro deste ano. Se tivesse alguma intenção neste sentido (eleitoreiro), a gente tinha feito antes do primeiro turno e não agora - disse.

- Tem jovem de baixa renda que entra numa universidade com expectativa de pagar a mensalidade e, no meio do semestre, está sem fôlego de pagar. Esse aluno pode recorrer ao Fies, imediatamente, a partir da adesão da sua instituição ao fundo garantidor - afirma o ministro.

Programa

As inscrições podem ser feitas em qualquer época do ano pelo site do programa. Os alunos podem solicitar o benefício em qualquer época do ano, com financiamentos de 50%, 75% ou 100% do valor da mensalidade.

Os candidatos que têm 60% ou mais da renda familiar mensal bruta per capita comprometida com a mensalidade podem pedir financiamento de 100%. Estudantes com comprometimento de renda igual ou superior a 40% e inferior a 60% podem pedir financiamento de 75%. Já alunos com comprometimento de renda igual ou superior a 20% e inferior a 40% podem financiar 50% da mensalidade.

Estudantes matriculados em curso de licenciatura ou com bolsa parcial do Prouni (Programa Universidade para Todos) poderão financiar até 100% do valor a ser pago.

A partir do primeiro semestre de 2011, será exigida a participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para pedir o financiamento.

Cai exigência de fiador para o Fies