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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reynaldo Gianecchini voltou a ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento contra o linfoma não-hodgkin, diagnosticado em agosto deste ano. Essa é a última etapa da quimioterapia contra a doença antes do autotransplante de medula, que deve ser realizado ainda este mês.

Depois de se submeter a seis sessões de quimioterapia, o ator fará um delicado autotransplante na medula óssea. Na cirurgia, células livres do câncer serão retiradas e congeladas, abrindo caminho para mais uma sessão de quimioterapia, desta vez mais forte para destruir o tumor. Em seguida, durante a internação - que dura três semanas -, é feito o reimplante da medula retirada para o corpo voltar a produzir células saudáveis e livres da doença. Ou seja, a cura.

Gianecchini havia sido internado pela última vez no dia 9 de novembro e liberado no seu aniversário, em 12 de novembro. Em uma das sessões anteriores de quimioterapia, Gianecchini se submeteu ao exame chamado PET Scan, um dos mais avançados para diagnósticos de câncer, que aponta se o paciente está reagindo bem ao tratamento.

Giannechini volta a se internar para quimioterapia


Definição


 
A AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) é o estágio final da doença do HIV, que causa danos severos ao sistema imunológico.

 

Causas, incidência e fatores de risco

 

Fatos importantes sobre a disseminação da AIDS:
  • A AIDS é a sexta causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos nos Estados Unidos, depois de ser a número um em 1995.
  • A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo morreram devido a essa infecção desde o começo da epidemia
  • Em 2008, havia aproximadamente 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV/AIDS, incluindo 2,1 milhões de crianças com menos de 15 anos.

 
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) provoca AIDS. O vírus ataca o sistema imunológico e deixa o corpo vulnerável a uma série de infecções e a vários tipos de câncer que apresentam risco de vida.

 

Bactérias, fungos, parasitas e vírus comuns que normalmente não causam doenças graves nas pessoas com um sistema imunológico saudável podem provocar doenças fatais em pessoas com AIDS.

 

O HIV foi encontrado na saliva, nas lágrimas, no tecido do sistema nervoso e no líquido da coluna vertebral, no sangue, no sêmen (inclusive no líquido pré-ejaculatório, que é o líquido que sai antes da ejaculação), na lubrificação vaginal e no leite materno. Entretanto, em geral, somente o sangue, o sêmen, as secreções vaginais e o leite materno transmitem a infecção para outras pessoas.

 

 O vírus pode ser transmitido:

  • Por meio do contato sexual – incluindo sexo oral, vaginal e anal
  • Pelo sangue – via transfusões de sangue (atualmente, extremamente raro nos Estados Unidos) ou por compartilhar agulhas
  • De mãe para filho – uma mulher grávida pode transmitir o vírus para o feto pela circulação sanguínea compartilhada ou uma mulher amamentando pode transmitir o vírus para o bebê através do leite

 
Outras formas de disseminação do vírus são raras e incluem lesão acidental por agulha, inseminação artificial com sêmen doado por infectado e transplante de órgãos com órgãos infectados.

 

 
A infecção pelo HIV NÃO é transmitida por:

  • Contato casual como abraçar
  • Mosquitos
  • Participação em esportes
  • Tocar objetos tocados anteriormente por uma pessoa infectada pelo vírus

 
A AIDS e a doação de sangue ou órgãos:
  • A AIDS NÃO é transmitida para uma pessoa que DOA sangue ou órgãos. As pessoas que doam órgãos para transplantes nunca estão em contato direto com aqueles que os recebem. Da mesma maneira, uma pessoa que doa sangue não entra em contato com a pessoa que recebe. Em todos esses procedimentos, são utilizadas agulhas e utilizados instrumentos esterelizados

 
  • Entretanto, o HIV pode ser transmitido para uma pessoa que RECEBE sangue ou órgãos de um doador infectado. Para reduzir o risco, os bancos de sangue e os programas de doação de órgãos examinam doadores, sangue e tecidos exaustivamente

 
As pessoas com maior risco de contrair HIV são:

  • Usuários de drogas injetáveis que compartilham agulhas
  • Bebês nascidos de mães com HIV que não receberam o tratamento contra o HIV durante a gravidez
  • Pessoas que praticam sexo sem proteção, principalmente com outras que têm comportamento de alto risco, que sejam HIV positivos ou que tenham AIDS
  • Pessoas que receberam transfusões de sangue ou produtos coagulantes entre 1977 e 1985 (antes que os exames do vírus se tornassem uma prática padrão)
  • Parceiros sexuais de pessoas que participam de atividades de alto risco (como o uso de drogas injetáveis ou o sexo anal).
Sintomas

 
A AIDS começa com a infecção pelo HIV. As pessoas infectadas podem não ter sintomas de HIV por 10 anos ou mais, mas ainda assim podem transmitir a infecção para outros durante esse período sem sintomas da doença. Se a infecção não é detectada e tratada, o sistema imunológico gradativamente se debilita e a AIDS se desenvolve.

 

A infecção aguda pelo HIV progride com o tempo (normalmente de algumas semanas a meses) para uma infecção assintomática (sem sintomas) e, depois, para uma infecção sintomática precoce por HIV. Posteriormente, ela progride para a AIDS (infecção avançada por HIV com contagem de células T CD4 abaixo de 200 células/mm3).

 

Quase todas as pessoas infectadas pelo HIV, se não tratadas, desenvolvem AIDS. Existe um pequeno grupo de pacientes que desenvolve a AIDS muito lentamente ou que nunca a desenvolvem. Esses pacientes são chamados de não progressores e podem ter uma diferença genética que impede que o vírus danifique seu sistema imunológico.

 

Os sintomas da AIDS são principalmente o resultado de infecções que normalmente não se desenvolvem em indivíduos com sistemas imunológicos saudáveis. Elas são chamadas de infecções oportunistas.

 

As pessoas com AIDS tiveram seu sistema imunológico atacado pelo HIV e são muito suscetíveis a essas infecções oportunistas.

 

Os sintomas comuns são:

  •  Calafrios
  •  Febres
  •  Suor (principalmente durante a noite)
  •  Glândulas linfáticas inchadas
  •  Fraqueza 
  •  Perda de peso

 
Observação: A infecção inicial com HIV pode não produzir sintomas. Algumas pessoas, entretanto, apresentam sintomas similares à gripe, como febre, exantema, dor de garganta e linfonodos inchados, normalmente de 2 a 4 semanas depois de contrair o vírus. Algumas pessoas com infecção por HIV se mantém sem sintomas durante anos, entre a exposição ao vírus e o desenvolvimento da AIDS.

 

 

Exames e testes

 
A seguir, uma lista das infecções e dos tipos de câncer relacionados à AIDS que as pessoas com a doença podem ter à medida que a contagem de CD4 diminui. Anteriormente, a AIDS era definida como ter uma infecção por HIV e contrair uma dessas doenças adicionais. Hoje em dia, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), uma pessoa pode ser diagnosticada com AIDS se tiver uma contagem de células CD4 abaixo de 200 células/mm3, mesmo se não tiver uma infecção oportunista.

 

A AIDS também poderá ser diagnosticada se uma pessoa desenvolver uma das infecções oportunistas e tipos de câncer que ocorrem mais frequentemente em pessoas infectadas pelo HIV. Essas infecções são incomuns em pessoas com um sistema imunológico saudável.

 

As células CD4 são um tipo de célula imunológica. Elas também são chamadas de "células T" ou "células auxiliares".

 

Muitas outras doenças e seus sintomas podem desenvolver-se, além das relacionadas aqui.
 

 

Comuns com contagem de CD4 abaixo de 350 células/mm3:

  •  Vírus da herpes simples – causa úlceras/pequenas bolhas na boca ou nos genitais, acontece mais frequentemente e normalmente com maior gravidade em pessoas infectadas pelo HIV do que em pessoas sem infecção por HIV

  •  Tuberculose – infecção pela bactéria da tuberculose que afeta os pulmões, mas pode afetar outros órgãos como o intestino, o revestimento do coração ou dos pulmões, cérebro ou revestimento do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal)

  •  Candidíase oral ou vaginal – infecção por fungos na boca ou na vagina

  •  Herpes-zóster (cobreiro) – úlceras/pequenas bolhas em uma placa da pele, causadas pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo vírus que causa a varicela (catapora)

  •  Linfoma não Hodgkin – câncer dos linfonodos

  •  Sarcoma de Kaposi – câncer de pele, pulmões e intestinos associados ao herpes-vírus (HHV-8). Pode acontecer com qualquer contagem de CD4, mas é mais provável em baixos níveis de CD4 e mais comum em homens do que em mulheres

 
Comuns com contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm3:

  • Pneumonia por Pneumocystis carinii, "pneumonia PPC", agora chamada de pneumonia por Pneumocystis jiroveci, causada por um fungo
  • Candidíase esofágica – infecção dolorosa do esôfago provocada por fungos
  • Angiomatose bacilar – lesões na pele causadas por uma bactéria chamada Bartonella, que podem ser adquiridas por arranhões de gato

 
Comuns com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm3:
  • Meningite criptocócica – infecção por fungos da membrana do cérebro
  • Demência por HIV – deterioração da função mental, causada pelo próprio HIV
  • Encefalite por toxoplasma – infecção do cérebro por um parasita chamado de Toxoplasma gondii, que é frequentemente encontrado nas fezes dos gatos; causa lesões no cérebro
  • Leucoencefalopatia multifocal progressiva – uma doença do cérebro causada por um vírus (chamado vírus JC) que resulta em um declínio severo das funções mentais e físicas
  • Síndrome de emaciamento – perda extrema de peso e do apetite, causadas pelo próprio HIV
  • Diarreia por Cryptosporidium – diarreia extrema causada por um dos parasitas que afeta o trato gastrointestinal

 
Comuns com contagem de CD4 abaixo de 50/mm3:

 

  • Mycobacterium avium – uma infecção do sangue causada por uma bactéria relacionada à tuberculose

  • Infecção por citomegalovírus – uma infecção viral que pode afetar quase qualquer um dos sistemas de órgãos, principalmente o intestino grosso e os olhos

 
Além da contagem de CD4, um exame chamado nível de RNA do HIV (ou carga viral) pode ser usado para monitorar os pacientes. Os exames básicos de laboratório e o teste de Papanicolau cervical são importantes para monitorar a infecção por HIV, devido ao aumento do risco de câncer cervical em mulheres com o sistema imunológico comprometido. O Papanicolau anal, para detectar câncer em potencial, também pode ser importante para homens e mulheres infectados, mas seu valor não foi comprovado.

 

 
Tratamento

 
Atualmente, não existe cura para a AIDS. Contudo, existe uma série de tratamentos disponíveis que podem ajudar a manter os sintomas controlados e melhorar a qualidade de vida das pessoas que já desenvolveram os sintomas.

 

A terapia antirretroviral suprime a replicação do HIV no organismo. Uma combinação de várias drogas antirretrovirais, chamada de terapia antirretroviral altamente ativa (HAART), se mostrou muito eficaz na redução do número de partículas HIV na corrente sanguínea. Isso é medido pela carga viral (quantidade de vírus encontrada no sangue). Impedir a replicação do vírus pode aumentar a contagem de células T e ajudar o sistema imunológico a se recuperar da infecção por HIV.

 

A HAART não é uma cura para o HIV, mas se mostrou muito eficaz nos últimos 12 anos. As pessoas em tratamento com HAART, com níveis reduzidos de HIV, podem ainda assim transmitir o vírus por meio do sexo ou compartilhando agulhas. Existem boas evidências de que se os níveis de HIV permanecerem reduzidos e a contagem de CD4 permanecer alta (acima de 200 células/mm3), a vida poderá ser prolongada e aprimorada significativamente.

 

Porém, o HIV pode tornar-se resistente à HAART, principalmente em pacientes que não tomam os medicamentos diariamente nos horários indicados. Existem exames genéticos disponíveis para determinar se uma cepa do HIV é resistente a uma droga específica. Essas informações podem ser úteis para determinar a melhor combinação de drogas para cada pessoa e ajustar o regime de drogas se ele começar a falhar. Esses exames devem ser realizados cada vez que uma estratégia de tratamento começar a falhar e antes de começar o tratamento.

 

Quando o HIV se torna resistente à HAART, outras combinações de drogas devem ser usadas para tentar suprimir a cepa resistente do HIV. Existe uma série de novas drogas no mercado para tratar o HIV resistente.

 

O tratamento com a HAART tem complicações. A HAART é uma combinação de diferentes medicamentos, cada um com seus próprios efeitos colaterais.

 

Alguns efeitos colaterais comuns são:

 
  • Concentração de gordura nas costas ("giba") e abdôme
  • Mal-estar geral
  • Dor de cabeça
  • Náuseas
  • Fraqueza

 
Quando usados por muito tempo, esses medicamentos aumentam o risco de ataque cardíaco, talvez por aumentar os níveis de gordura e glicose (açúcar) no sangue.

 
Qualquer médico que prescrever a HAART deve observar o paciente atentamente para detectar possíveis
efeitos colaterais. Além disso, exames de sangue de rotina medindo a contagem de CD4 e a carga viral do HIV devem ser feitos a cada 3 meses. O objetivo é obter a contagem de CD4 o mais próximo possível da normal e reduzir a quantidade de vírus HIV no sangue a um nível em que não possa ser detectado.

 
Outros medicamentos antirretrovirais estão sendo investigados. Além disso, os fatores de crescimento que estimulam o crescimento celular, como a eritropoietina (Epogen) e o filgrastim (G-CSF ou Neupogen) são usados algumas vezes para tratar a anemia e a baixa contagem de leucócitos associados à AIDS.

 
Também são usados medicamentos para prevenir infecções oportunistas (como a pneumonia Pneumocystis jiroveci) caso a contagem de CD4 seja suficientemente baixa. Isso mantém os pacientes com AIDS mais saudáveis por períodos mais longos. As infecções oportunistas são tratadas quando ocorrem.

 
Grupos de apoio

 
Muitas vezes, participar de grupos de apoio, em que os membros compartilham experiências e problemas, pode ajudar a diminuir o estresse emocional de doenças devastadoras.

 
Evolução (prognóstico)

 
No momento, não existe cura para a AIDS. Ela é sempre fatal quando não há tratamento. Nos Estados Unidos, a maioria dos pacientes sobrevive por muitos anos depois do diagnóstico devido à disponibilidade da HAART. A HAART aumentou drasticamente o tempo de sobrevivência das pessoas com HIV.

 
A pesquisa sobre tratamentos medicamentosos e o desenvolvimento de vacinas continua. Contudo, os medicamentos para o HIV não estão sempre disponíveis nos países em desenvolvimento, onde a epidemia é mais devassadora.

 
Complicações

 
Quando uma pessoa é infectada com o HIV, o vírus começa lentamente a destruir o sistema imunológico da pessoa. A velocidade desse processo difere em cada indivíduo. O tratamento com a HAART pode ajudar a reduzir ou interromper a destruição do sistema imunológico.

 
Uma vez que o sistema imunológico é gravemente afetado, a pessoa tem AIDS e está suscetível a infecções e cânceres que a maioria dos adultos saudáveis não teria. Entretanto, o tratamento antirretroviral ainda pode ser muito eficaz, mesmo nesse estágio da doença.

 

 
Ligando para o médico

 
Marque uma consulta com seu médico se tiver algum dos fatores de risco para a infecção por HIV ou se desenvolver os sintomas da AIDS. Por lei, o exame de AIDS deve ser confidencial. Seu médico analisará os resultados do exame com você.

 
Prevenção

 
Consulte o artigo sobre sexo seguro para saber como reduzir a probabilidade de adquirir ou transmitir o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis

 
Não utilize drogas ilícitas nem compartilhe agulhas ou seringas. Agora, muitas comunidades têm programas de intercâmbio de agulhas, em que você pode desfazer-se das seringas usadas e obter seringas novas esterilizadas. Esses programas também oferecem referências para o tratamento da dependência

 
Evite o contato com o sangue de outra pessoa. Roupas, máscaras e óculos protetores podem ser apropriados para atender pessoas feridas

 
Qualquer pessoa que tenha um exame positivo de HIV pode transmitir a doença e não deve doar sangue, plasma, órgãos nem esperma. As pessoas infectadas devem contar a qualquer parceiro sexual que possuem HIV positivo. Elas não devem trocar líquidos durante a atividade sexual e devem usar todas as medidas preventivas (como preservativos) para dar ao parceiro a máxima proteção

 
As mulheres HIV positivas que queiram engravidar devem buscar aconselhamento sobre o risco para o feto e os métodos para evitar que o bebê seja infectado. O uso de certos medicamentos reduz drasticamente a probabilidade de que o bebê seja infectado durante a gravidez

 
O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos recomenda que as mulheres infectadas por HIV evitem amamentar para impedir que o HIV seja transmitido a seus bebês pelo leite materno

 
As práticas de sexo seguro, como o uso de preservativos de látex, são altamente eficazes em prevenir a transmissão do HIV. PORÉM, existe um risco de adquirir a infecção mesmo com o uso de preservativos. A abstinência é a única forma segura de evitar a transmissão sexual do HIV

 

DSTs e nichos ecológicos

 
O comportamento sexual mais arriscado é o sexo anal receptivo desprotegido. O comportamento sexual menos arriscado é receber sexo oral. Praticar sexo oral em um homem está associado a algum risco de transmissão do HIV, mas é menos arriscado que a relação sexual vaginal desprotegida.

 
A transmissão da mulher para o homem é muito menos provável do que a transmissão do homem para a mulher. Praticar sexo oral em uma mulher que não esteja em seu período menstrual tem um baixo risco de transmissão.

 
Os pacientes HIV positivos que tomam medicamentos antirretrovirais têm menos probabilidade de transmitir o vírus. Por exemplo, as mulheres grávidas que estão em tratamento efetivo no momento do parto e que têm níveis indetectáveis de carga viral transmitem o HIV para seus bebês em menos de 1% das vezes, comparado com cerca de 20% das vezes quando os medicamentos não são utilizados.

 
O fornecimento de sangue dos Estados Unidos é um dos mais seguros do mundo. Praticamente todas as pessoas infectadas com HIV por transfusões de sangue receberam essas transfusões antes de 1985, ano em que passou a ser feito o exame de HIV em todo o sangue doado.

 
Se você acha que foi exposto ao HIV, procure atendimento médico IMEDIATAMENTE. Existem algumas evidências de que um tratamento imediato com drogas antivirais pode reduzir a probabilidade de que você seja infectado. Isso é chamado de profilaxia pós-exposição (PEP) e tem sido utilizado para impedir a transmissão para trabalhadores da área da saúde feridos por agulhas.

 
Há poucas informações disponíveis sobre a eficácia da PEP para pessoas expostas ao HIV por meio de atividade sexual ou uso de drogas injetáveis. Contudo, se você acha que foi exposto, converse sobre a possibilidade com um especialista informado (consulte as organizações locais de AIDS para obter as informações mais recentes) o mais breve possível. Qualquer pessoa vítima de estupro deve ter acesso à PEP e considerar seus potenciais riscos e benefícios.

 
Referências

 
Piot P. Human immunodeficiency virus infection and acquired immunodeficiency syndrome: A global overview. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:chap 407.

 
Del Rio C, Curran JW. Epidemiology and prevention of acquired immunodeficiency syndrome and human immunodeficiency virus infection. In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R, eds. Principles and Practice of Infectious Diseases. 7th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2009:chap 118.

 
Sterling TR, Chaisson RE. General clinical manifestations of human immunodeficiency virus infection (including the acute retroviral syndrome and oral, cutaneous, renal, ocular, metabolic, and cardiac diseases). In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R, eds. Principles and Practice of Infectious Diseases. 7th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2009:chap 121.

 
Atualizado em 9/6/2011, por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine; and Jatin M. Vyas, MD, PhD, Assistant Professor in Medicine, Harvard Medical School, Assistant in Medicine, Division of Infectious Disease, Department of Medicine, Massachusetts General Hospital. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

 

Saiba mais sobre a AIDS


Hoje é o Dia Mundial Contra a Aids. E por conta disso foram divulgados muitos estudos sobre a doença. São inúmeras as reportagens que abordam desde os grupos que estão sob maior risco de contágio até as medidas que cada país está tomando para conter o avanço do número de casos.

Abaixo está o vídeo que a emissora BBC disponibilizou para esse dia tão importante


Vaticano se manifesta

O Vaticano pediu, esta quinta-feira (1), acesso às terapias contra a Aids para "todas as camadas da sociedade" e defendeu novamente a "abstinência" e a "fidelidade conjugal" como métodos para evitar o contágio.

Em mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial contra a Aids, o Conselho Pontifício para a Saúde reconheceu que muitas vítimas que morreram devido à doença teriam podido se salvar "se tivessem tido um tratamento adequado, como o conhecido como terapia antiretroviral".

Na mensagem, a Igreja católica pede acesso "universal" aos tratamentos para "todos os povos e para todas as camadas sociais".

O comunicado, assinado pelo arcebispo Zygmunt Zimowski, presidente do conselho pontifício, também pede para promover "a prevenção da transmissão de mãe para filho e a educação para estilos de vida que incluam uma abordagem correta e responsável da sexualidade".

- Este também é um momento privilegiado para relançar a luta contra o preconceito social - acrescentou.

Calcula-se que 1.800.000 pessoas tenham morrido a cada ano vítimas da Aids, principalmente na África, o continente mais castigado pela doença e onde vivem 22,9 dos 34 milhões de contaminados no mundo.

- Não se justifica mais a transmissão da infecção de mães para filhos - afirmou o representante do Vaticano.

Para a hieraquia da Igreja, "continua sendo fundamental a formação e a educação de todos e, em particular, das novas gerações, a uma sexualidade baseada em 'uma antropologia ancorada no direito natural e iluminada pela Palavra de Deus'", destacou o texto.

- A Igreja pede um estilo de vida que privilegie a abstinência, a fidelidade conjugal e o repúdio à promiscuidade sexual (...) para conseguir um desenvolvimento integral da pessoa - reiterou a nota.

A Igreja, mais do que condenar o uso do preservativo como método de prevenção, o que é rejeitado por organizações internacionais e humanitárias, exige "uma resposta médica e farmacêutica", ao mesmo tempo em que reconhece que se trata de um problema "antes de mais nada ético", segundo a "Exortação Apostólica" para a África assinada em novembro passado pelo papa Bento XVI.

O tema gerou discussão, sobretudo depois que em 2009, durante sua primeira viagem à África, o Papa rejeitou o uso do preservativo para lutar contra a Aids porque "agrava o problema", gerando uma chuva de reações negativas de vários países.


No ano passado, Bento XVI surpreendeu ao aceitar o uso de preservativos tanto por mulheres quanto por homens para evitar a propagação da Aids através da prostituição, em um livro entrevista apresentado oficialmente no Vaticano.

A abertura do Papa ao uso do preservativo "em certos casos", embora não questione sua proibição na doutrina da Igreja, foi um passo importante.

China alerta

A China comemorou nesta quinta-feira (1) com diversas atividades públicas o Dia Internacional da Aids, e as autoridades de saúde estatais aproveitaram para alertar sobre o rápido aumento do vírus HIV em uma faixa etária que até o momento não havia recebido muita atenção, a terceira idade.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 21 de 38 - Mulher coloca preservativo em quadro durante evento de conscientização no Dia Mundial de Luta contra Aids em Seoul, Coreia do Sul Mais AP Photo/Lee Jin-manSegundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, publicado em ocasião do Dia Mundial da Aids, o número de soropositivos acima dos 60 anos no país subiu de 483 em 2005 para 3031 em 2010, representando 8,9% do total, quando há meia década eram 2,2%.

De acordo com o responsável de prevenção da Aids da instituição, Wu Zunyou, entrevistado pela agência oficial "Xinhua", muitos idosos que contraem a Aids são homens aposentados, muitos deles viúvos, que recorrem à prostituição e não usam preservativos.

- Devido à melhora das condições de vida e de saúde pública, o período de atividade sexual dos idosos se prolongou, o que fez com que a terceira idade se consolidasse como grupo de risco - explicou Wu.

Números do Ministério da Saúde chinês indicam que no país há 780 mil soropositivos, dos quais 154 mil desenvolveram a doença. Neste ano, as mortes por Aids subirão para 28 mil no país, o que representa uma redução de 60% em relação a 2010.

As próprias autoridades reconhecem, no entanto, que os números oficiais podem ser muito menores que os reais - organizações internacionais falam de milhões de infectados na China - já que devido ao desconhecimento da doença, muitas pessoas são portadoras do HIV e não sabem, e em algumas regiões, principalmente as rurais, a doença é um tabu que alguns escondem.

Cerca de 60% dos casos na China são transmitidos por relações sexuais - as autoridades continuam indicando os homossexuais como um grupo de alto risco -, com progressiva queda de contágios por consumo de drogas e transfusões realizadas de forma inadequada (principal causa do aumento do vírus nos anos 1980 e 1990).

O diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, ressaltou em entrevista à "Xinhua" que a China apresentou bons progressos na redução dos casos de Aids entre o grupo dos consumidores de drogas, e que é nessa área que a comunidade internacional pode prestar maior colaboração.

Já os especialistas locais afirmam que o país pode ajudar com as pesquisas que faz para usar a milenar medicina tradicional chinesa no tratamento de pacientes.

Com esse objetivo, foi criado em 2004 um Centro de Tratamento e Prevenção da Aids com medicina tradicional chinesa, que tratou 17 mil pacientes e também realizou programas na África Ocidental, uma das regiões do mundo mais castigadas pela doença.

- A medicina tradicional chinesa teve um papel muito importante em aliviar sintomas (da Aids) como febre, fadiga, tosse e perda de apetite - afirmou o subdiretor do centro, Wang Jian, que defende que o desenvolvimento das células infectadas nos pacientes tratados é mais lento.

Verbas paradas em Pernambuco

Estão parados cerca de R$ 8 milhões em verbas do Ministério da Saúde que deveriam ser utilizados em ações de prevenção e controle do HIV/Aids em Pernambuco, segundo a ONG Gestos (Soropositividade, Comunicação e Gênero). De acordo a ONG, o Estado é o que possui, proporcionalmente, maior incidência da doença no Nordeste, com 18 mil casos.

A Coordenadora de Políticas Estratégicas da Gestos, Alessandra Nilo, diz que apenas 63,76% dos R$ 37,5 milhões, repassados à Pernambuco desde o início do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS foram utilizados. A taxa é a menor do Nordeste, em Alagoas, por exemplo, 99,88% dessa verba foi movimentada. A denúncia se baseia em informações disponíveis no próprio site do Ministério da Saúde.

- Essa situação é um absurdo. Os recursos destinados à prevenção no país caíram em torno de 50% em relação ao que se utiliza para o tratamento da doença. Mas a questão que mais preocupa, é que hoje em dia, os Estados e municípios recebem recursos e não utilizam, o que mostra que a AIDS saiu do patamar de prioridades do Governo - afirmou a coordenadora da ONG.

Para o coordenador do programa estadual DST/Aids, François Figueiroa, a “burocracia” para o uso do dinheiro público é o principal motivo para explicar o dinheiro acumulado nos cofres do Estado.

Segundo ele, atualmente há 17 projetos voltados para prevenção, assistência jurídica e tratamento do HIV/Aids em Pernambuco.

- Esses números são apenas uma fotografia do momento, o que não significa que ele esteja parado, mas sim em processo de uso - garantiu Figueiroa.

No Brasil, R$ 140,3 milhões repassados até agosto desse ano pelo Ministério da Saúde para os Planos de Ações e Metas estão parados nas contas dos Fundos Estaduais e Municipais do país.

Brasil apresenta bons resultados na luta contra a Aids

Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra Aids. No Brasil, cerca de 600 mil pessoas estão infectadas com o vírus HIV, mas nem todos desenvolveram a doença. Em média, a pessoa infectada demora entre oito e 10 anos para começar a desenvolver os sintomas da Aids.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento antirretroviral gratuito, atendendo hoje cerca de 97% dos brasileiros diagnosticados como portadores do vírus e da doença, e, segundo o Ministério da Saúde, a epidemia tem se mantido estável nos últimos anos. Os dados são positivos, já que no caso da infecção vertical (de mãe para filho), por exemplo, houve uma diminuição de 41% nos casos de 1998 a 2010.

Nesse ano, o Brasil passou a integrar a Rede Global HIV Drug Resistance Network (HIVResnet), da Organização Mundial da Saúde (OMS), com a certificação do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz. Com isso, o país passa a ser considerado Centro de Referência em Resistência à Aids, sendo o primeiro país da América do Sul e o segundo da América Latina credenciado na Rede.

Cresce contágio entre homossexuais e mulheres jovens

A prevalência da Aids no Brasil se mantém estável, mas o aumento dos casos em grupos específicos, como o de jovens homossexuais e de mulheres de 13 a 19 anos, é motivo de preocupação, como mostram os dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde. Essas populações são o foco da campanha que o governo lança no dia 1º, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

O levantamento mostra que há 630 mil pessoas com Aids no país - o que equivale a cerca de 0,6% da população. Entre 2009 e 2010, o número de casos novos notificados teve leve redução, de 18.8/100 mil habitantes para 17,9/100 mil habitantes. Outra boa notícia é a redução da taxa de mortalidade: em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas, uma queda de 17%.


Gays e garotas

Para alguns grupos específicos, no entanto, a incidência aumentou. Entre jovens homossexuais, passou de 24,3 casos por 100 mil habitantes para 26,9.

A prevalência da doença entre os jovens gays de 18 a 24 anos, hoje, é de 4,3%. Segundo a pesquisa, a chance de um rapaz homossexual estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior em relação aos jovens em geral.

O aumento dos casos em garotas de 13 a 19 anos é outro ponto que preocupa o Ministério da Saúde. Esse grupo foi o único no qual as mulheres ultrapassaram os homens no ano passado (2,9 casos contra 2,5 por 100 mil habitantes).

- O maior aumento (em termos de vulnerabilidade) foi entre jovens gays, jovens travestis e mulheres de 13 a 19 anos; isso chama muito a atenção - destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A tendência do crescimento da doença entre o público jovem é mundial. Relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, divulgado na última segunda-feira (21), mostra que, apenas em 2010, houve mais de 7.000 novas infecções por dia em todo o mundo, dos quais 34% entre jovens de 15 a 24 anos.


Homens e mulheres

A pesquisa mostrou, ainda, que a diferença entre homens e mulheres infectados é cada vez menor. Em 1989, eram seis homens para cada mulher infectada. Em 2010, a razão é de 1,7 homem para cada mulher.

Na faixa etária acima de 50 anos, a taxa de incidência de Aids em mulheres aumentou quase 76% entre 1998 e 2010 (de 5,8 por 100 mil habitantes para 10,2). Nos homens dessa faixa etária, passou de 14,5 casos por 100 mil habitantes para 18,8 no mesmo período.

Queda em transmissão de mãe para filho

Um dos resultados apontados como consequência de campanhas foi a diminuição da transmissão vertical – quando a mãe infectada passa o vírus para o bebê. Houve uma queda de mais de 40% entre 1998 a 2010, segundo o Ministério.

- O acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal foi fundamental - afirmou o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer.


Relatório aponta que sexo sem proteção entre homens pode reativar epidemia

O sexo sem proteção entre homens e a falta de programas nacionais de prevenção e tratamentos dirigidos estão reativando a epidemia de Aids na América Latina, onde atualmente há 1,5 milhão de infectados com o vírus HIV.

A afirmação aparece na conclusão do relatório sobre a resposta global ao HIV/aids elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o órgão das Nações Unidas para a Aids (Unaids), apresentado nesta quarta-feira em Genebra.

Contrariando uma tendência mundial, que registrou queda de 15% de portadores do HIV nos últimos cinco anos, a América Latina registrou considerável aumento. O número total de portadores passou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão, em 2010.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 13 de 38 - Laço vermelho é colocado em frente à Casa Branca em Washington, nos Estados Unidos, em apoio ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids. No país cerca de 3/4 dos americanos tem o vírus da Aids, mas não tomam os medicamentos, o que aumenta riscos de morte e transmissão da doença Mais Saul Loeb / AFPEsse dado, que aparentemente é negativo, possui outro lado que deve ser exaltado. Além do maior número de contaminados, o relatório evidência aumento de pessoas que receberam tratamento antirretroviral, o que derrubou o número de óbitos em consequência da Aids.

Em 2010, o número de mortes na região foi de 67 mil, quantia inferior aos 83 mil do período entre 2001 e 2003. Neste mesmo período, ocorreu uma queda da incidência do HIV entre os menores de 15 anos: de 47 mil portadores, em 2001, para 42 mil, em 2010.

O relatório mostra ainda queda na taxa de novos infectados, de 6,3 mil anuais para 3,9 mil, e de mortes relacionadas à Aids, que recuou de 4,4 mil para 2,7 mil anuais, entre 2001 e 2010.

Neste contexto de dados positivos, a preocupação da ONU é com a propagação do vírus entre os homens que mantém relações com iguais, grupo em que a prevalência do vírus foi de 10% em nove dos 14 países da região na última década.

As taxas de portadores entre os homens gays chegam a 21% na Bolívia, 19% em regiões como Colômbia e Uruguai, e de 12% em dez cidades do Brasil.


Pelo relatório, os homens gays que fazem sexo sem proteção na América Latina possuem 33% mais possibilidades de contrair o HIV que a média da população masculina.

O problema de contágio não é restrito aos gays, destaca o relatório, isso porque muitos destes homens também mantêm relações sexuais com mulheres de maneira habitual.

Os autores do estudo da ONU denunciaram a escassez de programas nacionais que priorizem a prevenção da doença neste grupo social. O Peru é o único país que dedicou mais de 5% de seu investimento à prevenção nesse grupo.

Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de luta contra o HIV na OMS, assinalou que estes países devem superar o estigma sobre as relações homossexuais com campanhas contra a homofobia, uma medida que já apresentou resultados positivos no México, Brasil e Argentina.

Hirnschall declarou que esse estigma recai sobre os transexuais, um coletivo pouco informado em relação à incidência do HIV. O relatório cita um estudo feito em 13 cidades da Argentina, que revelou taxas alarmantes de incidência do HIV entre os transexuais, já que 34% deste grupo que se prostituem são portadores do vírus.

 
Galera vamos pensar que a AIDS é uma doença séria e que SEMPRE devemos usar camisinha nas relações sexuais. Lembre-se que alguns minutos de prazer sem proteção pode gerar o resto da vida de cuidados e medicamentos diários. USEM CAMISINHA SEMPRE.

Dia Mundial contra a AIDS

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Após décadas de esperanças frustradas, os desenvolvedores de vacinas contra o HIV estão se permitindo uma cautelosa atitude otimista. Em conferência realizada em Bancoc, na Tailândia, cientistas relataram indícios moleculares que ajudam a explicar o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos. O resultado pode indicar o caminho para a produção de mais vacinas no futuro.

- É possível afirmar que este foi até agora o experimento mais bem-sucedido - afirma Adriano Boasso, imunologista do Imperial College de Londres.

O estudo analisou amostras clínicas de um teste da vacina RV144 realizado anteriormente com mais de 16 mil pessoas. Em 2009, três anos após a aplicação da vacina, os cientistas relataram que, para os voluntários que receberam a vacina, a probabilidade de contrair a doença diminuiu 30 por cento em relação aos que receberam placebo.

Os resultados modestos marcaram o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos – dois anos após o notório fracasso da vacina produzida pelo laboratório farmacêutico Merck. Porém, o teste da Tailândia também deixou os pesquisadores intrigados.

Maior do que a soma das partes O regime de vacinação consistia em dois componentes que fracassaram quando sozinhos: a vacina primária ALVAC-HIV (vCP1521), que continha diversas proteínas do HIV, seguida da vacina de reforço AIDSVAX, feita de uma proteína da superfície do HIV. A primeira foi produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, de Lyon, na França, e a segunda, pelo australiano VaxGen, de Brisbane. Contudo, duas das três medições usadas pelos pesquisadores para determinar se a vacina prevenia a infecção por HIV não revelaram diferenças que alcançassem significância estatística entre vacinados e o grupo de controle. No último estudo, os pesquisadores formaram uma equipe para examinar o sangue dos voluntários em busca de indicadores imunológicos diferentes das 41 pessoas que receberam a vacina e contraíram HIV em comparação com as 205 pessoas que não contraíram o vírus. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Mahidol, em Bancoc, e pelo Programa de Pesquisas do HIV das Forças Armadas Americanas, em Washington.

A investigação não foi concluída. Até o momento, porém, a equipe descobriu dois indícios moleculares que explicam porque para algumas pessoas a vacina preveniu contra o HIV, mas para outras não. Para os voluntários cujo sangue continha um anticorpo em forma Y denominado imunoglobulina G (IgG), que reconhece uma parte do envelope externo do HIV, denominada laço V2, a possibilidade de contrair o vírus era 43 por cento menor do que para os indivíduos cujos sistemas imunológicos não produziam esses anticorpos.

Entretanto, os participantes que produziram grandes quantidades de outro tipo de anticorpo, denominado IgA, que reconhece diferentes partes do envelope do HIV, evoluíram desfavoravelmente no teste – a probabilidade de infecção era 54 por cento maior em comparação às pessoas que produziam esses anticorpos. Contudo, essa reação imunológica não tornava as pessoas mais suscetíveis de contrair o vírus do que os participantes que receberam o placebo.

Os pesquisadores ainda estão estudando esses resultados. Segundo Nelson Michael, diretor do Programa de Pesquisas em HIV das Forças Armadas, os resultados reasseguraram que a vacina protegeu alguns dos participantes do HIV e que o sucesso não significou um acaso estatístico.

- Isso proporciona credibilidade biológica aos resultados da pesquisa inicial - afirma -Isso sugere que os resultados da pesquisa com a RV144 estava relacionado à vacinação.

O caminho a seguir Segundo Barton Haynes, diretor do Instituto de Vacinação Humana de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, que coordenou o estudo de acompanhamento, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que os resultados gerariam hipóteses para outros estudos. '

- O que temos no momento são pistas que ajudam explicar porque a vacina funcionou. Nós não obtivemos resultados assim nos últimos 30 anos. Ele é muito importante para esse campo de investigação.

Os pesquisadores já estão planejando verificar se anticorpos como os encontrados nos participantes exercem o mesmo efeito em primatas infectados com um vírus análogo ao HIV. Esses experimentos determinarão se as respostas imunológicas são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da vacina em determinadas pessoas ou se estão apenas ligadas a fatores subjacentes.

Em última análise, segundo Michael, as novas descobertas devem servir de orientação para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de vacinas. A equipe está planejando realizar testes de acompanhamento de uma vacina semelhante com homossexuais masculinos da Tailândia – um grupo em elevado risco de contrair o vírus – bem como pesquisas na África do Sul, que necessitarão de vacinas que identifiquem um subtipo diferente do HIV.

Com base nos últimos resultados, é possível que essas novas vacinas sejam remodeladas para estimular a produção de anticorpos IgG, que reconhecem o laço V2 do HIV, afirma Michael.

- Com certeza, essa pesquisa precisará do empenho de muitas pessoas, o que é positivo - afirma.

Outra pesquisa apresentada em Bancoc apoia a teoria de que atacar o V2 pode ser uma forma de combater o HIV. Segundo Michael, os vírus coletados dos participantes da pesquisa com a RV144 que contraíram o HIV possuem mutações nesta região, o que sugere que o laço V2 estava sendo atacado pelo sistema imunológico. Nesse meio tempo, foram realizados testes de uma vacina em macacos. Os animais que produziam os anticorpos que identificam o V2 estavam menos propensos a morrer em consequência do SIV, vírus da imunodeficiência que afeta macacos.

Segundo Dan Barouch, imunologista da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, que liderou o estudo com os macacos, ter observado reações imunológicas semelhantes em humanos e macacos que receberam vacinas diferentes forneceu garantias de que vale a pena pesquisar o laço V2. Porém, ele afirma que os pesquisadores não devem parar de procurar outras frestas na armadura do vírus.

Por exemplo, Wayne Koff, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional de Vacinas contra a Aids, com sede em Nova York, aponta os anticorpos neutralizadores do vírus obtidos de pacientes infectados com o HIV de forma crônica como outra estimulante direção a seguir para a produção de vacinas.

- Este é um período de renascimento para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV - afirma.

HIV - Novas descobertas animam cientistas

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cientistas encontraram um gene cuja ausência provoca a aneuploidia – uma anomalia ligada ao surgimento o câncer. Essa anomalia consiste na mudança do número normal de cromossomos no núcleo de algumas células. A não ser nos casos em que o indivíduo tem alguma síndrome específica, as células humanas têm 46 cromossomos cada – exceto espermatozoides e óvulos, que têm 23.

A pesquisa publicada pela revista Science detectou que 20% das amostras de câncer no cérebro (glioblastoma multiforme), na pele (melanoma maligno) e nos ossos (sarcoma de Ewing) não produziam a proteína STAG2, por consequência de alguma mutação num gene com o mesmo nome.

Durante a divisão celular, esse gene é responsável pela separação de cromossomos repetidos. Dessa forma, a ausência do gene aumenta as chances de que as células resultantes da divisão tenham um número irregular de cromossomos. Essas células têm potencial para desenvolver o câncer.

- Há tempos, os cientistas têm buscado a base genética para a aneuploidia nas células cancerosas, e nosso estudo traz uma percepção substancialmente nova para esse processo - afirmou Todd Waldman, um dos cientistas envolvidos na pesquisa - Nos cânceres que estudamos, mutações no STAG2 parecem ser o primeiro passo para a transformação de uma célula normal numa célula cancerosa - prosseguiu - Agora, estamos vendo se o STAG2 pode sofrer mutações na mama, no colo, no pulmão e em outros cânceres comuns nos seres humanos.

Cientistas descobrem gene relacionado ao surgimento do câncer

Nesta sexta-feira, 19, um boletim médico do hospital Sírio-Libanês trouxe novas informações sobre o câncer Não-Hodgkin do ator Reynaldo Gianecchini. A doença se apresenta em dois tipos: na que atinge os linfomas do tipo B, e na que ataca os do tipo T.

Depois do diagnóstico do tipo de linfoma que está sendo atacado, é preciso definir ainda o subtipo da doença. De acordo com o boletim, o ator recebeu o diagnóstico final de um linfoma T Angioimunoblástico, que debilita o sistema imunológico do paciente deixando-o propenso a infecções.

- Este é um tipo de câncer raro, que representa apenas 15% dentro das ocorrências de câncer do tipo T. Ele também é mais comum em homens mais velhos, na faixa-etária dos 60 anos - explicou ao EGO oncologista e diretor do Centro Médico Oncológico de Niterói, no Rio de Janeiro, Victor Araújo.

O médico disse ainda que esse tipo de câncer não é tão agressivo, mas costuma ter uma taxa remissão maior, que é o termo usado para se referir ao controle da doença.

- O tratamento é feito com quimioterapia, a partir das informações que se obtém do estado de saúde do paciente. No caso dele, deve contar a favor o fato de ser jovem, o que possibilita que o tratamento também seja mais agressivo, e com isso, se obtenha uma maior chance de cura - explicou Victor Araújo.

Cirurgia é descartada

O médico explicou ainda que, nesse tipo específico de câncer, que atinge o sistema linfático, a radioterapia é descartada, porque ela costuma servir para combater a doença quando ela está localizada em um ponto específico do corpo. Como a linfa circula por todo orgnismo, pode ter levado células cancerosas para outras partes, o que descartaria também a necessidade de cirurgia.

- Por mais que ele tenha apresentado gânglios de uma determinada parte do corpo aumetados, células tumorais podem circular pelo corpo todo, o que significa que ele pode ter outras regiões contaminadas. Por isso, o ideal é medicar todo o organismo com a quimioterapia - disse.

Confira o boletim médico desta sexta-feira, 18, na íntegra:

"O ator Reynaldo Gianecchini Júnior segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com diagnóstico final de linfoma T Angioimunoblástico.

Na noite de anteontem (17/8) durante a passagem de cateter central, apresentou como intercorrência sangramento que foi prontamente tratado com as medidas necessárias.

O paciente encontra-se estável sendo preparado para o início da quimioterapia e segue acompanhado pelas equipes coordenadas pelos Profs. Drs. Yana Novis, Raul Cutait e David Uip. "

Câncer de Gianecchini é raro, diz oncologista

quinta-feira, 9 de junho de 2011



O que leva alguém a colecionar preservativos?

- No meu caso foi por falta de uso mesmo - diz o paulista Ricardo di Lazzaro Filho, de 25 anos, dono da maior coleção de camisinhas do Brasil, segundo o RankBrasil.

- Minha avó ganhou uma camisinha na Parada do Orgulho Gay em 2005, que ocorre todos os anos em São Paulo, e me deu. Falou que eu estava ficando mocinho e precisava me cuidar. Como nunca usei, guardei. A minha vida sexual não era ativa, então eu comecei a guardar os preservativos que ganhava. Foi depois de ver uns dez guardados em minha gaveta que resolvi colecionar - conta o estudante de medicina da Universidade de São Paulo, que já se formou em Farmácia Bioquímica também pela USP.

Nesses seis anos até agora, não só a vida sexual de Ricardo mudou - namora a fisioterapeuta Renata Paraizo Leite, de 29 anos - como a sua coleção de preservativos aumentou e acabou reconhecida.

O RankBrasil homologou em fevereiro deste ano o recorde do universitário, como o maior colecionador de preservativos, “intactos”, do país. Na época, eram 419 modelos de diferentes tamanhos, cores, gostos, cheiros, temas e nacionalidades. Até esta quarta-feira (8), no entanto, ele já havia acumulado mais 30: eram 449 exemplares.

Junto com Renata, pretende comemorar o Dia dos Namorados visitando todos os primeiros locais marcantes do casal nos últimos quatro anos.

- Vamos ao primeiro lugar onde nos beijamos, onde jantamos, passeamos etc - anuncia Lazzaro Filho.

- Ele sempre foi muito romântico - diz Renata, que informa que o casal não dispensa o uso da camisinha na relação - Somos adeptos do sexo seguro. Ele só não usa as camisinhas da coleção.

Renata diz que, apesar das piadinhas que ouviu a respeito da coleção do namorado, é a maior incentivadora dele.

- Sempre que viajo a congressos trago algum preservativo curioso - diz ela, que faz pós-doutorado em neurociência na Faculdade de Medicina da USP - Levo comigo uma lista com a relação das camisinhas que ele tem para não pegar nenhuma repetida. Se for repetida, usamos.

- Além de mim, acho que só tem mais duas pessoas no Brasil que gostam de colecionar camisinhas - comenta Ricardo, que troca preservativos repetidos pela internet. Ele possui um blog intitulado "Minha Coleção de Camisinhas".

Ricardo afirma que praticamente metade da coleção foi presente da namorada, de amigos e familiares. Há na coleção camisinhas de mais de 35 países, como, por exemplo, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Grécia, França, Egito, Argentina e África do Sul.

- Além do Brasil, é claro - diz.

Há sabores para todos os gostos: chocolate, banana, baunilha, cereja, morango, coco, hortelã, laranja, limão, manga, iogurte, maracujá, menta, tutti-frutti, tangerina e uva.

- Os mais curiosos são de rosas e refrigerante de cola. Nunca experimentei - afirma.

Outras chamam a atenção pela ousadia, como uma que tem o rosto de Homer Simpson, personagem de desenho animado.

Como colecionador de camisinhas, o universitário chegou à conclusão de que as mais baratas podem ser adquiridas na China e na Indonésia.

- As mais caras estão na Europa. Uma unidade custa, em média, cerca de 5 euros [algo em torno de R$ 12] - diz.

Nas suas viagens, Ricardo chegou a ser barrado no aeroporto da Holanda por ter comprado um preservativo com uma nota de euro falsa que obteve sem saber na Europa.

- Depois descobriram que eu estava com várias camisinhas e as apreenderam - diz - Mas foi de lá que eu trouxe a camisinha mais exótica: está dentro de uma noz e foi comprada numa loja especializada em preservativos em Amsterdã.

Por conta da inusitada coleção, ele já teve de passar por outra situação constrangedora quando teve a mala revistada no aeroporto do México.

- Descobriram várias camisinhas na bagagem de mão e uma policial mexicana me alertou para que eu tomasse cuidado, como se fosse usar todas as camisinhas em relações sexuais.

Mas onde pretende chegar com essa coleção?

- Em termos de número, quero quebrar o recorde mundial de um senhor italiano que tem mais de 2 mil. Mas também quero ajudar a conscientizar o uso de preservativos.

De acordo com o Guinness World Records, que edita o Livro dos Recordes, o idoso Amatore Bolzoni possui mais de 2.400 preservativos, sendo reconhecido como o maior colecionador de camisinhas do mundo.

Estudante de medicina da USp tem a maior coleção de camisinhas do Brasil

terça-feira, 17 de maio de 2011

O casal Viviane e Lindenberg Luchi, de Osasco, na Grande São Paulo, aguardam a hora do nascimento do primeiro filho, Anthony. Era para ser uma gravidez sem sustos, com médicos, hospital, tudo definido com antecedência. Entretanto, o planejamento desabou quando eles descobriram, no fim da gravidez, que o plano de saúde faliu e foi comprado por outra empresa.

Em uma das últimas consultas, a ginecologista orientou o casal a procurar o setor administrativo.

- A médica falou para procurar o administrativo porque o Serma tinha sido comprado pela Greenline. E a clínica não é associada - conta Lindenberg.

O plano de saúde da família, o Serma, foi comprado no começo de maio pela Greenline, que comprou também a Samcil. O problema é que a nova empresa tem uma rede de hospitais e clínicas diferentes. Viviane, grávida de 38 semanas, teria que ter o bebê com uma médica desconhecida.

A Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula o setor, informou na época que a empresa manteria todas as condições que os clientes tinham em suas operadoras de origem. O parto de Anthony já estava agendado na maternidade, com a obstetra de confiança. O casal pagava R$ 300 por mês e procurou a Greenline para confirmar a cirurgia e veio a pior notícia.

- Eles disseram que só atenderiam na rede própria deles. E não poderia ser com a médica planejada. Não teria data, teria que entrar em trabalho de parto, chegar na maternidade e o plantonista atender - conta o pai.

Para não correr o risco de ter um filho com um médico desconhecido, o casal conseguiu R$ 9 mil emprestados para pagar o parto.

- Graças a Deus nós conseguimos com amigos e familiares ter o plano B.

Procon

No ranking da Fundação Procon-SP, os planos de saúde sempre aparecem entre os setores que mais geram reclamações. No ano passado, em São Paulo, foram mais de 37 mil queixas, um crescimento de 5%, o maior registrado pelo órgão de defesa do consumidor.

As principais reclamações dos clientes são: demora no agendamento; recusa para marcação de consultas e cirurgias; médicos, clínicas, hospitais ou laboratórios muito distantes de casa; descredenciamento de médicos e instituições de saúde sem que o paciente seja informado antes.

Mesma cobertura

A Greenline disse que Viviane terá toda a cobertura no hospital onde já estava agendada a cirurgia e informou que o hospital e a médica dela passam a atender pelo convênio a partir desta terça-feira (17).

A empresa disse ainda que até semana que vem todos os clientes irão receber uma carteirinha e um livro com a relação de médicos e hospitais credenciados. O diretor administrativo da empresa, Clóvis Miranda, falou também sobre os problemas do atendimento telefônico.

- É uma demanda muito grande de ligações porque os antigos convênios tinham parado sua central de atendimento há alguns dias. Corremos para ajudar a adequação do nosso callcenter e acreditamos que até sexta-feira desta semana já teremos regularizado - diz o diretor.

A ANS já registrou 700 reclamações contra a Greenline.

Grávida descobre que plano de saúde faliu às vésperas do parto em SP

Um casal de negros contou ao jornal Daily Mail o quão surpreso ficou com o nascimento de Daniel, um menino branco e loiro. O pai, Francis Tsibangu, admitiu: “meu primeiro pensamento foi: será que ele é mesmo meu?”. Ele e Arlette já eram pais de Seth, 2 anos, um garoto que, assim como eles, reflete as características da ascendência africana.

A explicação para o caso está na genética, pois houve uma ligeira mutação, o que não significa que Daniel seja albino. Francis, que nasceu no Congo, explicou que até mesmo os médicos suspeitaram de sua paternidade.

- Então olhei para Arlette e tive certeza de que o filho era meu. Estamos juntos há 3 anos e nunca houve problemas de infidelidade entre nós.

A certeza de que Daniel era mesmo seu filho veio quando Francis abaixou-se para beijar o menino. Nesse momento, ele pode perceber traços dele e da mulher na criança.

- Ele tem o meu nariz e a boca da Arlette - afirmou o homem ao jornal britânico.

A mãe disse que a reação na sala de cirurgia foi de silêncio, todos estavam chocados, inclusive ela.

- Os olhares dos médicos e enfermeiras diziam tudo: todos se perguntavam como é que eu podia ter tido um bebê branco. No entanto, como qualquer mãe que acaba de dar à luz, a minha principal preocupação era se ele era saudável - afirmou ela.

Francis afirmou que sabe sobre as suspeitas que irão acontecer em torno da família.

- Eu sei que vai existir quem diga que minha mulher teve um caso, mas eu confio nela completamente e sei que isso não aconteceu. Mesmo se ela tivesse se envolvido com um homem branco, o bebê nasceria mestiço, com os cabelos pretos, por exemplo, e não lisos e loiros como os de Daniel.

Apesar de toda a especulação, o casal afirma que a cor da pele do menino não é o mais importante.

- O que vale é que temos um filho saudável e que é muito amado - acrescentou Francis.

Casal de negros fica chocado com o nascimento de filho branco e loiro

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, necessita de doadores de sangue com urgência. A assessoria do hospital informou, nesta terça-feira (17), que as cirurgias podem ser canceladas devido à falta de sangue na unidade.

De acordo com o hospital, funcionários e visitantes estão contribuindo com a doação sangue, mas o estoque do banco de sangue continua baixo.
O banco de sangue do hospital tem capacidade de 60 coletas diárias. Para fazer a doação é necessário levar um documento oficial de identidade com foto, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e estar bem de saúde. Não é preciso estar em jejum. O doador deve evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação e a ingestão de bebida alcoólica nas últimas 24 horas.

O doador não pode fazer parte do grupo de risco de doenças sexualmente transmissíveis, nem ser usuário de drogas. O banco de sangue do HUPE fica na Avenida 28 de setembro, 109, em Vila Isabel. As doações podem ser feitas entre 8h e 12h30, de segunda a sexta-feira.

Hemorio registra queda nas doações

Os estoques de sangue do Hemorio também estão em baixa, com uma queda de 40% no número de doações. A última grande mobilização de doadores foi em abril, quando aconteceu o ataque à Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste.

Hospital Pedro Ernesto, no Rio, pode cancelar cirurgias por falta de sangue

segunda-feira, 16 de maio de 2011


Um menino croata de 6 anos é capaz de atrair peças de metal ao próprio corpo. Para isso, basta o garoto Ivan Stoiljkovic levantar a blusa. O Menino-Imã, como ele é chamado, pode sustentar até 25 quilos de objetos como talheres, panelas e até celulares.

Moradores de Koprivnica, cidade natal de Ivan, garantem que o garoto também tem poderes de cura. Familiares afirmam que o Menino-Imã usa a energia de suas mãos para aliviar as dores de estômago do avô. Ele também já teria amenizado as dores de um vizinho que foi atropelado por um trator.

Os poderes de Ivan chamaram a atenção de médicos, que buscam uma explicação para o fenômeno. O jovem foi submetido a uma bateria de testes, mas os resultados foram considerados inconclusivos.





Menino de 6 anos atrai peças de metal ao corpo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom - ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar - para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto - com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.

Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas - tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.

O Icesp já solicitou protocolos de pesquisa para testar a eficiência da técnica em metástases - câncer que se espalharam pelo corpo - ósseas.

- Essa tecnologia ainda é experimental, não só no Brasil, como em outros centros do mundo - afirma Marcos - No caso das metástases, a aplicação seria um paliativo, mais indicada para reduzir as dores causadas pelo tumor e aumentar a qualidade de vida do paciente.

Como funciona

O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.

- Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles - explica o médico do Icesp.

A técnica dispensa o uso de anestésicos.

- As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos - explica Marcos.

Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa.

- As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame - diz Marcos.

No caso do uso da terapia contra miomas, as pacientes deitam, de bruços, em uma esteira usada comumente em exames de ressonância magnética. O aparelho de ultrassom fica logo abaixo da cintura.

O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas. Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos. Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.

O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.

- Esse calor destrói qualquer tipo de célula - diz Marcos - A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário.



Novo laboratório

O Icesp também inaugurou o Centro de Investigação Translacional em Oncologia - uma rede com 20 grupos de pesquisa em câncer. O espaço foi aberto em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin e de Paulo Hoff, diretor do instituto.

Com uma área de 2 mil metros quadrados, o andar no Icesp vai permitir o avanço em estudos sobre o câncer que reúnam conhecimentos de áreas diversas como a biologia molecular, epidemiologia e a engenharia genética. O custo do investimento foi de R$ 2 milhões.

O objetivo, segundo Roger Chammas, professor de oncologia do Icesp e responsável pelo espaço, é reunir todo o conhecimento que se encontra espalhado nas frentes de pesquisa de órgãos como a USP, o Hospital A.C. Camargo e Instituto do Coração.

Entre os equipamentos disponíveis para receber os grupos de pesquisa estão microscópios a laser, sequenciadores de DNA e centrífugas. Haverá também um banco de amostras de tumores, que serão congelados para conservação.

Essa troca de informações é o que classifica o laboratório como "translacional".

- Essa palavra quer dizer que os conhecimentos de uma área em medicina são traduzidos para outra, com o objetivo de fazer o progesso das pesquisas ser integrado - explica Chammas.

Segundo Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde, a importância do espaço está na busca futura de novos tratamentos contra o câncer.

- Este novo laboratório e o serviço de ultrassom de alta frequência colocam São Paulo em uma posição privilegiada na rede nacional de atenção ao câncer - afirma o secretário.

Instituto do Câncer de SP apresenta ultrassom capaz de destruir tumores