MENU

Mostrando postagens com marcador Arte e Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte e Cultura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Acostumado a dar notícias, o Jornal Nacional, o telejornal de maior audiência da TV brasileira, está sendo notícia nesta quinta-feira (1), quando a TV Globo anuncia uma mudança importante em sua bancada. Após quase 14 anos, Fátima Bernardes deixará o JN para, segundo suas próprias palavras, realizar um novo sonho: fazer um programa que já tem seu formato definido e que entrará na grade da TV Globo em 2012. Sua substituta no telejornal será Patrícia Poeta, que está no Fantástico há quase cinco anos. No lugar de Patrícia, assumirá a jornalista Renata Ceribelli, que já apresenta ocasionalmente o Fantástico.

Segundo o diretor geral de Jornalismo e Esporte da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, Fátima vinha há algum tempo propondo um novo programa e, em abril deste ano, ao apresentar uma proposta formal, a ideia era tão consistente que foi aprovada de imediato pelo diretor-geral da Rede Globo, Octávio Florisbal. Schroder disse que a mudança, motivada pelo projeto de Fátima, mostra a evolução de três profissionais de talento da TV Globo.

- Este é um processo normal de evolução e renovação do jornalismo da Globo. As três construíram carreiras sólidas aqui na TV e chegaram aonde chegaram por mérito. Com certeza, terão grande sucesso em suas novas funções. A proposta de Fátima realmente é excelente e ela conta com uma sucessora como Patricia Poeta, uma jornalista cujo talento é reconhecido pelos brasileiros. Ao mesmo tempo, Renata Ceribelli já é tão integrada ao Fantástico que a sua escolha é mais do que natural. Com esses ingredientes, tomar a decisão de mudar não foi difícil - afirmou o diretor.

O futuro


O novo programa de Fátima Bernardes está sendo mantido sob sigilo. Para a jornalista, é a realização de um sonho.

- O que eu posso adiantar é que eu continuarei com funções jornalísticas. Esse programa não é parecido com nenhum outro que está no ar. É um sonho antigo que eu vinha amadurecendo. Este ano, em abril, entreguei um resumo do que eu queria fazer e fiquei muito feliz quando soube que o projeto agradou. Já estamos trabalhando com um núcleo bem pequeno, mas já a partir da próxima semana a implementação desse programa será acelerada. Agora, por questões estratégicas, ainda não posso contar nada sobre a estrutura, cenário, locação, horário ou dia da semana - conta Fátima. Veja a trajetória de Fátima Bernardes.

A jornalista apresentará o JN até segunda-feira (5), quando haverá uma edição especial. Após a apresentação das notícias do dia, Patrícia Poeta será chamada à bancada por Fátima e William Bonner, editor-chefe e apresentador. Na edição especial, serão exibidos vídeos sobre a carreira das duas jornalistas.

William Bonner diz que a escolha de Patrícia foi um consenso entre todos no jornal e na direção da empresa.

- Estamos na mesma empresa fazendo jornalismo há muitos anos. De uma certa forma, é como se fôssemos colegas de longa data... O JN é um programa que faz parte da vida dos brasileiros há quatro décadas. Todas as mudanças por que passou nesse período foram em sintonia com o público. Por isso, o JN não muda – até porque o perfil da sucessora da Fátima está perfeitamente alinhado com as qualidades que se exigem de quem ocupe um lugar na bancada.


Além de apresentar, Patrícia Poeta cumprirá funções executivas no jornal Nacional, como já acontecia com Fátima.

- Jornalista está sempre olhando para a próxima história, o próximo desafio. Claro que assumir o Fantástico, quase cinco anos atrás, foi um marco importante. Agora, fazer o Jornal Nacional, a partir dos próximos dias, significa o início de um capítulo totalmente novo da minha vida profissional - diz Patrícia.

Ela conta que o convite para apresentar o JN foi uma surpresa e que está muito feliz com o novo desafio.

- Estava totalmente concentrada em meus novos projetos para o Fantástico em 2012. Também fiquei muito feliz ao saber do passo que Fátima está dando. É uma mudança que nos deixa, eu e Fátima, muito felizes. Veja a trajetória de Patrícia Poeta.


No próximo domingo (4), Patrícia apresentará o Fantástico normalmente. Renata Ceribelli será a nova apresentadora do Fantástico, ao lado de Zeca Camargo e Tadeu Schmidt. Na edição do domingo (11), Poeta ainda voltará ao cenário do programa dominical, para entregar o posto a Renata.

- Estou muito feliz com o convite e o desafio que tenho pela frente - diz Renata.


Para ela, o fato de já ter experiência em várias "frentes" do programa pode ter contribuído para a escolha da emissora:

- Sou repórter, editora e entrevistadora. Assumir o posto de apresentadora oficial exige uma visão e uma participação maior em todas as etapas do programa. Talvez essa minha longa vivência do programa tenha influenciado na escolha. Veja a trajetoria de Renata Ceribelli.

Fátima, Patricia e Renata falaram também do público:


Renata Ceribelli

"Já aprendi muitas lições no trabalho. Uma das principais veio do contato mais próximo com o público: ficou provado para mim que a espontaneidade diante da câmera realmente resulta em uma maior 'intimidade' com quem está do outro lado. Depois do Medida certa, penso sempre nisso nas minhas reportagens. E agora também vou 'exercitar' uma maior espontaneidade na apresentação. O Fantástico é uma revista eletrônica que está sempre à frente, nas notícias e na linguagem. Um programa que está sempre de olho nas tendências e, por isso, surpreende. E eu espero que todos continuem se surpreendendo com a gente."

Patrícia Poeta

"O período no Fantástico foi incrível para mim. Como apresentadora, vivi toda semana o desafio de buscar o tom ideal, a dose adequada de informalidade, a afinidade com meu parceiro, Zeca Camargo. Acho que conseguimos avançar muito na apresentação do programa. Como repórter, tive espaço e incentivo para buscar furos, entrevistas exclusivas, material que só o Fantástico teve. Surpreendemos o telespectador em vários momentos nos últimos anos. E, por último, como criadora e realizadora, consegui uma parceria produtiva com os colegas da área de dramaturgia da Globo. Criamos e exibimos vários quadros que misturavam jornalismo e dramaturgia, e este era um desejo antigo meu. Agora, nosso encontro semanal passa a ser diário. De segunda a sexta. Estarei esperando vocês."

Fátima Bernardes

"Eu tive o privilégio de cobrir os grandes assuntos nacionais e internacionais. Cresci muito profissionalmente. Vi o JN também se transformar. Vi nossa bancada passar a receber convidados que seriam entrevistados por nós. Impossível descrever a emoção, a tensão, a responsabilidade de entrevistar ao vivo, diante dos ouvidos e olhos atentos de milhões de telespectadores, os candidatos à presidência do Brasil. Saí do estúdio sempre que a notícia exigiu. Vi o Brasil ser penta no futebol. Logo eu que amo esse esporte. Sempre tive consciência de que estava trabalhando no mais importante telejornal do Brasil, no mais visto. Eu fui muito feliz e, o melhor, eu sabia. Eu só posso agradecer, muito, pelo carinho com que os telespectadores sempre me recebem por onde quer que eu passe. A torcida para que a minha vida pessoal e profissional dê certo. Eu sinto isso nos olhares, nos sorrisos, nos abraços e beijos que ganho pelas ruas. E aproveito pra já pedir que tenham paciência e que me aguardem porque vou voltar cheia de gás e de novidades para o nosso reencontro no ano que vem."

Fátima Bernardes deixa o JN e Patrícia Poeta assume a bancada

Um exemplar original da primeira edição da revista em quadrinhos do Super-Homem foi vendida por cerca de R$ 3,9 milhões, nesta quarta-feira. Um recorde. O gibi está em ótima condição, e foi lançado em 1938. Na época valia apenas alguns centavos.

Segundo reportagem do jornal “The Sun”, o vendedor do exemplar foi o ator Nicolas Cage. Ele comprou a revista em 1997, por R$ 270 mil. Em 2000, a revista foi roubada da casa do ator, com exemplares de colecionador de outros super-heróis. O gibi foi recuperado em abril deste ano, na Califórnia. Como já tinha recebido o dinheiro do seguro, Cageteve que desembolsar uma quantia em dinheiro para ter o exemplar de volta.

Nicolas Cage é um fã assumido do Super-Homem. Tanto que batizou o filho de Kal-El, nome de nascimento do Homem de Aço. O ator teria vendido a revista para resolver problemas financeiros. Há dois anos, ele acusou o ex-empresário, Samuel Levine, fazer maus investimentos com a fortuna.

Nicolas Cage vende gibi do Superman por R$ 3,9 milhões

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os autores de uma nova biografia do pintor holandês Vincent van Gogh dizem que ele não cometeu suicídio, ao contrário do que se acreditava. Steven Naifeh e Gregory White, que escreveram o livro "Van Gogh: The Life" (Van Gogh: A Vida, em tradução livre), dizem que o mais provável é que o artista tenha morrido depois de ser atingido por disparos acidentais feitos por dois jovens que ele conhecia, que carregavam uma "arma com defeito".

Os autores chegaram a esta conclusão depois de passarem dez anos estudando a vida do pintor, com o auxílio de mais de 20 tradutores e pesquisadores. O Museu Van Gogh, em Amsterdã, disse que a afirmação é "dramática" e "intrigante".

No entanto, o curador do museu, Leo Jansen, disse em um comunicado que "muitas questões permanecem sem resposta" e que seria "prematuro descartar o suicídio".

Van Gogh morreu aos 37 anos, na cidade de Auvers-sur-Oise, na França, em 1890. Ele estava hospedado no hotel Auberge Tavoux, de onde caminhava até os campos de trigo locais para pintar. Por muito tempo, pensou-se que ele havia disparado contra si mesmo no campo antes de retornar para o hotel, onde morreu.

Mas segundo Steven Naifeh, Van Gogh não foi para o campo com a intenção de se suicidar.

- Em Auvers, entre as pessoas que o conheciam, a crença era a de que ele foi morto acidentalmente por dois rapazes e que, para protegê-los, assumiu a culpa - afirma.

Naifeh diz que o renomado historiador de arte John Rewald chegou a registrar essa versão dos eventos quando visitou Auvers nos anos 1930, e que outros detalhes corroboram a teoria. Entre eles, a confirmação de que a bala teria penetrado no abdômen do pintor em um ângulo oblíquo, e não reto, como é comum em suicídios. De acordo com o jornal espanhol El País, há também um depoimento de um jovem de 16 anos, datado de 1890, que corrobora a versão.

- Sabia-se que esses dois rapazes iam beber àquela hora do dia com Vincent. Um deles estava usando uma roupa de caubói e tinha uma arma quebrada com a qual brincava - disse Naifeh - Então temos dois adolescentes com uma arma quebrada, um garoto que gosta de brincar de caubói e três pessoas que provavelmente beberam demais - conclui.

Por causa destes fatores, o autor afirma que um "homicídio acidental" é mais provável.

No livro, os autores também fazem revelações sobre as relações familiares e a saúde do artista holandês. De acordo com eles, o sofrimento de Van Gogh, tido como um misto de mania e depressão, resultava de um tipo de epilepsia.

Milhares de cartas escritas pelo artista, que ainda não haviam sido traduzidas, estavam entre os documentos utilizados por Naifeh e White para criar uma base de dados de 28 mil notas, para a pesquisa que deu origem ao livro.

Nova biografia defende que Van Gogh não se suicidou


Amigos assumidos, os lutadores Anderson Silva e Rodrigo Minotauro viraram mote de uma campanha contra a homofobia. A ação traz uma foto em que os brasileiros aparecem se beijando.

A campanha ganhou força no Facebook e logo muitos usuários começaram a compartilhar a imagem de Anderson Silva beijando Minotauro.

Além da imagem, a campanha ainda traz a frase “Homofóbico, vai lá e chama de veado”.

Beijo de Anderson Silva em Minotauro vira campanha contra homofobia no Facebook

Valéria e Janete, do 'Zorra Total' viram bonecos

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos.

- Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar - contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

- Ninguém quer morrer - disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário - Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo.

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

- Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida -disse, em entrevista ao "New York Times".

Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

- Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas - afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou.

- Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido.

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple.

- Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou - afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Morre Steve Jobs

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sua sala nunca mais será a mesma depois desta seleção de móveis, com um design que foge completamente do tradicional. Reunimos quatro divertidos modelos de poltronas para quem gosta de uma dose de bom humor na decoração. As peças têm inspirações que variam de personagens de videogame até uma banheira. Criatividade é o que não falta nesta lista. Confira!





O Pac-man pode ser um jogo do passado, mas o simpático personagem continua presente em vários itens de design. Um deles é a poltrona, criada pelo designer mexicano Jose Primo

Em forma de banheira, a Bathtub Seating Lounge leva a assinatura da designer sul-coreana Baek-Ki-Kim

A escultura do artista britânico Allen Jones é uma cadeira sexy: o apoio da parte estofada imita o corpo de uma mulher, em tamanho real

O formato dos monstrinhos coloridos deixa esta poltrona com um visual descontraído. A ideia é do designer mexicano Ricardo Leija

Veja cadeiras decorativas divertidas

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A cantora americana Katy Perry se tornou a segunda artista nos 53 anos de história da parada Hot 100 a ter cinco músicas do mesmo disco no ranking da revista "Billboard", revelou a publicação nesta quarta-feira (17).

"Teenage dream", segundo CD de Katy, é o único álbum além de "Bad" (1987), de Michael Jackson, a ter cinco canções diferentes na primeira posição da principal parada de sucessos dos Estados Unidos, que leva em conta vendas digitais e em lojas, além de execuções em rádios.

As músicas que Katy Perry levou para o primeiro posto no ranking são "California gurls", "Teenage dream", "Firework", "E.T" e "Last friday night". Michael Jackson bateu o recorde com os sucessos "I just can't stop loving you", "Bad", "The way you make me feel", "Man in the mirror" e "Dirty Diana".

A cantora vem ao Brasil pela primeira vez em setembro. Ela se apresenta no dia 23 no Rock in Rio e no dia 25, na Chácara do Jockey, em São Paulo.

Katy Perry iguala recorde de Michael Jackson na parada americana

O mês de agosto de 2011 marca o aniversário de 30 anos de uma das maiores revoluções tecnológicas do século passado: a revolução da computação pessoal. Trinta anos atrás surgia no mercado o IBM PC (Personal Computer) modelo 5150.

Não era o primeiro computador a ser criado com o objetivo de ser “pessoal” – a Xerox já tinha usado o termo PC em 1972 e a Apple já estava no mercado - mas foi o PC da IBM primeiro modelo a chegar às prateleiras como um sucesso de vendas.

O sucesso se deve em parte à compatibilidade do PC com uma série de periféricos já existentes e fabricados pela própria IBM. Era possível comprar um computador, uma impressora, um leitor de disquetes e montar um escritório em casa. O mesmo computador serviria para o Júnior digitar os seus trabalhos de escola – não dava para fazer muito mais do que isso naqueles tempos pré-internet, mas foi uma revolução mesmo assim.

Mais do que isso, o padrão IBM se tornou padrão de mercado, o que permitia que fosse possível montar computadores pessoais usando partes de diferentes fabricantes – atire a primeira pedra quem nunca comprou uma máquina “montada” em uma loja na Santa Ifigênia ou em outro bolsão de comércio tecnológico pelo país.

O coração da máquina trazia um sistema operacional que foi parte de outra revolução, o MS-DOS, da Microsoft. Tudo somado, abriram-se as porteiras para que a computação se tornasse realmente algo cotidiano. Vieram os softwares cada vez mais especializados; veio a internet. O resto, como se diz, é história.

A galeria a seguir traz os primeiros modelos de PC e mais alguns marcos dessa revolução – incluindo alguns fracassos. Chame as crianças e mostre para elas um tempo difícil, em que não tínhamos smartphones ou tablets...

Veja algumas fotos:










PC faz 30 anos; Veja a evolução

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não são só os homens que ficam caidinhos por Natalie Lamour, papel de Deborah Secco em "Insensato coração". A presidente Dilma Rousseff contou ao colunista Jorge Bastos Moreno, de "O Globo", que é fã da novela das nove e que sua personagem preferida é a louraça belzebu.

Deborah, claro, sentiu-se honradíssima com o elogio vindo diretamente do Palácio do Planalto.

- Eu realmente fico muito feliz quando alguém aprecia o meu trabalho. E, em se tratando da presidenta do nosso país e também da primeira mulher a alcançar tão importante cargo, eu me sinto duplamente lisonjeada - disse a beldade à coluna.

Gilberto Braga e Ricardo Linhares também comentaram os elogios da fã mais famosa de "Insensato".

- Mesmo uma presidente da República precisa de entretenimento. Fico especialmente orgulhoso de saber que ela gosta do meu trabalho, porque eu estou gostando muito do dela. Espero que ela nos acompanhe até o final e que fique satisfeita - disse Gilberto.

O parceiro Ricardo espera ainda que sua história a inspire.

- Não sabia que a presidente era fã da novela e fiquei muito orgulhoso. Tomara que embarcar na ficção a ajude a desanuviar, após as difíceis decisões que ela tem que tomar no seu dia a dia. Um dos temas da história é o combate contra a corrupção e a impunidade, o que encontra eco na faxina que ela está promovendo em alguns órgãos do governo - afirmou.

'Insensato Coração' - A presidente Dilma Roussef é fã dos irmãos Natalie e Douglas

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A TV tem uma relação de amor e ódio com Alexandre Frota, 45. O momento atual é de paixão total. No ar como a versão gay de Robin em "A Praça É Nossa" (SBT), o ator é responsável por um dos picos de audiência da atração, que no mês de junho marcou média de 9,4 pontos.

A passagem de Frota pelo SBT vai bem, tanto que deve assumir o cargo de diretor de novos projetos. Ele desconversa, mas deixa escapar que adoraria dirigir um reality show. Vale lembrar que Frota já participou de três confinamentos e da montagem de "A Fazenda 1" (Record).

O ator também está na TV paga. Frota viveu Luizão em "Roque Santeiro", atualmente reprisada no Viva. A carreira cheia de altos e baixos, o ator atribui à falta de orientação.

- A minha carreira foi vitoriosa, mas também errei. Poderia ter tido mais acompanhamento.

O episódio mais polêmico de sua vida artística foi a atuação em filmes pornô. Foram 12 longas, e a recepção do público não foi das melhores, mas Frota ficou satisfeito.

- As pessoas bateram muito nos pornôs, mas eu sei como fiz. Acho que colaborei para melhorar a qualidade desses filmes. Foi uma bandeira difícil de carregar, mas foi a minha escolha - diz ele.

Alexandre Frota diz que filmes pornôs foram bandeiras difíceis de carregar

sexta-feira, 15 de julho de 2011







O dia é do homem,mas quem ganha o presente são as mulheres. Veja a seguir uma seleção de fotos dos melhores abdomens do mundo artistico.



















Dia do Homem - Veja os melhores abdomens dos artistas