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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Hoje é o Dia Mundial Contra a Aids. E por conta disso foram divulgados muitos estudos sobre a doença. São inúmeras as reportagens que abordam desde os grupos que estão sob maior risco de contágio até as medidas que cada país está tomando para conter o avanço do número de casos.

Abaixo está o vídeo que a emissora BBC disponibilizou para esse dia tão importante


Vaticano se manifesta

O Vaticano pediu, esta quinta-feira (1), acesso às terapias contra a Aids para "todas as camadas da sociedade" e defendeu novamente a "abstinência" e a "fidelidade conjugal" como métodos para evitar o contágio.

Em mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial contra a Aids, o Conselho Pontifício para a Saúde reconheceu que muitas vítimas que morreram devido à doença teriam podido se salvar "se tivessem tido um tratamento adequado, como o conhecido como terapia antiretroviral".

Na mensagem, a Igreja católica pede acesso "universal" aos tratamentos para "todos os povos e para todas as camadas sociais".

O comunicado, assinado pelo arcebispo Zygmunt Zimowski, presidente do conselho pontifício, também pede para promover "a prevenção da transmissão de mãe para filho e a educação para estilos de vida que incluam uma abordagem correta e responsável da sexualidade".

- Este também é um momento privilegiado para relançar a luta contra o preconceito social - acrescentou.

Calcula-se que 1.800.000 pessoas tenham morrido a cada ano vítimas da Aids, principalmente na África, o continente mais castigado pela doença e onde vivem 22,9 dos 34 milhões de contaminados no mundo.

- Não se justifica mais a transmissão da infecção de mães para filhos - afirmou o representante do Vaticano.

Para a hieraquia da Igreja, "continua sendo fundamental a formação e a educação de todos e, em particular, das novas gerações, a uma sexualidade baseada em 'uma antropologia ancorada no direito natural e iluminada pela Palavra de Deus'", destacou o texto.

- A Igreja pede um estilo de vida que privilegie a abstinência, a fidelidade conjugal e o repúdio à promiscuidade sexual (...) para conseguir um desenvolvimento integral da pessoa - reiterou a nota.

A Igreja, mais do que condenar o uso do preservativo como método de prevenção, o que é rejeitado por organizações internacionais e humanitárias, exige "uma resposta médica e farmacêutica", ao mesmo tempo em que reconhece que se trata de um problema "antes de mais nada ético", segundo a "Exortação Apostólica" para a África assinada em novembro passado pelo papa Bento XVI.

O tema gerou discussão, sobretudo depois que em 2009, durante sua primeira viagem à África, o Papa rejeitou o uso do preservativo para lutar contra a Aids porque "agrava o problema", gerando uma chuva de reações negativas de vários países.


No ano passado, Bento XVI surpreendeu ao aceitar o uso de preservativos tanto por mulheres quanto por homens para evitar a propagação da Aids através da prostituição, em um livro entrevista apresentado oficialmente no Vaticano.

A abertura do Papa ao uso do preservativo "em certos casos", embora não questione sua proibição na doutrina da Igreja, foi um passo importante.

China alerta

A China comemorou nesta quinta-feira (1) com diversas atividades públicas o Dia Internacional da Aids, e as autoridades de saúde estatais aproveitaram para alertar sobre o rápido aumento do vírus HIV em uma faixa etária que até o momento não havia recebido muita atenção, a terceira idade.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 21 de 38 - Mulher coloca preservativo em quadro durante evento de conscientização no Dia Mundial de Luta contra Aids em Seoul, Coreia do Sul Mais AP Photo/Lee Jin-manSegundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, publicado em ocasião do Dia Mundial da Aids, o número de soropositivos acima dos 60 anos no país subiu de 483 em 2005 para 3031 em 2010, representando 8,9% do total, quando há meia década eram 2,2%.

De acordo com o responsável de prevenção da Aids da instituição, Wu Zunyou, entrevistado pela agência oficial "Xinhua", muitos idosos que contraem a Aids são homens aposentados, muitos deles viúvos, que recorrem à prostituição e não usam preservativos.

- Devido à melhora das condições de vida e de saúde pública, o período de atividade sexual dos idosos se prolongou, o que fez com que a terceira idade se consolidasse como grupo de risco - explicou Wu.

Números do Ministério da Saúde chinês indicam que no país há 780 mil soropositivos, dos quais 154 mil desenvolveram a doença. Neste ano, as mortes por Aids subirão para 28 mil no país, o que representa uma redução de 60% em relação a 2010.

As próprias autoridades reconhecem, no entanto, que os números oficiais podem ser muito menores que os reais - organizações internacionais falam de milhões de infectados na China - já que devido ao desconhecimento da doença, muitas pessoas são portadoras do HIV e não sabem, e em algumas regiões, principalmente as rurais, a doença é um tabu que alguns escondem.

Cerca de 60% dos casos na China são transmitidos por relações sexuais - as autoridades continuam indicando os homossexuais como um grupo de alto risco -, com progressiva queda de contágios por consumo de drogas e transfusões realizadas de forma inadequada (principal causa do aumento do vírus nos anos 1980 e 1990).

O diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, ressaltou em entrevista à "Xinhua" que a China apresentou bons progressos na redução dos casos de Aids entre o grupo dos consumidores de drogas, e que é nessa área que a comunidade internacional pode prestar maior colaboração.

Já os especialistas locais afirmam que o país pode ajudar com as pesquisas que faz para usar a milenar medicina tradicional chinesa no tratamento de pacientes.

Com esse objetivo, foi criado em 2004 um Centro de Tratamento e Prevenção da Aids com medicina tradicional chinesa, que tratou 17 mil pacientes e também realizou programas na África Ocidental, uma das regiões do mundo mais castigadas pela doença.

- A medicina tradicional chinesa teve um papel muito importante em aliviar sintomas (da Aids) como febre, fadiga, tosse e perda de apetite - afirmou o subdiretor do centro, Wang Jian, que defende que o desenvolvimento das células infectadas nos pacientes tratados é mais lento.

Verbas paradas em Pernambuco

Estão parados cerca de R$ 8 milhões em verbas do Ministério da Saúde que deveriam ser utilizados em ações de prevenção e controle do HIV/Aids em Pernambuco, segundo a ONG Gestos (Soropositividade, Comunicação e Gênero). De acordo a ONG, o Estado é o que possui, proporcionalmente, maior incidência da doença no Nordeste, com 18 mil casos.

A Coordenadora de Políticas Estratégicas da Gestos, Alessandra Nilo, diz que apenas 63,76% dos R$ 37,5 milhões, repassados à Pernambuco desde o início do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS foram utilizados. A taxa é a menor do Nordeste, em Alagoas, por exemplo, 99,88% dessa verba foi movimentada. A denúncia se baseia em informações disponíveis no próprio site do Ministério da Saúde.

- Essa situação é um absurdo. Os recursos destinados à prevenção no país caíram em torno de 50% em relação ao que se utiliza para o tratamento da doença. Mas a questão que mais preocupa, é que hoje em dia, os Estados e municípios recebem recursos e não utilizam, o que mostra que a AIDS saiu do patamar de prioridades do Governo - afirmou a coordenadora da ONG.

Para o coordenador do programa estadual DST/Aids, François Figueiroa, a “burocracia” para o uso do dinheiro público é o principal motivo para explicar o dinheiro acumulado nos cofres do Estado.

Segundo ele, atualmente há 17 projetos voltados para prevenção, assistência jurídica e tratamento do HIV/Aids em Pernambuco.

- Esses números são apenas uma fotografia do momento, o que não significa que ele esteja parado, mas sim em processo de uso - garantiu Figueiroa.

No Brasil, R$ 140,3 milhões repassados até agosto desse ano pelo Ministério da Saúde para os Planos de Ações e Metas estão parados nas contas dos Fundos Estaduais e Municipais do país.

Brasil apresenta bons resultados na luta contra a Aids

Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra Aids. No Brasil, cerca de 600 mil pessoas estão infectadas com o vírus HIV, mas nem todos desenvolveram a doença. Em média, a pessoa infectada demora entre oito e 10 anos para começar a desenvolver os sintomas da Aids.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento antirretroviral gratuito, atendendo hoje cerca de 97% dos brasileiros diagnosticados como portadores do vírus e da doença, e, segundo o Ministério da Saúde, a epidemia tem se mantido estável nos últimos anos. Os dados são positivos, já que no caso da infecção vertical (de mãe para filho), por exemplo, houve uma diminuição de 41% nos casos de 1998 a 2010.

Nesse ano, o Brasil passou a integrar a Rede Global HIV Drug Resistance Network (HIVResnet), da Organização Mundial da Saúde (OMS), com a certificação do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz. Com isso, o país passa a ser considerado Centro de Referência em Resistência à Aids, sendo o primeiro país da América do Sul e o segundo da América Latina credenciado na Rede.

Cresce contágio entre homossexuais e mulheres jovens

A prevalência da Aids no Brasil se mantém estável, mas o aumento dos casos em grupos específicos, como o de jovens homossexuais e de mulheres de 13 a 19 anos, é motivo de preocupação, como mostram os dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde. Essas populações são o foco da campanha que o governo lança no dia 1º, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

O levantamento mostra que há 630 mil pessoas com Aids no país - o que equivale a cerca de 0,6% da população. Entre 2009 e 2010, o número de casos novos notificados teve leve redução, de 18.8/100 mil habitantes para 17,9/100 mil habitantes. Outra boa notícia é a redução da taxa de mortalidade: em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas, uma queda de 17%.


Gays e garotas

Para alguns grupos específicos, no entanto, a incidência aumentou. Entre jovens homossexuais, passou de 24,3 casos por 100 mil habitantes para 26,9.

A prevalência da doença entre os jovens gays de 18 a 24 anos, hoje, é de 4,3%. Segundo a pesquisa, a chance de um rapaz homossexual estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior em relação aos jovens em geral.

O aumento dos casos em garotas de 13 a 19 anos é outro ponto que preocupa o Ministério da Saúde. Esse grupo foi o único no qual as mulheres ultrapassaram os homens no ano passado (2,9 casos contra 2,5 por 100 mil habitantes).

- O maior aumento (em termos de vulnerabilidade) foi entre jovens gays, jovens travestis e mulheres de 13 a 19 anos; isso chama muito a atenção - destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A tendência do crescimento da doença entre o público jovem é mundial. Relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, divulgado na última segunda-feira (21), mostra que, apenas em 2010, houve mais de 7.000 novas infecções por dia em todo o mundo, dos quais 34% entre jovens de 15 a 24 anos.


Homens e mulheres

A pesquisa mostrou, ainda, que a diferença entre homens e mulheres infectados é cada vez menor. Em 1989, eram seis homens para cada mulher infectada. Em 2010, a razão é de 1,7 homem para cada mulher.

Na faixa etária acima de 50 anos, a taxa de incidência de Aids em mulheres aumentou quase 76% entre 1998 e 2010 (de 5,8 por 100 mil habitantes para 10,2). Nos homens dessa faixa etária, passou de 14,5 casos por 100 mil habitantes para 18,8 no mesmo período.

Queda em transmissão de mãe para filho

Um dos resultados apontados como consequência de campanhas foi a diminuição da transmissão vertical – quando a mãe infectada passa o vírus para o bebê. Houve uma queda de mais de 40% entre 1998 a 2010, segundo o Ministério.

- O acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal foi fundamental - afirmou o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer.


Relatório aponta que sexo sem proteção entre homens pode reativar epidemia

O sexo sem proteção entre homens e a falta de programas nacionais de prevenção e tratamentos dirigidos estão reativando a epidemia de Aids na América Latina, onde atualmente há 1,5 milhão de infectados com o vírus HIV.

A afirmação aparece na conclusão do relatório sobre a resposta global ao HIV/aids elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o órgão das Nações Unidas para a Aids (Unaids), apresentado nesta quarta-feira em Genebra.

Contrariando uma tendência mundial, que registrou queda de 15% de portadores do HIV nos últimos cinco anos, a América Latina registrou considerável aumento. O número total de portadores passou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão, em 2010.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 13 de 38 - Laço vermelho é colocado em frente à Casa Branca em Washington, nos Estados Unidos, em apoio ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids. No país cerca de 3/4 dos americanos tem o vírus da Aids, mas não tomam os medicamentos, o que aumenta riscos de morte e transmissão da doença Mais Saul Loeb / AFPEsse dado, que aparentemente é negativo, possui outro lado que deve ser exaltado. Além do maior número de contaminados, o relatório evidência aumento de pessoas que receberam tratamento antirretroviral, o que derrubou o número de óbitos em consequência da Aids.

Em 2010, o número de mortes na região foi de 67 mil, quantia inferior aos 83 mil do período entre 2001 e 2003. Neste mesmo período, ocorreu uma queda da incidência do HIV entre os menores de 15 anos: de 47 mil portadores, em 2001, para 42 mil, em 2010.

O relatório mostra ainda queda na taxa de novos infectados, de 6,3 mil anuais para 3,9 mil, e de mortes relacionadas à Aids, que recuou de 4,4 mil para 2,7 mil anuais, entre 2001 e 2010.

Neste contexto de dados positivos, a preocupação da ONU é com a propagação do vírus entre os homens que mantém relações com iguais, grupo em que a prevalência do vírus foi de 10% em nove dos 14 países da região na última década.

As taxas de portadores entre os homens gays chegam a 21% na Bolívia, 19% em regiões como Colômbia e Uruguai, e de 12% em dez cidades do Brasil.


Pelo relatório, os homens gays que fazem sexo sem proteção na América Latina possuem 33% mais possibilidades de contrair o HIV que a média da população masculina.

O problema de contágio não é restrito aos gays, destaca o relatório, isso porque muitos destes homens também mantêm relações sexuais com mulheres de maneira habitual.

Os autores do estudo da ONU denunciaram a escassez de programas nacionais que priorizem a prevenção da doença neste grupo social. O Peru é o único país que dedicou mais de 5% de seu investimento à prevenção nesse grupo.

Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de luta contra o HIV na OMS, assinalou que estes países devem superar o estigma sobre as relações homossexuais com campanhas contra a homofobia, uma medida que já apresentou resultados positivos no México, Brasil e Argentina.

Hirnschall declarou que esse estigma recai sobre os transexuais, um coletivo pouco informado em relação à incidência do HIV. O relatório cita um estudo feito em 13 cidades da Argentina, que revelou taxas alarmantes de incidência do HIV entre os transexuais, já que 34% deste grupo que se prostituem são portadores do vírus.

 
Galera vamos pensar que a AIDS é uma doença séria e que SEMPRE devemos usar camisinha nas relações sexuais. Lembre-se que alguns minutos de prazer sem proteção pode gerar o resto da vida de cuidados e medicamentos diários. USEM CAMISINHA SEMPRE.

Dia Mundial contra a AIDS

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O ator Zachary Quinto tem destaque nos Estados Unidos; interpretou o assassino Sylar em Heroes e o Dr. Spock em Star Trek; mas também faz papeis importantes no teatro (como em Angels in America) e está na série American Horror Story. Ele acaba de assumir-se gay em entrevista para a revista New York. E o motivo é dos mais nobres: ainda que a imprensa sempre tenha desconfiado do rapaz, ela nunca o pressionou. Ele se assumiu por livre e espôntanea vontade depois que o adolescente gay Jamie Rodemeyer se suicidou por não aguentar mais o bullying homofóbico que sofria. Para Zachary, adultos gays (em especial os mais famosos) devem se assumir para mostrar a esses adolescentes que tudo melhora quando adulto. É o que ele fez.

A frase reveladora foi dada quando Zachary falava de seu papel na peça Angels in America, em que intepreta um gay.

- Foi a coisa mais desafiadora que fiz como ator e a mais recompensadora. Ao mesmo tempo, como um homem gay, isso me fez sentir que ainda há muito trabalho a fazer, e ainda muitas coisas que eu preciso buscar - declarou.

Depois de a revista com a informação de que Zachary é gay, ele mesmo publicou um texto muito sensível em seu blog. A gente reproduz ele na íntegra abaixo (traduzido e no original em inglês).
"quando eu descobri que jamey rodemeyer se matou - eu senti profundamente perturbado. mas quando eu descobri que jamey rodemeyer tinha feito um vídeo antes de tirar sua própria vida - eu senti desespero indescritível. eu também fiz um vídeo para a campanha 'its get better" ano passado - na sequência da trágica e sem sentido de suicídios de adolescentes gay que estavam varrendo a nação na época. mas à luz da morte de jamey - eu percebi em um instante que viver uma vida gay, sem reconhecer publicamente simplesmente não é suficiente para fazer qualquer contribuição significativa para o imenso trabalho que temos pela frente no caminho para a completa igualdade. nossa sociedade precisa reconhecer o impulso irrefreável em direção a igualdade civil inequívoca para cada cidadão gay, lésbica bissexuais e transgêneros do país. crianças gays precisam parar de se matar, porque eles sentem-se inúteis pelo cruel e implacável bullying. os pais precisam ensinar seus filhos os princípios de respeito e aceitação. estamos testemunhando uma enorme mudança de consciência coletiva em todo o mundo. estamos no precipício da grande transformação dentro de nossa cultura e do governo. eu acredito no poder da intenção de mudar a paisagem da nossa sociedade - e é minha intenção de viver uma autêntica vida de compaixão e integridade e ação. a vida de jamey rodemeyer mudou a minha. e o fato de sua morte só me faz desejar que eu tivesse feito isso antes - eu sou eternamente grato a ele por ser o catalisador para a mudança dentro de mim. agora eu só posso esperar para servir como catalisador para outros deste mundo. que - eu acredito - é tudo o que podemos fazer de nós mesmos e uns dos outros."

"when i found out that jamey rodemeyer killed himself - i felt deeply troubled. but when i found out that jamey rodemeyer had made an it gets better video only months before taking his own life - i felt indescribable despair. i also made an it gets better video last year - in the wake of the senseless and tragic gay teen suicides that were sweeping the nation at the time. but in light of jamey's death - it became clear to me in an instant that living a gay life without publicly acknowledging it - is simply not enough to make any significant contribution to the immense work that lies ahead on the road to complete equality. our society needs to recognize the unstoppable momentum toward unequivocal civil equality for every gay lesbian bisexual and transgendered citizen of this country. gay kids need to stop killing themselves because they are made to feel worthless by cruel and relentless bullying. parents need to teach their children principles of respect and acceptance. we are witnessing an enormous shift of collective consciousness throughout the world. we are at the precipice of great transformation within our culture and government. i believe in the power of intention to change the landscape of our society - and it is my intention to live an authentic life of compassion and integrity and action. jamey rodemeyer's life changed mine. and while his death only makes me wish that i had done this sooner - i am eternally grateful to him for being the catalyst for change within me. now i can only hope to serve as the same catalyst for even one other person in this world. that - i believe - is all that we can ask of ourselves and of each other."

Zachary Quinto, de Star Trek e Heroes, assume-gay gay


Amigos assumidos, os lutadores Anderson Silva e Rodrigo Minotauro viraram mote de uma campanha contra a homofobia. A ação traz uma foto em que os brasileiros aparecem se beijando.

A campanha ganhou força no Facebook e logo muitos usuários começaram a compartilhar a imagem de Anderson Silva beijando Minotauro.

Além da imagem, a campanha ainda traz a frase “Homofóbico, vai lá e chama de veado”.

Beijo de Anderson Silva em Minotauro vira campanha contra homofobia no Facebook

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos.

- Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar - contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

- Ninguém quer morrer - disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário - Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo.

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

- Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida -disse, em entrevista ao "New York Times".

Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

- Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas - afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou.

- Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido.

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple.

- Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou - afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Morre Steve Jobs

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A pacificação de comunidades do Rio de Janeiro criou uma nova profissão: a de ex-traficante. Moradores do Complexo do Alemão e com passagem pelo tráfico, Diego da Silva, o Mister M, e J Vitorino são dois exemplos dessa nova realidade. Ajudados pelo AfroReggae, eles aprenderam novos ofícios, sonham com uma nova vida, mas enfrentam desconfiança de muita gente, principalmente de autoridades policiais, que acham que tudo não passa de encenação. Mas, vida que segue. Diego e J. Vitorino querem seguir carreira de modelo e fazem uma pré-estreia especial na Retratos.

Diego, de 26 anos, está aprendendo a editar vídeos. Com 75 kg distribuídos em 1m85, o ex-traficante é a nova promessa das passarelas após ter caído nas graças de Rony Meisler, dono da Reserva. Ele vestia uma camisa pólo da grife quando foi levado para a delegacia pela mãe:

- As pessoas diziam: 'Menino sai dessa vida'. Sempre ouvi elogios sobre o meu rosto e o jeito de andar. Para nós que vivemos na favela, sem sonhos, é uma alegria.

J Vitorino, de 25 anos, trabalha hoje como cinegrafista do programa "Conexões urbanas". Numa das reportagens, ele pulou para a frente das câmeras e chegou a dividir um rap com o senador Eduardo Suplicy.

- A profissão de modelo para mim é nova, mas sempre gostei de fotografar - conta Vitorino, de 1, 84m e 74kg, que completa - Essa oportunidade serve de motivação não só para mim como para outros tantos jovens que sonham em mudar de vida.








Ex-Traficantes tentam nova vida como modelos

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cientistas encontraram um gene cuja ausência provoca a aneuploidia – uma anomalia ligada ao surgimento o câncer. Essa anomalia consiste na mudança do número normal de cromossomos no núcleo de algumas células. A não ser nos casos em que o indivíduo tem alguma síndrome específica, as células humanas têm 46 cromossomos cada – exceto espermatozoides e óvulos, que têm 23.

A pesquisa publicada pela revista Science detectou que 20% das amostras de câncer no cérebro (glioblastoma multiforme), na pele (melanoma maligno) e nos ossos (sarcoma de Ewing) não produziam a proteína STAG2, por consequência de alguma mutação num gene com o mesmo nome.

Durante a divisão celular, esse gene é responsável pela separação de cromossomos repetidos. Dessa forma, a ausência do gene aumenta as chances de que as células resultantes da divisão tenham um número irregular de cromossomos. Essas células têm potencial para desenvolver o câncer.

- Há tempos, os cientistas têm buscado a base genética para a aneuploidia nas células cancerosas, e nosso estudo traz uma percepção substancialmente nova para esse processo - afirmou Todd Waldman, um dos cientistas envolvidos na pesquisa - Nos cânceres que estudamos, mutações no STAG2 parecem ser o primeiro passo para a transformação de uma célula normal numa célula cancerosa - prosseguiu - Agora, estamos vendo se o STAG2 pode sofrer mutações na mama, no colo, no pulmão e em outros cânceres comuns nos seres humanos.

Cientistas descobrem gene relacionado ao surgimento do câncer

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Depois de confusão em show em Recife, Luan Santana resolveu doar o cachê de 300 mil para algumas instituições de caridade da cidade. O cantor, que se apresentou no evento “O Maior Show do Mundo”, no último sábado, 30, teve alguns problemas e chegou horas atrasado, o que resultou na mudança na programação do evento.

Segundo a assessoria do cantor, Luan chegou atrasado, pois teve problemas com o avião.

- Ele não fez propositalmente. Infelizmente teve um problema técnico no avião particular e o piloto teve que fazer um pouso de emergência e só conseguiu voar novamente algumas horas depois - contou Dagmar Alba, assessora do Luan.

Ainda de acordo com Dagmar, a ideia de doar o cachê de 300 mil partiu do próprio cantor.

- Luan resolveu doar o dinheiro e dividir entre dez instituições de Recife em respeito aos fãs que aguardaram pacientemente a chegada dele. O próprio Luan vai entregar pessoalmente os cheques no próximo dia 10 de agosto - contou.

A assessoria contou também que o show reduzido foi uma imposição da produção do evento.

- Ele foi preparado para fazer o show completo que dura uma hora e meia. Mas, a produção disse que ele só poderia cantar por 40 minutos. Mesmo assim, Luan esperou até o fim e depois subiu ao palco no show da Ivete, que também foi uma das atrações do evento, e cantou mais três músicas com ela - finalizou Dagmar.

Luan Santana decide doar cachê de R$ 300 mil do show em que chegou atrasado

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A política de estabelecer uma mistura de raças europeias, asiáticas e africanas em países como o Brasil se provou “catastrófica” e resultou em altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas.

A teoria sobre o país está numa das páginas do manifesto atribuído a Andrew Behring Breivik, o norueguês de 32 anos que assumiu a autoria dos atentados que mataram ao menos 76 pessoas em Oslo, na última sexta (22).

Para o autor do documento, que tem ligações com a extrema-direita norueguesa, o “Brasil vem se estabelecendo como o segundo país do mundo com o menor nível de igualdade social". O texto não cita qual seria o primeiro.

“Os resultados são evidentes e se manifestam num alto nível de corrupção, falta de produtividade e um eterno conflito entre várias ‘culturas’ competindo, enquanto a miríade de ‘sub-tribos’ criadas (preto, mulato, mestiço, branco) paralisa qualquer esperança de sequer alcançar o mesmo nível de produtividade e igualdade de, por exemplo, Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão”, diz o texto do terrorista de extrema-direita na página 1.153.

Observando a falta de igualdade social no Brasil e a média de produtividade do brasileiro, continua o texto, “é evidente que uma abordagem similar na Europa seria devastadora e um atraso para as nações (...)”.

Intitulado “A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083), o manifesto, que leva a assinatura "Andrew Berwick" na capa, foi publicado na internet apenas horas antes do massacre no país. Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

As afirmações que relacionam raça e produtividades estão no trecho em que o autor trata das “razões por trás da oposição conservador à mistura de raças e adoção de não-europeus”. Em outro trecho, na página 1.161, o texto volta a citar o Brasil como exemplo de desigualdade social.

“(...) Um país que tem culturas que competem entre si vai acabar se dividindo internamente ou, a longo prazo, vai terminar como um lugar permanentemente disfuncional como o Brasil e outros países semelhantes”, diz. “Quando você acrescenta o Islã a esta mistura, o pior cenário muda de um país disfuncional para o fracasso total; a sharia [lei islâmica] e disputa entre povos”.

Acidente em Goiânia

Há pelo menos 12 referências aos termos “Brasil” ou “brasileiro” no documento, nem todas com o mesmo teor. No trecho em que trata sobre a fabricação de bombas, o autor cita o acidente radioativo com o césio 137 em Goiânia, que deixou centenas de mortos em 1987. “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”, alerta na página 1.060.

Na página 1.287, o texto cita o Brasil em meio a países que se tornaram independentes com “golpes de estado sem sangue”. “Em 1889, o Brasil se tornou uma república via um golpe de estado sem sangue.” Em outra menção, o país está numa lista de nações que sofreram intervenções dos Estados Unidos. A anotação cita o ano de 1964 ao lado de “Acesso do comunismo a recursos e trabalhadores pobres”.

Atirador norueguês diz que mistura de raças do Brasil é 'catastrófica'

sexta-feira, 15 de julho de 2011







O dia é do homem,mas quem ganha o presente são as mulheres. Veja a seguir uma seleção de fotos dos melhores abdomens do mundo artistico.



















Dia do Homem - Veja os melhores abdomens dos artistas

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Juizado de Menores de Indiana, nos Estados Unidos, divulgou cartas escritas pelo menino Christian Choate, de 13 anos - encontrado morto no mês passado -, em que ele descreve o abuso que sofreu e como vivia trancado em uma jaula de cachorro.

Christian teria morrido em 2009, após ter sido espancado e ter sofrido uma fratura no crânio, segundo a autópsia. Seu corpo só foi encontrado em maio deste ano, coberto de cimento em uma cova rasa, depois que a polícia recebeu uma denúncia.

O pai do menino, Riley Choate, e a madrasta, Kimberley Kubina, foram acusados de uma série de crimes relacionados à morte de Christian, incluindo assassinato, espancamento, cárcere privado, obstrução de justiça e negligência.

Agora, documentos divulgados pelo Juizado de Menores de Indiana mostram que a vida do menino foi marcada por abuso físico e sexual, de acordo com informações divulgadas pelo jornal Northwest Indiana Times.

"Cartas do cárcere"

Em cartas que ele escreveu em seu último ano de vida, Christian conta como as outras crianças da casa - cerca de dez no total, entre filhos e sobrinhos do casal - brincavam do lado de fora, enquanto ele ficava confinado em uma jaula de cachorro.

O menino foi descrito pelo juizado como uma criança "triste e deprimida, que sempre ficava imaginando quando alguém, qualquer um, viria checar se ele estava bem e dar a ele comida e bebida". Christian também dizia que queria morrer.

Em uma das cartas, ele contava que ele era "solto" para limpar a casa ou passar o aspirador de pó, mas tinha que voltar para a jaula imediatamente depois de terminar as tarefas.

Outras cartas pareciam ser "trabalhos" passados a ele pela madrasta, que escrevia no alto da página perguntas como "Por que você não consegue esquecer o passado?" e "Por que você ainda quer ver sua mãe?"

A mãe de Christian, Aimee Eriks Estrada, perdeu a guarda de Christian e da irmã Christina em 2005, após acusações de que ela ou seu namorado estaria molestando Christian e outras crianças.

Não está claro nos documentos do Juizado de Menores por que o pai, Riley Choate, ficou com a guarda dos filhos, já que ele já havia sido intimado por "disciplina inapropriada" após ter abusado fisicamente de sobrinhas de sua mulher que viviam com ele, em 2004.

As meninas teriam passado mais de três meses com famílias adotivas, mas voltaram a viver com Choates e Kubina em dezembro do mesmo ano.

Denúncias

Nos anos em que as crianças viveram com o pai, o Juizado de Menores teria recebido uma série de denúncias envolvendo o casal. Uma delas, feita em 2008, dizia que havia pelo menos dez crianças morando com o casal, umas delas em "cárcere privado" por ter molestado outra criança.

Após uma visita à família, as alegações foram consideradas "infundadas".

Em março de 2008, Christian também teria contado a um pediatra que estava sendo trancado à noite, segundo fichas médicas.

O Juizado de Menores não tem nenhum registro de que o médico tenha comunicado a denúncia.

Em uma noite de abril de 2009, o pai teria espancado Christian e levado o menino desacordado para sua jaula. Na manhã seguinte, sua irmã Christina o encontrou morto.

Investigadores locais e estaduais estão agora tentando determinar como e por que o sistema fracassou em descobrir o abuso sofrido por Christian Choate.

Menino que morreu após ser preso em jaula pelo pai descreveu abuso em cartas

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Polícia Civil prendeu um homem de 32 anos suspeito de engravidar uma criança de 11 anos na comunidade Vila São Fabiano, localizada no município de Porto Esperidião, a 326 quilômetros de Cuiabá. De acordo com informações da polícia, a menina está grávida de três meses e mantinha relacionamento com o suspeito, que é viúvo, há quatro meses.

A polícia também revelou que a mãe da criança teria autorizado o relacionamento, inclusive a gravidez da menor. O suspeito de ter engravidado a menina já foi indiciado por estupro de vulnerável e só não foi mantido preso porque ele foi encontrado pela polícia após o período de flagrante.

O crime foi denunciado pelo Conselho Tutelar da cidade. Em depoimento à polícia, a mãe da criança disse que consentiu o relacionamento da filha com o viúvo, por questão de tradição, já que a família é remanescente da tribo dos chiquitanos.

A adolescente já foi submetida a exames preliminares de conjunção carnal. Os exames foram realizados em Cáceres. De acordo com a polícia, a menina já foi encaminhada à residência da família.

A Polícia Civil de Porto Esperidião disse que apenas neste ano registrou três casos de gravidez de crianças na comunidade indígena e que só pode atuar após receber denúncia.

Tradição

Procurado, o representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em Mato Grosso, Gilberto Vieira dos Santos informou que a gravidez na infância não é cultural do povo chiquitano.

- A gente sabe que eles se casam mais cedo, mas não é uma prática cultural e nem algo frequente deste povo - atesta Gilberto dos Santos.

O representante do Cimi, ainda disse que o povo chiquitano sofre muita pressão na região desde que se autodeclarou indígena. Eles lutam por demarcação das terras.

As investigações continuam em sigilo para preservar a vítima. O inquérito será concluído após a inclusão de um exame psicológico da vítima. Ela deverá passar por acompanhamento psicológico.

Preso suspeito de estuprar e engravidar criança de 11 anos em MT

quarta-feira, 22 de junho de 2011



Foi inaugurada nesta quarta-feira (22) a nova iluminação da Igreja da Candelária, no Centro do Rio. A igreja estava linda, os cariocas agradecem.

Segundo a prefeitura, os 278 projetores que iluminam o prédio, calçada e arredores da Praça Pio X foram reformulados. Postes ao redor também receberam novas luminárias. Outros 149 pontos de luz foram distribuídos na igreja e na calçada para realçar os detalhes arquitetônicos da construção.

Inaugurada nova iluminação da Igreja da Candelária, no Centro do Rio