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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pai se passa por paciente e prende homem que usava o nome do seu filho

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A Polícia Civil de Sergipe prendeu nesta segunda-feira (17) o baiano Elvio Silvio Rocha da Silva, 34, por exercício ilegal da medicina. Ele atendia em um hospital beneficente na cidade de Lagarto, a 76 km de Aracaju. Elvio foi preso utilizando um registro profissional do médico acupunturista Orlando Costa Tavares, que trabalha na cidade de Camaçari (BA).

Élvio começou a trabalhar como clínico geral do hospital local há cerca de um mês. A polícia apurou que o acusado atendia em quatro cidades de Sergipe e Bahia, mas ainda não sabe dizer há quanto tempo ele exercia ilegalmente a profissão.

A farsa foi descoberta por Jacilando Tavares, pai do médico que Élvio fingia ser. O acusado decidiu comprar um carro usando o nome do médico verdadeiro. A financeira telefonou para números de familiares para confirmação de endereços, entre outras informações, do comprador do veículo.

Jacilando ficou desconfiado do interesse do filho em comprar um carro e resolveu investigar. Fingindo ser paciente, foi até o hospital se consultar com o "filho". Após confirmar a farsa, Jacilando registrou denúncia na delegacia regional.

O delegado Ademir da Silva informou que Élvio chegou a cursar medicina em Buenos Aires, mas como o curso não tinha validade no Brasil, desistiu dos estudos. A polícia apura se o acusado também exerceu a profissão ilegalmente em São Paulo, já que ele revelou ter feito um curso técnico de enfermagem.

A polícia apreendeu receituários, medicamentos e o carimbo falso que também era utilizado por Elvio. Também foi apreendida uma agenda com contatos de outros hospitais. Ele confessou para a polícia que chegou a realizar uma cirurgia de hemorróida em um aposentado de uma cidade sergipana.

- Ele utilizava o registro do CRM além de todos os documentos do médico - explicou o delegado.

O acusado será indiciado pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documentação falsa e exercício ilegal da Medicina.

Uma moradora da cidade baiana de Rio Real, a 202 km de Salvador, informou a polícia que Élvio trabalhou por cerca de três anos como enfermeiro obstetra no hospital municipal.

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