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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Universitário nega ter assassinado travesti

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O estudante de direito e lutador de jiu-jitsu, Leonardo Loeser de Oliveira, de 27 anos, nega participação na morte do travesti encontrado dentro de sua casa, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, na manhã de domingo (23). Segundo a delegada adjunta da Divisão de Homicídios, Tatiana Queiroz, o suspeito dá três diferentes versões para os arranhões no antebraço e diz não saber como o corpo foi parar na residência. Chamados por vizinhos, os policiais chegaram no momento em que Leonardo tentava queimar o corpo do travesti. Ele foi preso em flagrante.

- Primeiro ele diz que tinha brigado com um amigo, depois fala que foi lutando jiu-jitsu, por último, conta que se machucou capinando o quintal. O amigo nega a versão de Leonardo e diz que o suspeito mantinha relações com outro travesti da região - relatou a delegada.

Ainda segundo Tatiana, a polícia foi a casa do outro travesti e constatou que ele está vivo.

- Acreditamos que Leonardo conheceu sua vítima na Lapa, na noite de sábado. Estamos investigando se ouve ameaça ou extorsão por parte do travesti - explicou.

Apesar de idoso, o pai do suspeito também foi ouvido pela polícia.

- Ele está mais chocado com o fato do filho manter relações homossexuais do que com o crime - afirmou a delegada. - Já afastamos a hipótese de crime homofóbico já que a vítima mantinha relações com pessoas do mesmo sexo - completou.

Vizinho diz que suspeito estava alterado

Tatiana Queiroz também não descarta a possibilidade de Leonardo estar sob o efeito de crack no momento do crime:

- Um vizinho disse que ele estava alterado e que havia trancado os estudos por causa da droga.

A delegada relata que a vítima ainda não foi identificada e pede que familiares de pessoas desaparecidas registrem queixa na delegacia mais próxima de suas casas para ajudar nas investigações.

Leonardo Loeser de Oliveira será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, tentativa de ocultação de cadáver e porte de munição, com pena de 12 a 30 anos de prisão.

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