MENU

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mortalidade de cães na Suipa chega a 99%, segundo MP

with 0 comentários
Uma vistoria após uma denúncia de maus-tratos a animais na sede da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) levou o Ministério Público do Rio a investigar desvio de verbas na unidade, que arrecadou R$ 12 milhões só nos últimos dois anos. Mesmo com a receita, cães vivem sem condições de higiene, alguns em gaiolas e com a mortalidade chegando a 99%, segundo dados da própria ONG enviados ao MP.

Esses mesmos dados mostram que a receita da Suípa em 2008 foi de R$ 5,8 milhões e R$ 6,4 milhões no ano passado. O MP agora quer o detalhamento dos gastos que ultrapassaram o valor, fazendo com que a ONG fechasse 2009 com um déficit de mais de R$ 1 milhão. Segundo o MP, a presidente Izabel Nascimento sacou em apenas dois dias, R$ 324 mil da conta da entidade.

A versão da Suipa

Em entrevista ao G1, Izabel Nascimento confirmou que a mortalidade é alta e que o espaço é pequeno no local para a grande demanda de animais que chegam todos os dias. Segundo ela, cerca de 60 animais dão entrada no local todos os dias, somando cerca de 1.800 por mês.

- Maus-tratos é deixar os animais com fome, bater nos animais. Se existe isso, porque os 30 veterinários que trabalham aqui seriam coniventes? Se eles (os promotores do MP) constataram isso aqui, porque não recolheram os animais?. Maltratados eles chegam aqui, subnutridos, com ferimentos graves, até com tiros e é natural, pelas condições que chegam, que a mortalidade seja alta - conta a presidente da Suipa.

Segundo ela, no dia seguinte à vistoria, a ONG entregou um balanço dos últimos cinco anos ao MP.

- A gente precisa de espaço e de verba. A promotora tem que provar que a gente sumiu com esse dinheiro. O MP teve em novembro uma ação civil pública que exigiu que o prefeito fizesse um espaço maior e a prefeitura já tem até o projeto dos canis. No Rio, não outra instituição para receber animais, nem mesmo a prefeitura - pondera Izabel.

Cães são queimados, dizem funcionários

A vistoria do MP contou com o reforço de dois veterinários do Centro municipal de Controle de Zoonoses, dois biólogos do Grupo de Apoio técnico (GAT) e de equipes do Batalhão Florestal da Polícia Militar. Empregados da ONG afirmaram que diariamente animais mortos são queimados num forno crematório no fundo do canil.

Ainda segundo o MP, durante a vistoria, a presidente da unidade chegou a dizer que havia 5 mil cães no local, mas depois corrigiu o número para 2.800. No local, os promotores ouviram de alguns funcionários que a contagem de animais só é feita uma vez por semestre e que o número costuma ser superestimado para justificar os gastos.

0 comentários:

Postar um comentário