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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Record renova sua teledramaturgia usando velha fórmula em 'Ribeirão do Tempo'

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Quem acompanhou o sucesso de novelas como O Bem Amado (1973), Roque Santeiro (1975) e Tieta (1990) vai curtir Ribeirão do Tempo, novela de Marcílio Moraes que estreou no último dia 18, na Record.

O folhetim é uma espécie de compilação de tramas que tem, sobretudo, o cotidiano de pessoas comuns em foco.

Para Claudino Mayer, pesquisador de teledramaturgia pela USP (Universidade de São Paulo), a ideia é boa e, mesmo que seja uma fórmula já testada por outros autores em outros folhetins, a história não envelhece graças à simpatia que garante do público.

Em uma cidade pequena, interiorana, há uma luta para proteger o meio ambiente contra um poderoso grupo econômico que chega e assusta a todos na cidade. Essa é a base de Ribeirão do Tempo e é daí que se desenvolvem os conflitos.

- A produção tem qualidades. No início, achei que era uma trama feita para a família por conta dessas tramas com pessoas simples de cidade do interior. Imaginei, primeiramente, que os telespectadores gostariam de se ver retratados nesses personagens. Por outro lado, a novela aposta em uma linguagem cheia de ironias. Parece que nada é levado a sério. Talvez tenhamos aí um ponto negativo.

Mas, apesar disso, a qualidade cenográfica chama muita atenção e pode ajudar a conquistar o público.

- Percebe-se que a Record investiu muito nesse cenário e na produção. O fato é que o visual está muito bonito e isso também é importante para cativar o público. Outra coisa muito favorável é usar a natureza como cenário, porque traz a trama para mais perto da realidade.

A primeira semana da novela também deixou a marca do suspense. Muita coisa foi revelada, mas outras, logo em seguida, ficaram no ar, com rapidez de diálogos e acontecimentos.

No elenco, Caio Junqueira mostrou que está mais do que pronto para viver um protagonista. Já Bianca Rinaldi ainda não convenceu na pele da vilã Arminda, na opinião do estudioso.

- Eu não gostei muito nesse início. Acho que ela tem qualidade e pode fazer muito melhor. Parece que ela está um pouco engessada, mas a primeira semana ainda é pouco para falar. A personagem ainda está em construção.

Dentre os prós e contras, Claudino Mayer analisa que, com esta novela, a Record pode ter chegado a um padrão a seguir.

- Acho que nesta novela está nascendo um novo padrão de qualidade da Record com um estilo e uma identidade peculiar e uma nova maneira de se fazer novela na emissora. A [emissora de] TV está trazendo tudo de forma natural e alcançando a proposta definida.

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