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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Hoje é o Dia Mundial Contra a Aids. E por conta disso foram divulgados muitos estudos sobre a doença. São inúmeras as reportagens que abordam desde os grupos que estão sob maior risco de contágio até as medidas que cada país está tomando para conter o avanço do número de casos.

Abaixo está o vídeo que a emissora BBC disponibilizou para esse dia tão importante


Vaticano se manifesta

O Vaticano pediu, esta quinta-feira (1), acesso às terapias contra a Aids para "todas as camadas da sociedade" e defendeu novamente a "abstinência" e a "fidelidade conjugal" como métodos para evitar o contágio.

Em mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial contra a Aids, o Conselho Pontifício para a Saúde reconheceu que muitas vítimas que morreram devido à doença teriam podido se salvar "se tivessem tido um tratamento adequado, como o conhecido como terapia antiretroviral".

Na mensagem, a Igreja católica pede acesso "universal" aos tratamentos para "todos os povos e para todas as camadas sociais".

O comunicado, assinado pelo arcebispo Zygmunt Zimowski, presidente do conselho pontifício, também pede para promover "a prevenção da transmissão de mãe para filho e a educação para estilos de vida que incluam uma abordagem correta e responsável da sexualidade".

- Este também é um momento privilegiado para relançar a luta contra o preconceito social - acrescentou.

Calcula-se que 1.800.000 pessoas tenham morrido a cada ano vítimas da Aids, principalmente na África, o continente mais castigado pela doença e onde vivem 22,9 dos 34 milhões de contaminados no mundo.

- Não se justifica mais a transmissão da infecção de mães para filhos - afirmou o representante do Vaticano.

Para a hieraquia da Igreja, "continua sendo fundamental a formação e a educação de todos e, em particular, das novas gerações, a uma sexualidade baseada em 'uma antropologia ancorada no direito natural e iluminada pela Palavra de Deus'", destacou o texto.

- A Igreja pede um estilo de vida que privilegie a abstinência, a fidelidade conjugal e o repúdio à promiscuidade sexual (...) para conseguir um desenvolvimento integral da pessoa - reiterou a nota.

A Igreja, mais do que condenar o uso do preservativo como método de prevenção, o que é rejeitado por organizações internacionais e humanitárias, exige "uma resposta médica e farmacêutica", ao mesmo tempo em que reconhece que se trata de um problema "antes de mais nada ético", segundo a "Exortação Apostólica" para a África assinada em novembro passado pelo papa Bento XVI.

O tema gerou discussão, sobretudo depois que em 2009, durante sua primeira viagem à África, o Papa rejeitou o uso do preservativo para lutar contra a Aids porque "agrava o problema", gerando uma chuva de reações negativas de vários países.


No ano passado, Bento XVI surpreendeu ao aceitar o uso de preservativos tanto por mulheres quanto por homens para evitar a propagação da Aids através da prostituição, em um livro entrevista apresentado oficialmente no Vaticano.

A abertura do Papa ao uso do preservativo "em certos casos", embora não questione sua proibição na doutrina da Igreja, foi um passo importante.

China alerta

A China comemorou nesta quinta-feira (1) com diversas atividades públicas o Dia Internacional da Aids, e as autoridades de saúde estatais aproveitaram para alertar sobre o rápido aumento do vírus HIV em uma faixa etária que até o momento não havia recebido muita atenção, a terceira idade.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 21 de 38 - Mulher coloca preservativo em quadro durante evento de conscientização no Dia Mundial de Luta contra Aids em Seoul, Coreia do Sul Mais AP Photo/Lee Jin-manSegundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, publicado em ocasião do Dia Mundial da Aids, o número de soropositivos acima dos 60 anos no país subiu de 483 em 2005 para 3031 em 2010, representando 8,9% do total, quando há meia década eram 2,2%.

De acordo com o responsável de prevenção da Aids da instituição, Wu Zunyou, entrevistado pela agência oficial "Xinhua", muitos idosos que contraem a Aids são homens aposentados, muitos deles viúvos, que recorrem à prostituição e não usam preservativos.

- Devido à melhora das condições de vida e de saúde pública, o período de atividade sexual dos idosos se prolongou, o que fez com que a terceira idade se consolidasse como grupo de risco - explicou Wu.

Números do Ministério da Saúde chinês indicam que no país há 780 mil soropositivos, dos quais 154 mil desenvolveram a doença. Neste ano, as mortes por Aids subirão para 28 mil no país, o que representa uma redução de 60% em relação a 2010.

As próprias autoridades reconhecem, no entanto, que os números oficiais podem ser muito menores que os reais - organizações internacionais falam de milhões de infectados na China - já que devido ao desconhecimento da doença, muitas pessoas são portadoras do HIV e não sabem, e em algumas regiões, principalmente as rurais, a doença é um tabu que alguns escondem.

Cerca de 60% dos casos na China são transmitidos por relações sexuais - as autoridades continuam indicando os homossexuais como um grupo de alto risco -, com progressiva queda de contágios por consumo de drogas e transfusões realizadas de forma inadequada (principal causa do aumento do vírus nos anos 1980 e 1990).

O diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, ressaltou em entrevista à "Xinhua" que a China apresentou bons progressos na redução dos casos de Aids entre o grupo dos consumidores de drogas, e que é nessa área que a comunidade internacional pode prestar maior colaboração.

Já os especialistas locais afirmam que o país pode ajudar com as pesquisas que faz para usar a milenar medicina tradicional chinesa no tratamento de pacientes.

Com esse objetivo, foi criado em 2004 um Centro de Tratamento e Prevenção da Aids com medicina tradicional chinesa, que tratou 17 mil pacientes e também realizou programas na África Ocidental, uma das regiões do mundo mais castigadas pela doença.

- A medicina tradicional chinesa teve um papel muito importante em aliviar sintomas (da Aids) como febre, fadiga, tosse e perda de apetite - afirmou o subdiretor do centro, Wang Jian, que defende que o desenvolvimento das células infectadas nos pacientes tratados é mais lento.

Verbas paradas em Pernambuco

Estão parados cerca de R$ 8 milhões em verbas do Ministério da Saúde que deveriam ser utilizados em ações de prevenção e controle do HIV/Aids em Pernambuco, segundo a ONG Gestos (Soropositividade, Comunicação e Gênero). De acordo a ONG, o Estado é o que possui, proporcionalmente, maior incidência da doença no Nordeste, com 18 mil casos.

A Coordenadora de Políticas Estratégicas da Gestos, Alessandra Nilo, diz que apenas 63,76% dos R$ 37,5 milhões, repassados à Pernambuco desde o início do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS foram utilizados. A taxa é a menor do Nordeste, em Alagoas, por exemplo, 99,88% dessa verba foi movimentada. A denúncia se baseia em informações disponíveis no próprio site do Ministério da Saúde.

- Essa situação é um absurdo. Os recursos destinados à prevenção no país caíram em torno de 50% em relação ao que se utiliza para o tratamento da doença. Mas a questão que mais preocupa, é que hoje em dia, os Estados e municípios recebem recursos e não utilizam, o que mostra que a AIDS saiu do patamar de prioridades do Governo - afirmou a coordenadora da ONG.

Para o coordenador do programa estadual DST/Aids, François Figueiroa, a “burocracia” para o uso do dinheiro público é o principal motivo para explicar o dinheiro acumulado nos cofres do Estado.

Segundo ele, atualmente há 17 projetos voltados para prevenção, assistência jurídica e tratamento do HIV/Aids em Pernambuco.

- Esses números são apenas uma fotografia do momento, o que não significa que ele esteja parado, mas sim em processo de uso - garantiu Figueiroa.

No Brasil, R$ 140,3 milhões repassados até agosto desse ano pelo Ministério da Saúde para os Planos de Ações e Metas estão parados nas contas dos Fundos Estaduais e Municipais do país.

Brasil apresenta bons resultados na luta contra a Aids

Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra Aids. No Brasil, cerca de 600 mil pessoas estão infectadas com o vírus HIV, mas nem todos desenvolveram a doença. Em média, a pessoa infectada demora entre oito e 10 anos para começar a desenvolver os sintomas da Aids.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento antirretroviral gratuito, atendendo hoje cerca de 97% dos brasileiros diagnosticados como portadores do vírus e da doença, e, segundo o Ministério da Saúde, a epidemia tem se mantido estável nos últimos anos. Os dados são positivos, já que no caso da infecção vertical (de mãe para filho), por exemplo, houve uma diminuição de 41% nos casos de 1998 a 2010.

Nesse ano, o Brasil passou a integrar a Rede Global HIV Drug Resistance Network (HIVResnet), da Organização Mundial da Saúde (OMS), com a certificação do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz. Com isso, o país passa a ser considerado Centro de Referência em Resistência à Aids, sendo o primeiro país da América do Sul e o segundo da América Latina credenciado na Rede.

Cresce contágio entre homossexuais e mulheres jovens

A prevalência da Aids no Brasil se mantém estável, mas o aumento dos casos em grupos específicos, como o de jovens homossexuais e de mulheres de 13 a 19 anos, é motivo de preocupação, como mostram os dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde. Essas populações são o foco da campanha que o governo lança no dia 1º, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

O levantamento mostra que há 630 mil pessoas com Aids no país - o que equivale a cerca de 0,6% da população. Entre 2009 e 2010, o número de casos novos notificados teve leve redução, de 18.8/100 mil habitantes para 17,9/100 mil habitantes. Outra boa notícia é a redução da taxa de mortalidade: em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas, uma queda de 17%.


Gays e garotas

Para alguns grupos específicos, no entanto, a incidência aumentou. Entre jovens homossexuais, passou de 24,3 casos por 100 mil habitantes para 26,9.

A prevalência da doença entre os jovens gays de 18 a 24 anos, hoje, é de 4,3%. Segundo a pesquisa, a chance de um rapaz homossexual estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior em relação aos jovens em geral.

O aumento dos casos em garotas de 13 a 19 anos é outro ponto que preocupa o Ministério da Saúde. Esse grupo foi o único no qual as mulheres ultrapassaram os homens no ano passado (2,9 casos contra 2,5 por 100 mil habitantes).

- O maior aumento (em termos de vulnerabilidade) foi entre jovens gays, jovens travestis e mulheres de 13 a 19 anos; isso chama muito a atenção - destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A tendência do crescimento da doença entre o público jovem é mundial. Relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, divulgado na última segunda-feira (21), mostra que, apenas em 2010, houve mais de 7.000 novas infecções por dia em todo o mundo, dos quais 34% entre jovens de 15 a 24 anos.


Homens e mulheres

A pesquisa mostrou, ainda, que a diferença entre homens e mulheres infectados é cada vez menor. Em 1989, eram seis homens para cada mulher infectada. Em 2010, a razão é de 1,7 homem para cada mulher.

Na faixa etária acima de 50 anos, a taxa de incidência de Aids em mulheres aumentou quase 76% entre 1998 e 2010 (de 5,8 por 100 mil habitantes para 10,2). Nos homens dessa faixa etária, passou de 14,5 casos por 100 mil habitantes para 18,8 no mesmo período.

Queda em transmissão de mãe para filho

Um dos resultados apontados como consequência de campanhas foi a diminuição da transmissão vertical – quando a mãe infectada passa o vírus para o bebê. Houve uma queda de mais de 40% entre 1998 a 2010, segundo o Ministério.

- O acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal foi fundamental - afirmou o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer.


Relatório aponta que sexo sem proteção entre homens pode reativar epidemia

O sexo sem proteção entre homens e a falta de programas nacionais de prevenção e tratamentos dirigidos estão reativando a epidemia de Aids na América Latina, onde atualmente há 1,5 milhão de infectados com o vírus HIV.

A afirmação aparece na conclusão do relatório sobre a resposta global ao HIV/aids elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o órgão das Nações Unidas para a Aids (Unaids), apresentado nesta quarta-feira em Genebra.

Contrariando uma tendência mundial, que registrou queda de 15% de portadores do HIV nos últimos cinco anos, a América Latina registrou considerável aumento. O número total de portadores passou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão, em 2010.

Ver em tamanho maiorAções do Dia de Luta Contra a Aids no mundoFoto 13 de 38 - Laço vermelho é colocado em frente à Casa Branca em Washington, nos Estados Unidos, em apoio ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids. No país cerca de 3/4 dos americanos tem o vírus da Aids, mas não tomam os medicamentos, o que aumenta riscos de morte e transmissão da doença Mais Saul Loeb / AFPEsse dado, que aparentemente é negativo, possui outro lado que deve ser exaltado. Além do maior número de contaminados, o relatório evidência aumento de pessoas que receberam tratamento antirretroviral, o que derrubou o número de óbitos em consequência da Aids.

Em 2010, o número de mortes na região foi de 67 mil, quantia inferior aos 83 mil do período entre 2001 e 2003. Neste mesmo período, ocorreu uma queda da incidência do HIV entre os menores de 15 anos: de 47 mil portadores, em 2001, para 42 mil, em 2010.

O relatório mostra ainda queda na taxa de novos infectados, de 6,3 mil anuais para 3,9 mil, e de mortes relacionadas à Aids, que recuou de 4,4 mil para 2,7 mil anuais, entre 2001 e 2010.

Neste contexto de dados positivos, a preocupação da ONU é com a propagação do vírus entre os homens que mantém relações com iguais, grupo em que a prevalência do vírus foi de 10% em nove dos 14 países da região na última década.

As taxas de portadores entre os homens gays chegam a 21% na Bolívia, 19% em regiões como Colômbia e Uruguai, e de 12% em dez cidades do Brasil.


Pelo relatório, os homens gays que fazem sexo sem proteção na América Latina possuem 33% mais possibilidades de contrair o HIV que a média da população masculina.

O problema de contágio não é restrito aos gays, destaca o relatório, isso porque muitos destes homens também mantêm relações sexuais com mulheres de maneira habitual.

Os autores do estudo da ONU denunciaram a escassez de programas nacionais que priorizem a prevenção da doença neste grupo social. O Peru é o único país que dedicou mais de 5% de seu investimento à prevenção nesse grupo.

Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de luta contra o HIV na OMS, assinalou que estes países devem superar o estigma sobre as relações homossexuais com campanhas contra a homofobia, uma medida que já apresentou resultados positivos no México, Brasil e Argentina.

Hirnschall declarou que esse estigma recai sobre os transexuais, um coletivo pouco informado em relação à incidência do HIV. O relatório cita um estudo feito em 13 cidades da Argentina, que revelou taxas alarmantes de incidência do HIV entre os transexuais, já que 34% deste grupo que se prostituem são portadores do vírus.

 
Galera vamos pensar que a AIDS é uma doença séria e que SEMPRE devemos usar camisinha nas relações sexuais. Lembre-se que alguns minutos de prazer sem proteção pode gerar o resto da vida de cuidados e medicamentos diários. USEM CAMISINHA SEMPRE.

Dia Mundial contra a AIDS

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em entrevista à revista "Contigo!", Grazi Massafera falou sobre sua gravidez, anunciada nesta segunda, 17.

- Eu e Cauã estamos muito felizes com a notícia e só vamos esperar completar os três primeiros meses, que são muito importantes para a formação do bebê, para falarmos mais. Mas agradecemos o carinho de todos - afirmou a atriz à publicação que chega nesta terça, 18, às bancas - Meu relógio biológico estava gritando, desejo ser mãe desde os 25 anos. Sempre acreditei que deveria estar feliz e plena para receber um bebê e é assim que eu me sinto. Minha profissão está me propiciando isso e o meu relacionamento também'.

Grazi Massafera fala sobre sua gravidez





Se você ficou maravilhado com o desfile de corpos sarados no filme “300”, protagonizado pelos belos Gerard Butler e Rodrigo Santoro, então vá se preparando para a estreia do longa-metragem “Imortais”.

Assim como “300”, a história também conta um mito da Grécia antiga: o príncipe guerreiro Teseu é um humano que lidera a luta contra demônios e Titãs ao lado dos deuses do olimpo.
No elenco, os atores John Hurt, como Zeus; Mickey Rourke, no papel do Rei Hyperion; Kellan Lutz, que dará vida a Poseidon; Stephen Dorff, como Stravos e Henry Cavill, que vai viver o Príncipe Teseu.

A produção será de Gianni Nunnari e Mark Canton – os dois trabalharam juntos em “300”– e a direção é de Tasem Singh, responsável pelo filme “A Cela”, protagonizado por Jennifer Lopez.

A estreia de “Imortais” será no dia 11 de novembro, mas, para matar a sua curiosidade enquanto a data não chega, veja o trailer abaixo.

'Imortais' aposta em corpos sarados para atrair publico

Os autores de uma nova biografia do pintor holandês Vincent van Gogh dizem que ele não cometeu suicídio, ao contrário do que se acreditava. Steven Naifeh e Gregory White, que escreveram o livro "Van Gogh: The Life" (Van Gogh: A Vida, em tradução livre), dizem que o mais provável é que o artista tenha morrido depois de ser atingido por disparos acidentais feitos por dois jovens que ele conhecia, que carregavam uma "arma com defeito".

Os autores chegaram a esta conclusão depois de passarem dez anos estudando a vida do pintor, com o auxílio de mais de 20 tradutores e pesquisadores. O Museu Van Gogh, em Amsterdã, disse que a afirmação é "dramática" e "intrigante".

No entanto, o curador do museu, Leo Jansen, disse em um comunicado que "muitas questões permanecem sem resposta" e que seria "prematuro descartar o suicídio".

Van Gogh morreu aos 37 anos, na cidade de Auvers-sur-Oise, na França, em 1890. Ele estava hospedado no hotel Auberge Tavoux, de onde caminhava até os campos de trigo locais para pintar. Por muito tempo, pensou-se que ele havia disparado contra si mesmo no campo antes de retornar para o hotel, onde morreu.

Mas segundo Steven Naifeh, Van Gogh não foi para o campo com a intenção de se suicidar.

- Em Auvers, entre as pessoas que o conheciam, a crença era a de que ele foi morto acidentalmente por dois rapazes e que, para protegê-los, assumiu a culpa - afirma.

Naifeh diz que o renomado historiador de arte John Rewald chegou a registrar essa versão dos eventos quando visitou Auvers nos anos 1930, e que outros detalhes corroboram a teoria. Entre eles, a confirmação de que a bala teria penetrado no abdômen do pintor em um ângulo oblíquo, e não reto, como é comum em suicídios. De acordo com o jornal espanhol El País, há também um depoimento de um jovem de 16 anos, datado de 1890, que corrobora a versão.

- Sabia-se que esses dois rapazes iam beber àquela hora do dia com Vincent. Um deles estava usando uma roupa de caubói e tinha uma arma quebrada com a qual brincava - disse Naifeh - Então temos dois adolescentes com uma arma quebrada, um garoto que gosta de brincar de caubói e três pessoas que provavelmente beberam demais - conclui.

Por causa destes fatores, o autor afirma que um "homicídio acidental" é mais provável.

No livro, os autores também fazem revelações sobre as relações familiares e a saúde do artista holandês. De acordo com eles, o sofrimento de Van Gogh, tido como um misto de mania e depressão, resultava de um tipo de epilepsia.

Milhares de cartas escritas pelo artista, que ainda não haviam sido traduzidas, estavam entre os documentos utilizados por Naifeh e White para criar uma base de dados de 28 mil notas, para a pesquisa que deu origem ao livro.

Nova biografia defende que Van Gogh não se suicidou

O ator Zachary Quinto tem destaque nos Estados Unidos; interpretou o assassino Sylar em Heroes e o Dr. Spock em Star Trek; mas também faz papeis importantes no teatro (como em Angels in America) e está na série American Horror Story. Ele acaba de assumir-se gay em entrevista para a revista New York. E o motivo é dos mais nobres: ainda que a imprensa sempre tenha desconfiado do rapaz, ela nunca o pressionou. Ele se assumiu por livre e espôntanea vontade depois que o adolescente gay Jamie Rodemeyer se suicidou por não aguentar mais o bullying homofóbico que sofria. Para Zachary, adultos gays (em especial os mais famosos) devem se assumir para mostrar a esses adolescentes que tudo melhora quando adulto. É o que ele fez.

A frase reveladora foi dada quando Zachary falava de seu papel na peça Angels in America, em que intepreta um gay.

- Foi a coisa mais desafiadora que fiz como ator e a mais recompensadora. Ao mesmo tempo, como um homem gay, isso me fez sentir que ainda há muito trabalho a fazer, e ainda muitas coisas que eu preciso buscar - declarou.

Depois de a revista com a informação de que Zachary é gay, ele mesmo publicou um texto muito sensível em seu blog. A gente reproduz ele na íntegra abaixo (traduzido e no original em inglês).
"quando eu descobri que jamey rodemeyer se matou - eu senti profundamente perturbado. mas quando eu descobri que jamey rodemeyer tinha feito um vídeo antes de tirar sua própria vida - eu senti desespero indescritível. eu também fiz um vídeo para a campanha 'its get better" ano passado - na sequência da trágica e sem sentido de suicídios de adolescentes gay que estavam varrendo a nação na época. mas à luz da morte de jamey - eu percebi em um instante que viver uma vida gay, sem reconhecer publicamente simplesmente não é suficiente para fazer qualquer contribuição significativa para o imenso trabalho que temos pela frente no caminho para a completa igualdade. nossa sociedade precisa reconhecer o impulso irrefreável em direção a igualdade civil inequívoca para cada cidadão gay, lésbica bissexuais e transgêneros do país. crianças gays precisam parar de se matar, porque eles sentem-se inúteis pelo cruel e implacável bullying. os pais precisam ensinar seus filhos os princípios de respeito e aceitação. estamos testemunhando uma enorme mudança de consciência coletiva em todo o mundo. estamos no precipício da grande transformação dentro de nossa cultura e do governo. eu acredito no poder da intenção de mudar a paisagem da nossa sociedade - e é minha intenção de viver uma autêntica vida de compaixão e integridade e ação. a vida de jamey rodemeyer mudou a minha. e o fato de sua morte só me faz desejar que eu tivesse feito isso antes - eu sou eternamente grato a ele por ser o catalisador para a mudança dentro de mim. agora eu só posso esperar para servir como catalisador para outros deste mundo. que - eu acredito - é tudo o que podemos fazer de nós mesmos e uns dos outros."

"when i found out that jamey rodemeyer killed himself - i felt deeply troubled. but when i found out that jamey rodemeyer had made an it gets better video only months before taking his own life - i felt indescribable despair. i also made an it gets better video last year - in the wake of the senseless and tragic gay teen suicides that were sweeping the nation at the time. but in light of jamey's death - it became clear to me in an instant that living a gay life without publicly acknowledging it - is simply not enough to make any significant contribution to the immense work that lies ahead on the road to complete equality. our society needs to recognize the unstoppable momentum toward unequivocal civil equality for every gay lesbian bisexual and transgendered citizen of this country. gay kids need to stop killing themselves because they are made to feel worthless by cruel and relentless bullying. parents need to teach their children principles of respect and acceptance. we are witnessing an enormous shift of collective consciousness throughout the world. we are at the precipice of great transformation within our culture and government. i believe in the power of intention to change the landscape of our society - and it is my intention to live an authentic life of compassion and integrity and action. jamey rodemeyer's life changed mine. and while his death only makes me wish that i had done this sooner - i am eternally grateful to him for being the catalyst for change within me. now i can only hope to serve as the same catalyst for even one other person in this world. that - i believe - is all that we can ask of ourselves and of each other."

Zachary Quinto, de Star Trek e Heroes, assume-gay gay


Amigos assumidos, os lutadores Anderson Silva e Rodrigo Minotauro viraram mote de uma campanha contra a homofobia. A ação traz uma foto em que os brasileiros aparecem se beijando.

A campanha ganhou força no Facebook e logo muitos usuários começaram a compartilhar a imagem de Anderson Silva beijando Minotauro.

Além da imagem, a campanha ainda traz a frase “Homofóbico, vai lá e chama de veado”.

Beijo de Anderson Silva em Minotauro vira campanha contra homofobia no Facebook

Valéria e Janete, do 'Zorra Total' viram bonecos

Consagrado mundialmente nas telas de cinema, o ator Johnny Depp já aprontou das suas na época em que ainda era criança. Em matéria publicada na última sexta-feira (14), pelo Showbiz Spy, o site afirmou que o artista admitiu que a cena em que põe álcool na boca e ateia fogo no filme O Diário de um Jornalista Bêbado, não teria sido a primeira vez para ele, lembrando de uma experiência bizarra na infância.

- Eu consegui cuspir um pouco de fogo quando era garoto, só que a gasolina se espalhou e minha cabeça se incendiou como uma tocha. É uma coisa estranha quando sua cabeça está pegando fogo. Você tende a entrar em pânico em primeiro lugar. E então, quando o pânico se instala e você não consegue se livrar dele, você corre. Isso é a pior coisa que se pode fazer. Um amigo meu, um cara chamado Bones, conseguiu apagar o fogo. Ele salvou minha vida - declarou.

Apesar de passar por esse enorme susto, Depp disse ter gostado de repetir o truque no novo longa, no qual interpreta o jornalista Paul Kemp.

- Eu estava muito animado naquela noite, com a possibilidade de realmente vomitar fogo - brincou.

Johnny Depp ateou fogo em si mesmo quando criança

O casal britânico Ryan e Dee Harris passou 18 meses tentando ter um filho e conseguiu de uma maneira pouco comum. Lincoln, que hoje tem 1 ano e 4 meses, foi concebido enquanto Ryan estava dormindo.

Ryan tem sonambulismo sexual, uma condição médica rara que faz com que a pessoa tenha relações sexuais enquanto está dormindo.

Dee estava anotando o dia e o horário de cada relação sexual que o casal mantinha. Os dados eram importantes para ajudar a entender por que ela ainda não tinha engravidado. Quando o filho finalmente veio, o registro serviu para saber quando ele foi concebido.

- Quando olhei, ficou claro que eu tinha concebido na noite em que fizemos ‘sexo sonâmbulo’, como chamamos, que é quando eu estou meio acordada e o Ryan dormindo profundamente - diz a mulher de 25 anos - Nós dois rimos muito quando percebemos - diz.

Ela conta que o “sexo sonâmbulo” aconteceu pela primeira vez pouco depois que eles passaram a morar juntos.

- Mandei uma mensagem para ele na manhã seguinte dizendo ‘ontem à noite foi ótimo’. Quando ele respondeu dizendo que não sabia do que eu estava falando, achei que ele estava brincando - conta a mulher. “Continuou acontecendo, mas Ryan nunca se lembrava de nada no dia seguinte - completa.

Ryan também achou que a mulher estava fazendo uma piada com ele.

- Há anos eu falo dormindo e, às vezes, no dia seguinte, sei que algo aconteceu, mas quando Dee me mandou a mensagem eu não tinha ideia do que ela estava falando. Eu honestamente pensei que ela estava brincando -  lembra - Quando fazemos sexo dormindo, Dee diz que não gosta de me acordar para não me assustar. Não me incomoda porque ela é bem compreensiva.

Os dois só perceberam que se tratava de uma condição médica quando assistiram a um programa de televisão que falava sobre o sonambulismo sexual.

O bebê

Dee teve dificuldades para engravidar porque tem a síndrome do ovário policístico desde a adolescência.

- Tentar ter um filho é muito estressante. Viramos robôs, era como se fosse um trabalho - relata Ryan - Foi um grande alívio quando Dee descobriu que estava grávida. Nós ficamos realmente satisfeitos. Eu acho que o sexo sonâmbulo teve alguma coisa a ver com isso, com certeza. Eu nem sabia o que estava acontecendo - diz o pai.

Britânico engravida mulher durante 'sexo sonâmbulo'

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos.

- Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar - contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

- Ninguém quer morrer - disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário - Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo.

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

- Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida -disse, em entrevista ao "New York Times".

Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

- Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas - afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou.

- Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido.

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple.

- Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou - afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Morre Steve Jobs

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Após sair na imprensa que Walcyr Carrasco estaria chateado com a Globo e por isso começou a ouvir propostas da concorrência, o canal carioca resolveu se pronunciar sobre o caso.

Nos últimos meses, os autores Walcyr e Aguinaldo Silva vêm trocando farpas devido a semelhanças entre as personagens Dulce (Cassia Kis Magro) em "Morde & Assopra", de Carrasco, e Griselda (Lilia Cabral) em "Fina Estampa", de Silva.

Agora, a Central Globo de Comunicação disse que "a direção conversou com os autores e entendeu que as personagens eram distintas e que, portanto, não havia conflito entre as tramas".

Globo se pronuncia sobre entre autores


As variadas configurações das famílias contemporâneas. Esse será o panorama do novo folhetim da TV Globo na faixa das 18h. Escrita por Lícia Manzo e com direção de núcleo de Jayme Monjardim, a novela estreia nesta segunda-feira (26) e promete misturar emoção e simplicidade em cenas comuns ao dia a dia de qualquer telespectador.

A história gira em torno de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso), dois jovens que conviveram como irmãos postiços durante a infância e a adolescência. Os dois passaram a morar sob o mesmo teto no momento em que a mãe dela, Eva (Ana Beatriz Nogueira), e Jonas (Paulo Betti), pai do rapaz, resolveram se casar. Porém, quando jovens, se apaixonam no momento em que seus pais iniciam um violento e litigioso processo de separação.

Irmãzinha?

Os pombinhos Ana e Rodrigo farão de tudo para manter o romance em segredo. Porém, não será nada fácil enganar seus pais. Jonas e Eva farão de tudo para separar o casal, jogando sujo, interceptando telefonemas e formulando conspirações. Com tanta pressão, o namoro dos dois acaba chegando ao fim rapidamente. Só que já era tarde demais.

Um mês depois, Ana descobrirá que está grávida de seu amor proibido. A revelação da notícia não irá agradar Eva, que irá propor um plano para esconder a criança da família de Rodrigo e evitar que a ascendente carreira de tenista de Ana possa ser prejudicada pela gravidez.

Com muita insistência, Eva convence Ana e sua outra filha, Manuela (Marjorie Estiano), a realizar uma viagem durante os meses de gestação e nascimento do bebê. Quando as três voltam do exterior, Eva contará a todos que se envolveu em um caso romântico e que teve uma filha. Júlia (Jesuela Moro) é apresentada com a nova irmãzinha de Ana e Manuela. Assim, Ana consegue retomar a carreira de tenista e continuar sustentando a família.

Acidente

Os desentendimentos entre Ana e a mãe ficam cada vez mais evidentes, a partir do momento em que as duas discordam sobre qual a forma mais adequada de criação de Júlia. Unidas, as irmãs Ana e Manu resolvem procurar a ajuda da avó Iná (Nicete Bruno) em Gramado, onde pretendem se estabelecer e criar a menina.

Decididas, Ana e Manu resolvem partir para o Sul em segredo. Elas pegam o carro e colocam a pequena Júlia dentro. Porém, o inesperado acontece. Ao passar sobre um buraco, o veículo capota e afunda em um lago. Manu consegue salvar a pequena Júlia, porém Ana é retirada do local algum tempo depois e entra em coma profundo, considerado pelos médicos como irreversível.







A revelação

Ao descobrir que a amada está em coma, Rodrigo resolve procurar o hospital e confessa seu amor. Ao ver a cena, Manu não resiste e conta toda a verdade ao rapaz. Emocionado, Rodrigo promete à inconsciente Ana resgatar Júlia e cuidar da menina da melhor forma possível.

Decidido, o rapaz vai à justiça, exige o exame de DNA e, consequentemente, a guarda de Júlia. Com a decisão, Eva passa a ter problemas com a justiça e resolve expulsar Manu de casa, por ter contado toda a verdade ao pai da criança. Assim como Eva, o autoritário Jonas não receberá bem a notícia. Ele ameaça o filho e diz que se ele quiser assumir a criança, terá que fazer isso bem longe dali. Sem solução aparente, Rodrigo resolve pedir ajuda à avó de Ana, Iná, que não negará apoio. Lá, ele e a cunhada Manu dividirão os custos e os cuidados com o bebê.

Um novo casal

O tempo passa e a situação de Ana continua irreversível. Vendo a dedicação de Rodrigo e de Manu com a criança, Iná dá força para que ela invista em um relacionamento com o pai de Júlia. Nascerá ali um forte sentimento entre os dois, que finalmente se beijam pela primeira vez.

Quatro anos depois, Rodrigo e Manu já estão casados e com a vida encaminhada. Manu abriu uma pequena empresa de doces e bolos, enquanto Rodrigo, formado em arquitetura, trabalha no setor de contabilidade de uma pequena empresa. Porém, um inesperado fato mudará suas vidas.

Renascimento e uma nova confusão familiar

O que todos os médicos descartavam, acontece. Após quatro anos desacordada, Ana desperta. E Eva aproveitará o fato para se vingar de Manu. Ela dirá a Ana que Manu apropriou-se da vida da irmã, roubando a filha e o namorado para si.

A garota se recusará a acreditar na história, até o momento em que Rodrigo, Manu e Júlia vão a visitar no hospital e contam tudo o que aconteceu durante os quatro anos.

Arrasada, Manu propõe abertamente sair de cena, porém Ana também se sente culpada em atrapalhar a vida da irmã e garante que o caso com Rodrigo é coisa do passado. Ela, inclusive, conta que já tem outro pretendente: Dr. Lúcio (Thiago Lacerda), com que descobriu ter muitas afinidades. Lúcio é um homem estéril, que ficou viúvo após sua esposa perder a batalha para um câncer.

Recaída, traição e exílio

Mas o acordo entre as irmãs cairá por terra. Numa das visitas de Ana à pequena Júlia, os antigos pombinhos resolvem conversar sobre o passado e acabam cedendo à tentação. A partir de então, Rodrigo passa a implorar à amada que eles se encontrem a sós novamente e Ana acaba aceitando.

Os dois não conseguirão esconder o romance da família por muito tempo. A megera Eva flagrará o encontro dos dois e resolve ligar para Manu pedindo à filha para vir imediatamente a sua casa. Lá, ela flagrará a cena de paixão entre Rodrigo e Ana. Arrasada, Manu resolve se separar do marido e partir para outro estado.

Mas engana-se quem pensa que a saída de cena de Manu abrirá o caminho para os dois pombinhos. A pequena Júlia demonstrará sua irritação com a partida de sua ‘mamãe’ e passa a rejeitar sua mãe biológica com crises de birra. Desesperada, Ana resolve aceitar o pedido de casamento de Dr. Lúcio na esperança de que sua irmã volte para cuidar de Júlia.

E a decisão dá certo. Preocupada com o estado emocional da criança, Manu resolve voltar a Gramado, mas decide não reatar a relação com Rodrigo. Com isso, Júlia passa a conviver com três famílias: a de Manu, a de Rodrigo e a de Ana e Lúcio. Porém, a relação entre os envolvidos será marcada por constrangimento. Os desentendimentos entre Ana e Manu se tornam cada vez mais frequentes, até o momento em que Manu abre o jogo e diz para a irmã que se ela quer a felicidade de todos, deve se afastar de Lúcio, já que está enganando o rapaz, pois ela nunca escondeu sua verdadeira paixão por Rodrigo.

Assustada com as palavras da irmã, Ana reflete e resolve romper o casamento com Lúcio e retomar a carreira de tenista em outro estado. Assim, ela passa a ajudar a filha apenas com o envio de um cheque para cobrir os gastos, vivendo uma espécie de exílio.

O segredo de Vitória

Vitória (Gisele Fróes) é a treinadora de tênis de Ana, uma mulher respeitada e temida por todos. É casada há dez anos com Marcos (Ângelo Antônio), que cuida da casa e das duas filhas do casal. O sólido relacionamento dos dois começa a ruir quando Marcos se envolve com Dora (Mallu Gali), mãe de uma das amigas de sua filha.

O que ninguém sabe é que, no passado, Vitória ficou grávida aos 19 anos e deu sua filha recém-nascida, Alice (Sthefany Brito), para adoção. O problema é que Alice resolveu investigar o passado de sua mãe biológica, podendo causar uma reviravolta na vida do casal. Quando a revelação vem à tona, ela percebe que Vitória quer manter a história em sigilo e descobre que seu pai biológico, Renato (Luiz Carlos Vasconcellos), é um ex-alcoolatra, que está há cinco anos em reabilitação, porém, ao contrário da mãe, é afetuoso e sensível.

A família de Rodrigo



Jonas Macedo (Paulo Betti), após se separar de Eva (Ana Beatriz Nogueira), resolveu assumir seu romance com a personal trainer Cris (Regiane Alves), classificada como alpinista social e que faz de tudo para conseguir ter um filho com Jonas para se garantir economicamente. O problema é que Jonas, após ficar viúvo da mãe de Rodrigo e Nanda (Maria Eduarda), submeteu-se a uma vasectomia.

Como ele não pretende recorrer a um banco de sêmen, a solução encontrada por Jonas é procurar seu irmão fracassado, Lourenço (Leonardo Medeiros), com uma proposta que poderá mudar a vida de ambos.

Jonas pretende comprar por alto preço o sêmen do irmão, que é casado com Celina (Leona Cavalli), que se posiciona contrária a proposta. Entretanto, o valor oferecido leva Lourenço a aceitar. Revoltada, Celina passa a buscar em outros homens o sonho de poder ser mãe.

Já a irmã de Rodrigo, Nanda, é instável, indisciplinada e gosta de ser a pedra no sapato de seu pai e de ironizar a madrasta Cris. Ela se envolverá com Francisco (Victor Navega Motta), um rapaz certinho e inteligente, que precisará mudar seu estilo de vida após a morte do pai, Lui (Marat Descartes).

Diferentes locações

“A Vida da Gente” conta com gravações realizadas em Mato Grosso do Sul, Argentina e Rio Grande do Sul. Uma das primeiras cenas gravadas, a que os personagens de Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso assumem que estão apaixonados, foi rodada em um lago de águas cristalinas em Bonito (MS). Já a região de Ushuaia, na Patagônia argentina, serviu como locação para o período em que Ana e Eva resolvem ir para o exterior para esconder a gravidez da garota. Buenos Aires também servirá de cenário para o novo folhetim. Lá, gravaram as atrizes Fernanda Vasconcellos, Ana Beatriz Nogueira e Gisele Fróes.
O último local de gravações foi a região sul do Brasil, na qual estão estabelecidos os principais núcleos da novela. Foram rodadas cenas nas cidades de Porto Alegre, Gramado e Canela. Na capital gaúcha, algumas cenas contaram com mais de 70 profissionais envolvidos. Alguns cartões postais do Rio Grande do Sul servirão de pano de fundo à trama, como o Rio Guaíba, a Igreja da Matriz de Gramado e o Parque da Ferradura.

Cenografia

A cidade cenográfica erguida no Projac, no Rio, foi dividida em duas partes: Porto Alegre, com 85 mil m², e Gramado. Para representar a capital gaúcha foram reproduzidos um restaurante orgânico, uma cafeteria, um bar, uma igreja, uma concessionária de automóveis, entre outros estabelecimentos do bairro Moinhos do Vento.
Já para o espaço dedicado a Gramado, foi reproduzida a arquitetura européia da região, com a presença de um paisagismo típico da região, com trepadeiras e hortênsias. Enquanto isso, os ambientes internos, assinados pela cenógrafa Erika Lovisi, passarão a imagem de simplicidade e realismo. Também foi erguida na Central Globo de Produção uma quadra de tênis de tamanho real.

Simplicidade

Assim como os cenários, o figurino de “A Vida da Gente” também levará em conta a simplicidade dos personagens da história. Por isso, a equipe do figurinista Paulo Lois optou por escolher roupas do dia a dia. Para isso, a TV Globo adquiriu vestimentas em lojas do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires, como jaquetas de couro e casacos de inverno.

Para a decoração, a equipe de produção de arte procurou dar vivência aos objetos de cena. Para isso, os itens adquiridos para os cenários de Gramado foram alterados de forma artesanal. A exceção fica por parte da casa de Jonas (Paulo Betti) e Cris (Regiane Alves), onde os objetos são mais contemporâneos, já que a dupla representa o núcleo consumista do folhetim.

Autora e diretor

Lícia Manzo é mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e estreou como autora aos 15 anos, quando escreveu um texto encenado pelo Grupo Além da Lua. Há 14 anos, ela escreve roteiros para humorísticos da Globo, como “Sai de Baixo” e “A Diarista”. Em 2009, foi redatora final do seriado “Tudo Novo de Novo”. “A Vida da Gente” marca a estreia de Lícia como autora de novelas na emissora.

Já Jayme Monjardim dirige novelas há quase 30 anos. Ele estreou na TV em 1983, na novela “Braço de Ferro”, da Band. Desde então, dirigiu várias obras de sucesso como “Amor com Amor se Paga”, “Roque Santeiro”, “Sinhá Moça”, “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra” e “A Casa das Sete Mulheres”. Em 2004, Monjardim assinou a direção do longa nacional “Olga”.

"A Vida da Gente" é exibida a partir das 18h30, na Globo.

 Ficha técnica

Uma novela de Lícia Manzo
Direção Geral de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti
Direção de Núcleo de Jayme Monjardim
Estreia: 26/09
Horário: 18h30
Antecessora: “Cordel Encantado”, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes

Elenco

Fernanda Vasconcellos – Ana Fonseca
Rafael Cardoso – Rodrigo Macedo
Alice Wegmann – Sofia
Ana Beatriz Nogueira – Eva Fonseca Macedo
Ângelo Antônio – Marcos Prates
Anna Rita Cerqueira – Olívia
Carolina Holanda – Eliete
Cláudia Mello – Moema
Daniela Escobar – Suzana
Duda Mamberti – Josias
Gisele Fróes – Vitória Azevedo Prates
Jesuela Moro – Júlia Fonseca Macedo
Júlia Almeida – Lorena
Kaic Crescente - Thiago
Leona Cavalli – Dra. Celina
Leonardo Medeiros – Lourenço
Lidiane Ribeiro – Salete
Lionel Fischer – Alberto
Luiz Carlos Vasconcelos – Renato
Luiz Serra – Seu Wilson
Malu Galli – Dora
Malu Valle – Vivian Mourão (Vivi)
Marat Descartes – Lui
Marcello Airoldi – Cícero
Marcello Melo Jr. – Mathias
Maria Eduarda – Fernanda Macedo (Nanda)
Marjorie Estiano – Manuela Fonseca
Neusa Borges – Maria
Nicette Bruno – Iná
Paulo Betti – Jonas Macedo
Pietra Pan – Bárbara
Rafael Almeida – Miguel
Regiane Alves – Cris
Rita Clemente – Aurélia
Stênio Garcia – Laudelino
Sthefany Brito – Alice
Tadeu di Pietro – Cléber
Thiago Lacerda – Dr. Lúcio Pereira
Vítor Navega Motta – Francisco

Conheça a trama da nova novela das seis da Globo 'A vida da Gente'

Após décadas de esperanças frustradas, os desenvolvedores de vacinas contra o HIV estão se permitindo uma cautelosa atitude otimista. Em conferência realizada em Bancoc, na Tailândia, cientistas relataram indícios moleculares que ajudam a explicar o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos. O resultado pode indicar o caminho para a produção de mais vacinas no futuro.

- É possível afirmar que este foi até agora o experimento mais bem-sucedido - afirma Adriano Boasso, imunologista do Imperial College de Londres.

O estudo analisou amostras clínicas de um teste da vacina RV144 realizado anteriormente com mais de 16 mil pessoas. Em 2009, três anos após a aplicação da vacina, os cientistas relataram que, para os voluntários que receberam a vacina, a probabilidade de contrair a doença diminuiu 30 por cento em relação aos que receberam placebo.

Os resultados modestos marcaram o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos – dois anos após o notório fracasso da vacina produzida pelo laboratório farmacêutico Merck. Porém, o teste da Tailândia também deixou os pesquisadores intrigados.

Maior do que a soma das partes O regime de vacinação consistia em dois componentes que fracassaram quando sozinhos: a vacina primária ALVAC-HIV (vCP1521), que continha diversas proteínas do HIV, seguida da vacina de reforço AIDSVAX, feita de uma proteína da superfície do HIV. A primeira foi produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, de Lyon, na França, e a segunda, pelo australiano VaxGen, de Brisbane. Contudo, duas das três medições usadas pelos pesquisadores para determinar se a vacina prevenia a infecção por HIV não revelaram diferenças que alcançassem significância estatística entre vacinados e o grupo de controle. No último estudo, os pesquisadores formaram uma equipe para examinar o sangue dos voluntários em busca de indicadores imunológicos diferentes das 41 pessoas que receberam a vacina e contraíram HIV em comparação com as 205 pessoas que não contraíram o vírus. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Mahidol, em Bancoc, e pelo Programa de Pesquisas do HIV das Forças Armadas Americanas, em Washington.

A investigação não foi concluída. Até o momento, porém, a equipe descobriu dois indícios moleculares que explicam porque para algumas pessoas a vacina preveniu contra o HIV, mas para outras não. Para os voluntários cujo sangue continha um anticorpo em forma Y denominado imunoglobulina G (IgG), que reconhece uma parte do envelope externo do HIV, denominada laço V2, a possibilidade de contrair o vírus era 43 por cento menor do que para os indivíduos cujos sistemas imunológicos não produziam esses anticorpos.

Entretanto, os participantes que produziram grandes quantidades de outro tipo de anticorpo, denominado IgA, que reconhece diferentes partes do envelope do HIV, evoluíram desfavoravelmente no teste – a probabilidade de infecção era 54 por cento maior em comparação às pessoas que produziam esses anticorpos. Contudo, essa reação imunológica não tornava as pessoas mais suscetíveis de contrair o vírus do que os participantes que receberam o placebo.

Os pesquisadores ainda estão estudando esses resultados. Segundo Nelson Michael, diretor do Programa de Pesquisas em HIV das Forças Armadas, os resultados reasseguraram que a vacina protegeu alguns dos participantes do HIV e que o sucesso não significou um acaso estatístico.

- Isso proporciona credibilidade biológica aos resultados da pesquisa inicial - afirma -Isso sugere que os resultados da pesquisa com a RV144 estava relacionado à vacinação.

O caminho a seguir Segundo Barton Haynes, diretor do Instituto de Vacinação Humana de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, que coordenou o estudo de acompanhamento, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que os resultados gerariam hipóteses para outros estudos. '

- O que temos no momento são pistas que ajudam explicar porque a vacina funcionou. Nós não obtivemos resultados assim nos últimos 30 anos. Ele é muito importante para esse campo de investigação.

Os pesquisadores já estão planejando verificar se anticorpos como os encontrados nos participantes exercem o mesmo efeito em primatas infectados com um vírus análogo ao HIV. Esses experimentos determinarão se as respostas imunológicas são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da vacina em determinadas pessoas ou se estão apenas ligadas a fatores subjacentes.

Em última análise, segundo Michael, as novas descobertas devem servir de orientação para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de vacinas. A equipe está planejando realizar testes de acompanhamento de uma vacina semelhante com homossexuais masculinos da Tailândia – um grupo em elevado risco de contrair o vírus – bem como pesquisas na África do Sul, que necessitarão de vacinas que identifiquem um subtipo diferente do HIV.

Com base nos últimos resultados, é possível que essas novas vacinas sejam remodeladas para estimular a produção de anticorpos IgG, que reconhecem o laço V2 do HIV, afirma Michael.

- Com certeza, essa pesquisa precisará do empenho de muitas pessoas, o que é positivo - afirma.

Outra pesquisa apresentada em Bancoc apoia a teoria de que atacar o V2 pode ser uma forma de combater o HIV. Segundo Michael, os vírus coletados dos participantes da pesquisa com a RV144 que contraíram o HIV possuem mutações nesta região, o que sugere que o laço V2 estava sendo atacado pelo sistema imunológico. Nesse meio tempo, foram realizados testes de uma vacina em macacos. Os animais que produziam os anticorpos que identificam o V2 estavam menos propensos a morrer em consequência do SIV, vírus da imunodeficiência que afeta macacos.

Segundo Dan Barouch, imunologista da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, que liderou o estudo com os macacos, ter observado reações imunológicas semelhantes em humanos e macacos que receberam vacinas diferentes forneceu garantias de que vale a pena pesquisar o laço V2. Porém, ele afirma que os pesquisadores não devem parar de procurar outras frestas na armadura do vírus.

Por exemplo, Wayne Koff, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional de Vacinas contra a Aids, com sede em Nova York, aponta os anticorpos neutralizadores do vírus obtidos de pacientes infectados com o HIV de forma crônica como outra estimulante direção a seguir para a produção de vacinas.

- Este é um período de renascimento para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV - afirma.

HIV - Novas descobertas animam cientistas

Walcyr Carrasco e Aguinaldo Silva andaram se estranhando recentemente. Motivo: as semelhanças entre as personagens Dulce (Cassia Kiss Magro) em "Morde & Assopra", de Carrasco e Griselda (Lilia Cabral) em "Fina Estampa", de Aguinaldo.

Indignado com algumas diretas e indiretas de Aguinaldo Silva de que se tratava de plágio, Carrasco resolveu abrir a guarda para investidas da concorrência.

Representantes do autor andaram conversando sobre uma possível saída dele da Globo. Trata-se de uma proposta milionária para comandar a parte de produção de dramaturgia de uma emissora.

Com contrato até 2014, Carrasco, que até então não pensava em sair da Globo, passou a analisar a possibilidade, pois esperava que a emissora tomasse alguma providência nessa briga entre ele e Aguinaldo Silva. Fontes ligadas ao autor dizem que ele está chateado com a omissão da Globo. Procurados, Carrasco e Globo não comentaram o assunto.

Em tempo, a emissora ofereceu ao autor a próxima novela das 23 horas, que deve ser uma versão de "Gabriela", de Jorge Amado. Carrasco e a direção da rede se reúnem esta semana.

Embate entre autores globais - Walcyr Carrasco estuda sair da Globo após desentendimento com Aguinaldo Silva


No primeiro dia de julgamento do médico Conrad Murray, nesta terça-feira, em Los Angeles, o promotor David Walgren mostrou aos jurados, em um telão, uma foto de Michael Jackson em uma maca, já morto no hospital. O julgamento do médico, que o atendia o cantor, começa mais de dois anos após a parada cardíaca que matou o astro pop. Murray é julgado pela acusação de homicídio culposo.

Foto de Michael Jackson morto é exibida no primeiro dia do julgamento do médico acusado de provocar sua morte


Malvino Salvador e Carlos Casagrande gravaram “Fina estampa” na tarde desta quarta-feira na orla da Barra. Os atores se exercitaram e ainda exibiram a boa forma sem camisa. E para alegria dos fãs, Malvino apareceu só de sunga preta.






Malvino Salvador grava cena de 'Fina Estampa'

A Globo divulgou nesta quarta-feira (28) fotos de Fiuk, 20, com o visual de seu novo personagem. Em "Aquele Beijo", próxima novela das 19h, ele vai dar vida ao jovem Agenor. Nas imagens, ele aparece com cabelo mais curto que na época de "Malhação" e com barba por fazer.

Na trama, Agenor é filho de Felizardo (Diogo Vilela) e Locanda (Stella Miranda) e trabalha na confecção deles. Ele namora Belezinha (Bruna Marquezine), sua vizinha, mas costuma se encontrar com Brigitte (Juliana Didone).

Escrita por Miguel Falabella, a novela tem estreia prevista para 17 de outubro.

Globo divulga visual de Fiuk em 'Aquele Beijo'

Hugh Jackman, 42, revelou parte do segredo de sua boa forma. O ator foi fotografado nesta terça-feira (28) se exercitando em uma praia de Sydney, na Austrália. Ele estava acompanhado de um personal trainer, que fez ele correr dentro da água para tonificar as pernas.

Detalhe: a malhação ocorreu por volta das 6h30 da manhã. Jackman vive um boxeador do futuro em "Gigantes de Aço". Ele também já fechou contrato para voltar ao papel de Wolverine em 2013.

Hugh Jackman malha bem cedo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sua sala nunca mais será a mesma depois desta seleção de móveis, com um design que foge completamente do tradicional. Reunimos quatro divertidos modelos de poltronas para quem gosta de uma dose de bom humor na decoração. As peças têm inspirações que variam de personagens de videogame até uma banheira. Criatividade é o que não falta nesta lista. Confira!





O Pac-man pode ser um jogo do passado, mas o simpático personagem continua presente em vários itens de design. Um deles é a poltrona, criada pelo designer mexicano Jose Primo

Em forma de banheira, a Bathtub Seating Lounge leva a assinatura da designer sul-coreana Baek-Ki-Kim

A escultura do artista britânico Allen Jones é uma cadeira sexy: o apoio da parte estofada imita o corpo de uma mulher, em tamanho real

O formato dos monstrinhos coloridos deixa esta poltrona com um visual descontraído. A ideia é do designer mexicano Ricardo Leija

Veja cadeiras decorativas divertidas

A pacificação de comunidades do Rio de Janeiro criou uma nova profissão: a de ex-traficante. Moradores do Complexo do Alemão e com passagem pelo tráfico, Diego da Silva, o Mister M, e J Vitorino são dois exemplos dessa nova realidade. Ajudados pelo AfroReggae, eles aprenderam novos ofícios, sonham com uma nova vida, mas enfrentam desconfiança de muita gente, principalmente de autoridades policiais, que acham que tudo não passa de encenação. Mas, vida que segue. Diego e J. Vitorino querem seguir carreira de modelo e fazem uma pré-estreia especial na Retratos.

Diego, de 26 anos, está aprendendo a editar vídeos. Com 75 kg distribuídos em 1m85, o ex-traficante é a nova promessa das passarelas após ter caído nas graças de Rony Meisler, dono da Reserva. Ele vestia uma camisa pólo da grife quando foi levado para a delegacia pela mãe:

- As pessoas diziam: 'Menino sai dessa vida'. Sempre ouvi elogios sobre o meu rosto e o jeito de andar. Para nós que vivemos na favela, sem sonhos, é uma alegria.

J Vitorino, de 25 anos, trabalha hoje como cinegrafista do programa "Conexões urbanas". Numa das reportagens, ele pulou para a frente das câmeras e chegou a dividir um rap com o senador Eduardo Suplicy.

- A profissão de modelo para mim é nova, mas sempre gostei de fotografar - conta Vitorino, de 1, 84m e 74kg, que completa - Essa oportunidade serve de motivação não só para mim como para outros tantos jovens que sonham em mudar de vida.








Ex-Traficantes tentam nova vida como modelos

Andy Whitfield, a estrela de 37 anos da série "Spartacus: Blood and Sand", morreu. Seu agente, Sam Maydew disse que Whitfield morreu neste domingo (11) de um linfoma não-Hodgkin em Sydney, Austrália.

Vashti Whitfield, sua esposa, fez um comunicado dizendo que o marido era um "guerreiro jovem e belo", que morreu em uma "manhã de Sydney ensolarada" nos "braços de sua amada esposa."

Whitfield - que nasceu no País de Gales e viveu na Austrália - era um desconhecido quando foi escolhido como o herói protagonista de "Spartacus", uma série da rede Starz que fez sucesso com sua violência gráfica e sexualidade.

Whitfield estava se preparando para a segunda temporada, quando foi diagnosticado com câncer há 18 meses. Em janeiro, a rede anunciou que um outro ator australiano, Liam McIntyre, iria assumir o papel.

O câncer do ator, é do mesmo tipo que o do ator brasileiro Reynaldo Gianecchini. A diferença é que o tipo de Whitfield era o B, considerado mais tratável e menos agressivo.

Ator de 'Spartacus' morre de câncer linfático