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quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos.

- Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar - contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

- Ninguém quer morrer - disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário - Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo.

Homem-zeitgeist

A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

- Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida -disse, em entrevista ao "New York Times".

Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

- Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas - afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa

Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou.

- Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido.

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal

A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple.

- Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou - afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Morre Steve Jobs

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Após sair na imprensa que Walcyr Carrasco estaria chateado com a Globo e por isso começou a ouvir propostas da concorrência, o canal carioca resolveu se pronunciar sobre o caso.

Nos últimos meses, os autores Walcyr e Aguinaldo Silva vêm trocando farpas devido a semelhanças entre as personagens Dulce (Cassia Kis Magro) em "Morde & Assopra", de Carrasco, e Griselda (Lilia Cabral) em "Fina Estampa", de Silva.

Agora, a Central Globo de Comunicação disse que "a direção conversou com os autores e entendeu que as personagens eram distintas e que, portanto, não havia conflito entre as tramas".

Globo se pronuncia sobre entre autores


As variadas configurações das famílias contemporâneas. Esse será o panorama do novo folhetim da TV Globo na faixa das 18h. Escrita por Lícia Manzo e com direção de núcleo de Jayme Monjardim, a novela estreia nesta segunda-feira (26) e promete misturar emoção e simplicidade em cenas comuns ao dia a dia de qualquer telespectador.

A história gira em torno de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso), dois jovens que conviveram como irmãos postiços durante a infância e a adolescência. Os dois passaram a morar sob o mesmo teto no momento em que a mãe dela, Eva (Ana Beatriz Nogueira), e Jonas (Paulo Betti), pai do rapaz, resolveram se casar. Porém, quando jovens, se apaixonam no momento em que seus pais iniciam um violento e litigioso processo de separação.

Irmãzinha?

Os pombinhos Ana e Rodrigo farão de tudo para manter o romance em segredo. Porém, não será nada fácil enganar seus pais. Jonas e Eva farão de tudo para separar o casal, jogando sujo, interceptando telefonemas e formulando conspirações. Com tanta pressão, o namoro dos dois acaba chegando ao fim rapidamente. Só que já era tarde demais.

Um mês depois, Ana descobrirá que está grávida de seu amor proibido. A revelação da notícia não irá agradar Eva, que irá propor um plano para esconder a criança da família de Rodrigo e evitar que a ascendente carreira de tenista de Ana possa ser prejudicada pela gravidez.

Com muita insistência, Eva convence Ana e sua outra filha, Manuela (Marjorie Estiano), a realizar uma viagem durante os meses de gestação e nascimento do bebê. Quando as três voltam do exterior, Eva contará a todos que se envolveu em um caso romântico e que teve uma filha. Júlia (Jesuela Moro) é apresentada com a nova irmãzinha de Ana e Manuela. Assim, Ana consegue retomar a carreira de tenista e continuar sustentando a família.

Acidente

Os desentendimentos entre Ana e a mãe ficam cada vez mais evidentes, a partir do momento em que as duas discordam sobre qual a forma mais adequada de criação de Júlia. Unidas, as irmãs Ana e Manu resolvem procurar a ajuda da avó Iná (Nicete Bruno) em Gramado, onde pretendem se estabelecer e criar a menina.

Decididas, Ana e Manu resolvem partir para o Sul em segredo. Elas pegam o carro e colocam a pequena Júlia dentro. Porém, o inesperado acontece. Ao passar sobre um buraco, o veículo capota e afunda em um lago. Manu consegue salvar a pequena Júlia, porém Ana é retirada do local algum tempo depois e entra em coma profundo, considerado pelos médicos como irreversível.







A revelação

Ao descobrir que a amada está em coma, Rodrigo resolve procurar o hospital e confessa seu amor. Ao ver a cena, Manu não resiste e conta toda a verdade ao rapaz. Emocionado, Rodrigo promete à inconsciente Ana resgatar Júlia e cuidar da menina da melhor forma possível.

Decidido, o rapaz vai à justiça, exige o exame de DNA e, consequentemente, a guarda de Júlia. Com a decisão, Eva passa a ter problemas com a justiça e resolve expulsar Manu de casa, por ter contado toda a verdade ao pai da criança. Assim como Eva, o autoritário Jonas não receberá bem a notícia. Ele ameaça o filho e diz que se ele quiser assumir a criança, terá que fazer isso bem longe dali. Sem solução aparente, Rodrigo resolve pedir ajuda à avó de Ana, Iná, que não negará apoio. Lá, ele e a cunhada Manu dividirão os custos e os cuidados com o bebê.

Um novo casal

O tempo passa e a situação de Ana continua irreversível. Vendo a dedicação de Rodrigo e de Manu com a criança, Iná dá força para que ela invista em um relacionamento com o pai de Júlia. Nascerá ali um forte sentimento entre os dois, que finalmente se beijam pela primeira vez.

Quatro anos depois, Rodrigo e Manu já estão casados e com a vida encaminhada. Manu abriu uma pequena empresa de doces e bolos, enquanto Rodrigo, formado em arquitetura, trabalha no setor de contabilidade de uma pequena empresa. Porém, um inesperado fato mudará suas vidas.

Renascimento e uma nova confusão familiar

O que todos os médicos descartavam, acontece. Após quatro anos desacordada, Ana desperta. E Eva aproveitará o fato para se vingar de Manu. Ela dirá a Ana que Manu apropriou-se da vida da irmã, roubando a filha e o namorado para si.

A garota se recusará a acreditar na história, até o momento em que Rodrigo, Manu e Júlia vão a visitar no hospital e contam tudo o que aconteceu durante os quatro anos.

Arrasada, Manu propõe abertamente sair de cena, porém Ana também se sente culpada em atrapalhar a vida da irmã e garante que o caso com Rodrigo é coisa do passado. Ela, inclusive, conta que já tem outro pretendente: Dr. Lúcio (Thiago Lacerda), com que descobriu ter muitas afinidades. Lúcio é um homem estéril, que ficou viúvo após sua esposa perder a batalha para um câncer.

Recaída, traição e exílio

Mas o acordo entre as irmãs cairá por terra. Numa das visitas de Ana à pequena Júlia, os antigos pombinhos resolvem conversar sobre o passado e acabam cedendo à tentação. A partir de então, Rodrigo passa a implorar à amada que eles se encontrem a sós novamente e Ana acaba aceitando.

Os dois não conseguirão esconder o romance da família por muito tempo. A megera Eva flagrará o encontro dos dois e resolve ligar para Manu pedindo à filha para vir imediatamente a sua casa. Lá, ela flagrará a cena de paixão entre Rodrigo e Ana. Arrasada, Manu resolve se separar do marido e partir para outro estado.

Mas engana-se quem pensa que a saída de cena de Manu abrirá o caminho para os dois pombinhos. A pequena Júlia demonstrará sua irritação com a partida de sua ‘mamãe’ e passa a rejeitar sua mãe biológica com crises de birra. Desesperada, Ana resolve aceitar o pedido de casamento de Dr. Lúcio na esperança de que sua irmã volte para cuidar de Júlia.

E a decisão dá certo. Preocupada com o estado emocional da criança, Manu resolve voltar a Gramado, mas decide não reatar a relação com Rodrigo. Com isso, Júlia passa a conviver com três famílias: a de Manu, a de Rodrigo e a de Ana e Lúcio. Porém, a relação entre os envolvidos será marcada por constrangimento. Os desentendimentos entre Ana e Manu se tornam cada vez mais frequentes, até o momento em que Manu abre o jogo e diz para a irmã que se ela quer a felicidade de todos, deve se afastar de Lúcio, já que está enganando o rapaz, pois ela nunca escondeu sua verdadeira paixão por Rodrigo.

Assustada com as palavras da irmã, Ana reflete e resolve romper o casamento com Lúcio e retomar a carreira de tenista em outro estado. Assim, ela passa a ajudar a filha apenas com o envio de um cheque para cobrir os gastos, vivendo uma espécie de exílio.

O segredo de Vitória

Vitória (Gisele Fróes) é a treinadora de tênis de Ana, uma mulher respeitada e temida por todos. É casada há dez anos com Marcos (Ângelo Antônio), que cuida da casa e das duas filhas do casal. O sólido relacionamento dos dois começa a ruir quando Marcos se envolve com Dora (Mallu Gali), mãe de uma das amigas de sua filha.

O que ninguém sabe é que, no passado, Vitória ficou grávida aos 19 anos e deu sua filha recém-nascida, Alice (Sthefany Brito), para adoção. O problema é que Alice resolveu investigar o passado de sua mãe biológica, podendo causar uma reviravolta na vida do casal. Quando a revelação vem à tona, ela percebe que Vitória quer manter a história em sigilo e descobre que seu pai biológico, Renato (Luiz Carlos Vasconcellos), é um ex-alcoolatra, que está há cinco anos em reabilitação, porém, ao contrário da mãe, é afetuoso e sensível.

A família de Rodrigo



Jonas Macedo (Paulo Betti), após se separar de Eva (Ana Beatriz Nogueira), resolveu assumir seu romance com a personal trainer Cris (Regiane Alves), classificada como alpinista social e que faz de tudo para conseguir ter um filho com Jonas para se garantir economicamente. O problema é que Jonas, após ficar viúvo da mãe de Rodrigo e Nanda (Maria Eduarda), submeteu-se a uma vasectomia.

Como ele não pretende recorrer a um banco de sêmen, a solução encontrada por Jonas é procurar seu irmão fracassado, Lourenço (Leonardo Medeiros), com uma proposta que poderá mudar a vida de ambos.

Jonas pretende comprar por alto preço o sêmen do irmão, que é casado com Celina (Leona Cavalli), que se posiciona contrária a proposta. Entretanto, o valor oferecido leva Lourenço a aceitar. Revoltada, Celina passa a buscar em outros homens o sonho de poder ser mãe.

Já a irmã de Rodrigo, Nanda, é instável, indisciplinada e gosta de ser a pedra no sapato de seu pai e de ironizar a madrasta Cris. Ela se envolverá com Francisco (Victor Navega Motta), um rapaz certinho e inteligente, que precisará mudar seu estilo de vida após a morte do pai, Lui (Marat Descartes).

Diferentes locações

“A Vida da Gente” conta com gravações realizadas em Mato Grosso do Sul, Argentina e Rio Grande do Sul. Uma das primeiras cenas gravadas, a que os personagens de Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso assumem que estão apaixonados, foi rodada em um lago de águas cristalinas em Bonito (MS). Já a região de Ushuaia, na Patagônia argentina, serviu como locação para o período em que Ana e Eva resolvem ir para o exterior para esconder a gravidez da garota. Buenos Aires também servirá de cenário para o novo folhetim. Lá, gravaram as atrizes Fernanda Vasconcellos, Ana Beatriz Nogueira e Gisele Fróes.
O último local de gravações foi a região sul do Brasil, na qual estão estabelecidos os principais núcleos da novela. Foram rodadas cenas nas cidades de Porto Alegre, Gramado e Canela. Na capital gaúcha, algumas cenas contaram com mais de 70 profissionais envolvidos. Alguns cartões postais do Rio Grande do Sul servirão de pano de fundo à trama, como o Rio Guaíba, a Igreja da Matriz de Gramado e o Parque da Ferradura.

Cenografia

A cidade cenográfica erguida no Projac, no Rio, foi dividida em duas partes: Porto Alegre, com 85 mil m², e Gramado. Para representar a capital gaúcha foram reproduzidos um restaurante orgânico, uma cafeteria, um bar, uma igreja, uma concessionária de automóveis, entre outros estabelecimentos do bairro Moinhos do Vento.
Já para o espaço dedicado a Gramado, foi reproduzida a arquitetura européia da região, com a presença de um paisagismo típico da região, com trepadeiras e hortênsias. Enquanto isso, os ambientes internos, assinados pela cenógrafa Erika Lovisi, passarão a imagem de simplicidade e realismo. Também foi erguida na Central Globo de Produção uma quadra de tênis de tamanho real.

Simplicidade

Assim como os cenários, o figurino de “A Vida da Gente” também levará em conta a simplicidade dos personagens da história. Por isso, a equipe do figurinista Paulo Lois optou por escolher roupas do dia a dia. Para isso, a TV Globo adquiriu vestimentas em lojas do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires, como jaquetas de couro e casacos de inverno.

Para a decoração, a equipe de produção de arte procurou dar vivência aos objetos de cena. Para isso, os itens adquiridos para os cenários de Gramado foram alterados de forma artesanal. A exceção fica por parte da casa de Jonas (Paulo Betti) e Cris (Regiane Alves), onde os objetos são mais contemporâneos, já que a dupla representa o núcleo consumista do folhetim.

Autora e diretor

Lícia Manzo é mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e estreou como autora aos 15 anos, quando escreveu um texto encenado pelo Grupo Além da Lua. Há 14 anos, ela escreve roteiros para humorísticos da Globo, como “Sai de Baixo” e “A Diarista”. Em 2009, foi redatora final do seriado “Tudo Novo de Novo”. “A Vida da Gente” marca a estreia de Lícia como autora de novelas na emissora.

Já Jayme Monjardim dirige novelas há quase 30 anos. Ele estreou na TV em 1983, na novela “Braço de Ferro”, da Band. Desde então, dirigiu várias obras de sucesso como “Amor com Amor se Paga”, “Roque Santeiro”, “Sinhá Moça”, “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra” e “A Casa das Sete Mulheres”. Em 2004, Monjardim assinou a direção do longa nacional “Olga”.

"A Vida da Gente" é exibida a partir das 18h30, na Globo.

 Ficha técnica

Uma novela de Lícia Manzo
Direção Geral de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti
Direção de Núcleo de Jayme Monjardim
Estreia: 26/09
Horário: 18h30
Antecessora: “Cordel Encantado”, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes

Elenco

Fernanda Vasconcellos – Ana Fonseca
Rafael Cardoso – Rodrigo Macedo
Alice Wegmann – Sofia
Ana Beatriz Nogueira – Eva Fonseca Macedo
Ângelo Antônio – Marcos Prates
Anna Rita Cerqueira – Olívia
Carolina Holanda – Eliete
Cláudia Mello – Moema
Daniela Escobar – Suzana
Duda Mamberti – Josias
Gisele Fróes – Vitória Azevedo Prates
Jesuela Moro – Júlia Fonseca Macedo
Júlia Almeida – Lorena
Kaic Crescente - Thiago
Leona Cavalli – Dra. Celina
Leonardo Medeiros – Lourenço
Lidiane Ribeiro – Salete
Lionel Fischer – Alberto
Luiz Carlos Vasconcelos – Renato
Luiz Serra – Seu Wilson
Malu Galli – Dora
Malu Valle – Vivian Mourão (Vivi)
Marat Descartes – Lui
Marcello Airoldi – Cícero
Marcello Melo Jr. – Mathias
Maria Eduarda – Fernanda Macedo (Nanda)
Marjorie Estiano – Manuela Fonseca
Neusa Borges – Maria
Nicette Bruno – Iná
Paulo Betti – Jonas Macedo
Pietra Pan – Bárbara
Rafael Almeida – Miguel
Regiane Alves – Cris
Rita Clemente – Aurélia
Stênio Garcia – Laudelino
Sthefany Brito – Alice
Tadeu di Pietro – Cléber
Thiago Lacerda – Dr. Lúcio Pereira
Vítor Navega Motta – Francisco

Conheça a trama da nova novela das seis da Globo 'A vida da Gente'

Após décadas de esperanças frustradas, os desenvolvedores de vacinas contra o HIV estão se permitindo uma cautelosa atitude otimista. Em conferência realizada em Bancoc, na Tailândia, cientistas relataram indícios moleculares que ajudam a explicar o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos. O resultado pode indicar o caminho para a produção de mais vacinas no futuro.

- É possível afirmar que este foi até agora o experimento mais bem-sucedido - afirma Adriano Boasso, imunologista do Imperial College de Londres.

O estudo analisou amostras clínicas de um teste da vacina RV144 realizado anteriormente com mais de 16 mil pessoas. Em 2009, três anos após a aplicação da vacina, os cientistas relataram que, para os voluntários que receberam a vacina, a probabilidade de contrair a doença diminuiu 30 por cento em relação aos que receberam placebo.

Os resultados modestos marcaram o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos – dois anos após o notório fracasso da vacina produzida pelo laboratório farmacêutico Merck. Porém, o teste da Tailândia também deixou os pesquisadores intrigados.

Maior do que a soma das partes O regime de vacinação consistia em dois componentes que fracassaram quando sozinhos: a vacina primária ALVAC-HIV (vCP1521), que continha diversas proteínas do HIV, seguida da vacina de reforço AIDSVAX, feita de uma proteína da superfície do HIV. A primeira foi produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, de Lyon, na França, e a segunda, pelo australiano VaxGen, de Brisbane. Contudo, duas das três medições usadas pelos pesquisadores para determinar se a vacina prevenia a infecção por HIV não revelaram diferenças que alcançassem significância estatística entre vacinados e o grupo de controle. No último estudo, os pesquisadores formaram uma equipe para examinar o sangue dos voluntários em busca de indicadores imunológicos diferentes das 41 pessoas que receberam a vacina e contraíram HIV em comparação com as 205 pessoas que não contraíram o vírus. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Mahidol, em Bancoc, e pelo Programa de Pesquisas do HIV das Forças Armadas Americanas, em Washington.

A investigação não foi concluída. Até o momento, porém, a equipe descobriu dois indícios moleculares que explicam porque para algumas pessoas a vacina preveniu contra o HIV, mas para outras não. Para os voluntários cujo sangue continha um anticorpo em forma Y denominado imunoglobulina G (IgG), que reconhece uma parte do envelope externo do HIV, denominada laço V2, a possibilidade de contrair o vírus era 43 por cento menor do que para os indivíduos cujos sistemas imunológicos não produziam esses anticorpos.

Entretanto, os participantes que produziram grandes quantidades de outro tipo de anticorpo, denominado IgA, que reconhece diferentes partes do envelope do HIV, evoluíram desfavoravelmente no teste – a probabilidade de infecção era 54 por cento maior em comparação às pessoas que produziam esses anticorpos. Contudo, essa reação imunológica não tornava as pessoas mais suscetíveis de contrair o vírus do que os participantes que receberam o placebo.

Os pesquisadores ainda estão estudando esses resultados. Segundo Nelson Michael, diretor do Programa de Pesquisas em HIV das Forças Armadas, os resultados reasseguraram que a vacina protegeu alguns dos participantes do HIV e que o sucesso não significou um acaso estatístico.

- Isso proporciona credibilidade biológica aos resultados da pesquisa inicial - afirma -Isso sugere que os resultados da pesquisa com a RV144 estava relacionado à vacinação.

O caminho a seguir Segundo Barton Haynes, diretor do Instituto de Vacinação Humana de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, que coordenou o estudo de acompanhamento, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que os resultados gerariam hipóteses para outros estudos. '

- O que temos no momento são pistas que ajudam explicar porque a vacina funcionou. Nós não obtivemos resultados assim nos últimos 30 anos. Ele é muito importante para esse campo de investigação.

Os pesquisadores já estão planejando verificar se anticorpos como os encontrados nos participantes exercem o mesmo efeito em primatas infectados com um vírus análogo ao HIV. Esses experimentos determinarão se as respostas imunológicas são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da vacina em determinadas pessoas ou se estão apenas ligadas a fatores subjacentes.

Em última análise, segundo Michael, as novas descobertas devem servir de orientação para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de vacinas. A equipe está planejando realizar testes de acompanhamento de uma vacina semelhante com homossexuais masculinos da Tailândia – um grupo em elevado risco de contrair o vírus – bem como pesquisas na África do Sul, que necessitarão de vacinas que identifiquem um subtipo diferente do HIV.

Com base nos últimos resultados, é possível que essas novas vacinas sejam remodeladas para estimular a produção de anticorpos IgG, que reconhecem o laço V2 do HIV, afirma Michael.

- Com certeza, essa pesquisa precisará do empenho de muitas pessoas, o que é positivo - afirma.

Outra pesquisa apresentada em Bancoc apoia a teoria de que atacar o V2 pode ser uma forma de combater o HIV. Segundo Michael, os vírus coletados dos participantes da pesquisa com a RV144 que contraíram o HIV possuem mutações nesta região, o que sugere que o laço V2 estava sendo atacado pelo sistema imunológico. Nesse meio tempo, foram realizados testes de uma vacina em macacos. Os animais que produziam os anticorpos que identificam o V2 estavam menos propensos a morrer em consequência do SIV, vírus da imunodeficiência que afeta macacos.

Segundo Dan Barouch, imunologista da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, que liderou o estudo com os macacos, ter observado reações imunológicas semelhantes em humanos e macacos que receberam vacinas diferentes forneceu garantias de que vale a pena pesquisar o laço V2. Porém, ele afirma que os pesquisadores não devem parar de procurar outras frestas na armadura do vírus.

Por exemplo, Wayne Koff, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional de Vacinas contra a Aids, com sede em Nova York, aponta os anticorpos neutralizadores do vírus obtidos de pacientes infectados com o HIV de forma crônica como outra estimulante direção a seguir para a produção de vacinas.

- Este é um período de renascimento para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV - afirma.

HIV - Novas descobertas animam cientistas

Walcyr Carrasco e Aguinaldo Silva andaram se estranhando recentemente. Motivo: as semelhanças entre as personagens Dulce (Cassia Kiss Magro) em "Morde & Assopra", de Carrasco e Griselda (Lilia Cabral) em "Fina Estampa", de Aguinaldo.

Indignado com algumas diretas e indiretas de Aguinaldo Silva de que se tratava de plágio, Carrasco resolveu abrir a guarda para investidas da concorrência.

Representantes do autor andaram conversando sobre uma possível saída dele da Globo. Trata-se de uma proposta milionária para comandar a parte de produção de dramaturgia de uma emissora.

Com contrato até 2014, Carrasco, que até então não pensava em sair da Globo, passou a analisar a possibilidade, pois esperava que a emissora tomasse alguma providência nessa briga entre ele e Aguinaldo Silva. Fontes ligadas ao autor dizem que ele está chateado com a omissão da Globo. Procurados, Carrasco e Globo não comentaram o assunto.

Em tempo, a emissora ofereceu ao autor a próxima novela das 23 horas, que deve ser uma versão de "Gabriela", de Jorge Amado. Carrasco e a direção da rede se reúnem esta semana.

Embate entre autores globais - Walcyr Carrasco estuda sair da Globo após desentendimento com Aguinaldo Silva


No primeiro dia de julgamento do médico Conrad Murray, nesta terça-feira, em Los Angeles, o promotor David Walgren mostrou aos jurados, em um telão, uma foto de Michael Jackson em uma maca, já morto no hospital. O julgamento do médico, que o atendia o cantor, começa mais de dois anos após a parada cardíaca que matou o astro pop. Murray é julgado pela acusação de homicídio culposo.

Foto de Michael Jackson morto é exibida no primeiro dia do julgamento do médico acusado de provocar sua morte


Malvino Salvador e Carlos Casagrande gravaram “Fina estampa” na tarde desta quarta-feira na orla da Barra. Os atores se exercitaram e ainda exibiram a boa forma sem camisa. E para alegria dos fãs, Malvino apareceu só de sunga preta.






Malvino Salvador grava cena de 'Fina Estampa'

A Globo divulgou nesta quarta-feira (28) fotos de Fiuk, 20, com o visual de seu novo personagem. Em "Aquele Beijo", próxima novela das 19h, ele vai dar vida ao jovem Agenor. Nas imagens, ele aparece com cabelo mais curto que na época de "Malhação" e com barba por fazer.

Na trama, Agenor é filho de Felizardo (Diogo Vilela) e Locanda (Stella Miranda) e trabalha na confecção deles. Ele namora Belezinha (Bruna Marquezine), sua vizinha, mas costuma se encontrar com Brigitte (Juliana Didone).

Escrita por Miguel Falabella, a novela tem estreia prevista para 17 de outubro.

Globo divulga visual de Fiuk em 'Aquele Beijo'

Hugh Jackman, 42, revelou parte do segredo de sua boa forma. O ator foi fotografado nesta terça-feira (28) se exercitando em uma praia de Sydney, na Austrália. Ele estava acompanhado de um personal trainer, que fez ele correr dentro da água para tonificar as pernas.

Detalhe: a malhação ocorreu por volta das 6h30 da manhã. Jackman vive um boxeador do futuro em "Gigantes de Aço". Ele também já fechou contrato para voltar ao papel de Wolverine em 2013.

Hugh Jackman malha bem cedo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sua sala nunca mais será a mesma depois desta seleção de móveis, com um design que foge completamente do tradicional. Reunimos quatro divertidos modelos de poltronas para quem gosta de uma dose de bom humor na decoração. As peças têm inspirações que variam de personagens de videogame até uma banheira. Criatividade é o que não falta nesta lista. Confira!





O Pac-man pode ser um jogo do passado, mas o simpático personagem continua presente em vários itens de design. Um deles é a poltrona, criada pelo designer mexicano Jose Primo

Em forma de banheira, a Bathtub Seating Lounge leva a assinatura da designer sul-coreana Baek-Ki-Kim

A escultura do artista britânico Allen Jones é uma cadeira sexy: o apoio da parte estofada imita o corpo de uma mulher, em tamanho real

O formato dos monstrinhos coloridos deixa esta poltrona com um visual descontraído. A ideia é do designer mexicano Ricardo Leija

Veja cadeiras decorativas divertidas

A pacificação de comunidades do Rio de Janeiro criou uma nova profissão: a de ex-traficante. Moradores do Complexo do Alemão e com passagem pelo tráfico, Diego da Silva, o Mister M, e J Vitorino são dois exemplos dessa nova realidade. Ajudados pelo AfroReggae, eles aprenderam novos ofícios, sonham com uma nova vida, mas enfrentam desconfiança de muita gente, principalmente de autoridades policiais, que acham que tudo não passa de encenação. Mas, vida que segue. Diego e J. Vitorino querem seguir carreira de modelo e fazem uma pré-estreia especial na Retratos.

Diego, de 26 anos, está aprendendo a editar vídeos. Com 75 kg distribuídos em 1m85, o ex-traficante é a nova promessa das passarelas após ter caído nas graças de Rony Meisler, dono da Reserva. Ele vestia uma camisa pólo da grife quando foi levado para a delegacia pela mãe:

- As pessoas diziam: 'Menino sai dessa vida'. Sempre ouvi elogios sobre o meu rosto e o jeito de andar. Para nós que vivemos na favela, sem sonhos, é uma alegria.

J Vitorino, de 25 anos, trabalha hoje como cinegrafista do programa "Conexões urbanas". Numa das reportagens, ele pulou para a frente das câmeras e chegou a dividir um rap com o senador Eduardo Suplicy.

- A profissão de modelo para mim é nova, mas sempre gostei de fotografar - conta Vitorino, de 1, 84m e 74kg, que completa - Essa oportunidade serve de motivação não só para mim como para outros tantos jovens que sonham em mudar de vida.








Ex-Traficantes tentam nova vida como modelos

Andy Whitfield, a estrela de 37 anos da série "Spartacus: Blood and Sand", morreu. Seu agente, Sam Maydew disse que Whitfield morreu neste domingo (11) de um linfoma não-Hodgkin em Sydney, Austrália.

Vashti Whitfield, sua esposa, fez um comunicado dizendo que o marido era um "guerreiro jovem e belo", que morreu em uma "manhã de Sydney ensolarada" nos "braços de sua amada esposa."

Whitfield - que nasceu no País de Gales e viveu na Austrália - era um desconhecido quando foi escolhido como o herói protagonista de "Spartacus", uma série da rede Starz que fez sucesso com sua violência gráfica e sexualidade.

Whitfield estava se preparando para a segunda temporada, quando foi diagnosticado com câncer há 18 meses. Em janeiro, a rede anunciou que um outro ator australiano, Liam McIntyre, iria assumir o papel.

O câncer do ator, é do mesmo tipo que o do ator brasileiro Reynaldo Gianecchini. A diferença é que o tipo de Whitfield era o B, considerado mais tratável e menos agressivo.

Ator de 'Spartacus' morre de câncer linfático

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Fim do mistério: Wanda (Natália do Vale) é assassina de Norma (Gloria Pires). O mistério que movimentou a reta final de Insensato Coração teve um surpreendente desfecho para o grande público que, conforme as indicações do próprio Ricardo Linhares, suspeitou de 12 personagens.

Uma mãe obcecada. É assim que Wanda pode ser definida. Mãe de Pedro (Eriberto Leão) e Léo (Gabriel Braga Nunes), ela sempre deixou clara sua preferência pelo primogênito, o grande vilão da trama. E foi para livrá-lo da vingança de Norma que Wanda deu fim à vida de Norma.

Mas a ex-mulher de Raul (Antônio Fagundes) não parou por aí. Tentando esconder todas as provas que ainda pudessem incriminar Léo, Wanda não contava que Marina (Paola Oliveira) aparecesse em seu caminho para desvendar o crime. Tais atitudes não protegeram Léo e através de Jandira, que dá um recado a Cortez, Norma é vingada e Lé assassinado na prisão. E Wanda acabou na pior, internada em uma clínica.

A triste história de Norma

Norma entrou na trama e logo se apaixonou por Léo, sem saber que estava sendo enganada. A viúva foi presa pelo roubo que o vilão praticou e, depois de passar muito tempo atrás das grades, Norma reencontrou Léo e colocou em prática seu plano de vingança.

O que a viúva não esperava, no entanto, era que iria se apaixonar novamente ao ponto de aceitar se casar com Léo. Só que, antes de trocar as alianças, Léo estava com a corda no pescoço, devido a tantas falcatruas. Se não fosse por Wanda, que matou a viúva, o vilão seria entregue à polícia com apenas uma ligação de Norma.

Insensato Coração - Wanda é a assassina de Norma



O elenco de "Insensato Coração" se reuniu em uma churrascaria na Zona Sul do Rio de Janeiro para assistir ao último capítulo da novela, nesta sexta-feira, 19.

Ana Lúcia Torre foi uma das primeiras a chegar, e defendeu sua personagem. Para quem acha que a Tia Neném matou Norma, interpretada por Glória Pires, ela avisa:

- Ela não faria isso! Posso até estar bem cotada no bolão do elenco, mas achoa que ela não faria isso, principalmente pelo que conseguiu da Norma. Ela é divertida, interesseira - disse a atriz defendendo sua persongem.

Ana Lúcia Torre fez questão ainda de homenagear a amiga Natália do Vale.

- Destacaria a parceria com a Natália. Foi uma grande companheira - disse.

Roberta Rodrigues também disse não acreditar que sua personagem, Fabíola, tenha matado Norma, mas que gravou cenas sigilosas.

- Eu não gravei nenhuma cena matando a Norma, mas fiz umas cenas sigilosas que ficaram mantidas em segredo e não foram ao ar. O ser humano é muito louco, a minha personagem tinha muito ódio da Norma, mas não sei se ela chegaria ao ponto de matá-la - contou.

Já o diretor Dennis Carvalho fez brincadeiras sobre o caso.

- O que eu posso revelar para vocês é que algum bueiro de Copacabana matou a Norma.. História boa, né? - brincou Dennis.

Gabriel Braga Nunes, o Léo da novela, chegou ao local e não quis conversar com a imprensa.

Insensato Coração - Elenco se reúne para ver o último capítulo

No clima de mistério da nova temporada de “Malhação”, a atriz Letícia Spiller relatou na noite desta terça-feira, 16 durante a coletiva de “Malhação”, no Rio, uma experiência paranormal que teve na adolescência, quando se comunicou mentalmente com uma amiga que estava no exterior:

- Isso aconteceu antes de eu ser paquita. Sempre tive o meu grupo de amigas e essa, que era mais chegada, viajou para o Chile. Senti muita saudade e queria algum jeito de me comunicar com ela. Foi então que comecei num grupo de meditação pois eu era uma pessoa muito sozinha, apesar dessas amizades. Numa determinada hora, me concentrei e mentalizei essa amiga que lá no Chile, acordou e escreveu uma carta para mim. Acredito muito nessas coisas e sei que existem outras dimensões. Tudo está conectado - disse.

Spiller: papel de mãe na ficção e na vida real

Na trama escrita por Ingrid Zavarezzi, a atriz Letícia Spiller vai interpretar a personagem Laura, uma mulher batalhadora, mãe de dois filhos, que sofre a morte de Douglas, seu filho, vivido pelo ator Pierre Baitelli. "Entre os assuntos polêmicos dessa personagem, ela ainda vai se envolver com um homem 20 anosmais jovem o que vai causar uma tremenda confusão na cabeça dela, já que ela perdeu um filho jovem também. Os temas são revolucionários e vamos falar muito sobre os limites entre a ciência e os mistérios", comentou Letícia.

Dividindo sua rotina entre as gravações da novelinha e sua peça no teatro, Letícia falou ainda que a filha Stella, de apenas seis meses, acabou entrando no ritmo da mãe:

- É uma vida totalmente rock’n rolll. Várias vezes eu chego tarde em casa e ela está lá acordada. Para mim é ótimo pois assim fico mais pertinho dela. Com o Pedro eu parei de trabalhar aos 4 meses e na gravidez dela eu fui até o final. Isso me dá muita energia.

'É uma história de gente para gente', disse José Alvarega Jr.

Além do clima fantástico que vai envolver os personagens da nova temporada de "Malhação", o diretor de núcleo, José Alvarenga Jr, revelou que a história vai ter uma pegada de cinema com elementos mágicos no melhor estilo vampiros e magos das telonas:

- Vamos falar com a voz em tom de mistério. Essa nova temporada vai ter uma pegada de cinema, com coisas de 'Crepúsculo' e 'Harry Potter', mas não pensem que vão assistir histórias de vampiros ou magos. É uma história de gente para gente.

A nova temporada de Malhação estreia na segunda-feira, 29, com direção geral de Mário Márcio Bandarra.









Malhação Conectados - Letícia Spiller fala sobre experiência paranormal


Adam Levine (32), vocalista do Maroon 5, defendeu que a homossexualidade não é uma opção, mas uma condição natural.

- Acredite em mim, você nasce assim. Meu irmão é gay e nós sabíamos quando ele tinha dois anos. Todos nós sabíamos - disse à revista Out, voltada ao público homossexual.

- Muita gente não quer que os seus filhos sejam gays e irão lutar contra isso a todo custo. Mas eu tenho uma notícia para vocês - é uma batalha perdida. Quanto mais você luta com isso, mais o seu filho vai ser. Você só precisa abraçar isso desde o começo. É a única forma de lidar com essa questão como família - declarou o astro.

Levine também aproveitou para relacionar o seu sucesso com o fato de as pessoas questionarem a sua orientação sexual.

- Olhe para os melhores [cantores], são caras cuja sexualidade sempre foi questionada. [David] Bowie. [Mick] Jagger. Freddie Mercury. Eu não estaria à frente de uma banda se esta questão não tivesse surgido em algum momento - observou ele que é treinador vocal do reality americano The Voice.

Adam Levine, vocalista do Maroon 5: “Meu irmão é gay”