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segunda-feira, 16 de maio de 2011


Antes de trilhar uma trajetória criminosa, Heloísa Borba Gonçalves dava indícios de que não media esforços para conseguir o que queria. E, ainda adolescente, usava as mesmas artimanhas que fizeram com que ficasse conhecida como Viúva Negra, a mulher que enterrou três maridos e dois namorados. Ela só tinha 16 anos quando se apaixonou pela primeira vez. Morava na casa dos pais, no bairro Navegantes, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, quando se encantou por Carlos Pinto da Silva, pai de dois de seus filhos e comparsa em golpes no antigo INPS, na década de 70. Oito anos mais velho, Carlos era discípulo de Leonel Brizola e tinha sido preso político. Mas a diferença de idade e de experiência não fizeram com que ela desistisse.

No começo, se aproximou de uma irmã mais velha dele, uma professora de séries iniciais de 28 anos, que trabalhava numa escola em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre. Sempre que a visitava, Heloísa trazia flores e pedia conselhos para conquistar o irmão. Mas Heloísa tinha outras armas. Mesmo garota, sabia seduzir. Era bonita. Com 1,60m e longos cabelos escuros, fisgou o homem que amava.

- Ela era muito avançada. Dizia coisas que estavam fora do nosso padrão de vida. Era bonitinha, baixinha e sedutora. E loucamente apaixonada pelo Carlos - relembra a irmã, que hoje tem 73 anos e mora em Santo Angelo, sua cidade de origem da família.

Mulher de temperamento explosivo e ambiciosa

Depois de conquistá-lo, revelou outras características, até então ocultas, como ambição, temperamento explosivo e infidelidade. Até hoje, a família de Carlos não acredita que a primogênita do casal, nascida em 1969, é filha dele. Aos 21 anos, Heloísa rompeu o relacionamento e se envolveu com outro homem mais velho. O médico gaúcho Guenter Joerg Wolf, de 38 anos, possuía as mesmas características das vítimas da Viúva Negra até o começo da década de 90. Além de ter 17 anos a mais, Guenter era solitário e tinha família pequena.

Em 27 de dezembro de 1971, o médico morreu num acidente automobilístico, numa viagem de Porto Alegre a Taquara, no Rio Grande do Sul. Cinco meses depois, Heloísa foi mãe pela segunda vez e registrou a menina com o sobrenome de Guenter, herdando uma casa na capital gaúcha. Depois disso, a filha dela só fez contato com a família do pai para obter dupla cidadania, já que o médico era filho de alemães.

Na década de 70, entre os 20 e 30 anos, a conta bancária de Heloísa aumentou. Ela perambulou por diversos estados, morando em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília, distribuiu cheques sem fundo em companhias aéreas e aplicou golpes no antigo INPS ao lado do mesmo homem que a conquistou na adolescência. Carlos Pinto da Silva era apontado pela Polícia Federal como mentor do esquema.

Nem assim escapou de sofrer um atentado enquanto estava ao lado de Heloísa. Em dezembro de 1977, foi atingido por cinco tiros na saída do hotel Ondina, em Salvador. No primeiro depoimento, acusou Heloísa. Depois, retirou a queixa. Nos tempos de estelionatária, falsificou documentos para ingressar na faculdade de Direito.

Diploma falso de Ensino Fundamental e Ensino Médio

Até o diploma de Ensino Fundamental e Ensino Médio no Colégio Comercial Nossa Senhora Conquistadora, em Giruá, no interior do Rio Grande do Sul, era falso. Em correspondência enviada em janeiro de 1996, a direção comunicou que Heloísa jamais colocou os pés na escola.

Nem tão “bonitinha” como nos anos 70, Heloísa manteve a pose de mulher sedutora ao passar dos 30 anos. Aos 33, se casou com o securitário Irineu Duque Soares.

Com a morte dele, assassinado numa suposta tentativa de assalto numa viagem a Magé, na Baixada, apenas cinco meses depois do casamento, a advogada gaúcha se tornou viúva pela primeira vez. E, ao herdar três apartamentos na Zona Sul do Rio e um carro, conseguiu sofisticar o seu armário, com chapéus e roupas chiques.

Viúva enriquece com a morte de marido milionário

Mas só atingiu o estilo de vida que sempre quis no fim de 1991, quando ficou viúva do comerciante Nicolau Saad, aos 41 anos. No ano seguinte, engordou ainda mais a sua conta bancária, beneficiada pela morte de outro ex-marido, o coronel Jorge Ribeiro.

Mas não era só a conta dela que engordava. Com uns quilinhos a mais, seduzia velhos ricos, usando roupas chiques e desfilando em carros do ano. No casamento de Elie e Isabel Murad, em 1992, usava um chapéu de abas largas, algo raro. Na época, namorava o pai do noivo e tinha um patrimônio milionário, conquistado com a morte de três maridos.

Anos depois, Heloísa doou terrenos em Campo Grande às duas babás que cuidavam dos seus filhos. Mas a terra ainda consta no nome de Nicolau Saad, morto em 1991. As babás bem que tentaram. Mas não conseguiram ficar com o terreno de 588 metros quadrados porque o administrador do loteamento Monte Líbano, próximo à Estrada do Tinguí, pediu documentos que comprovassem a doação. Indignada, Heloísa ligou para o administrador Fernando Azevedo, de 80 anos, e tentou intimidá-lo, aos gritos.

- Ela era agressiva e gritava: “Esses terrenos são meus” - diz.

Aos 61 anos, Heloísa não temos mesmos atributos dos tempos em que ganhava a vida como viúva profissional. Hoje, a mulher que rodou o país se esconde para não parar atrás das grades.

Viúva Negra já aprontava desde bem novinha


A estudante Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, se entregou no final da manhã desta segunda-feira na 77ª DP (Icaraí). Ela, que chegou de táxi, era aguardada por seu advogado Rodolfo Tompson na porta da delegacia. Verônica estava com o cabelo mais escuro do que quando compareceu na delegacia, no último sábado.

A estudante não quis falar com os jornalistas e está sendo ouvida neste momento pelos policiais.

Mulher acusada de matar amante em motel se entrega à polícia

sexta-feira, 15 de abril de 2011



Meave Ryan viu o menino balançando os braços quando brecou para parar atrás de uma fileira de carros. Os outros carros seguiram em frente e atravessaram o cruzamento, mas ela abriu a janela.

- Ele estava gritando por ajuda - disse ela. - Ele disse: 'Minha mãe acabou de atirar o carro na água'.

Ryan, 31, disse ao menino – La'Shaun Armstrong, 10 – que entrasse no carro e dirigiu a curta distância até a rampa para barcos, de onde ele disse que sua mãe tinha jogado o carro no Rio Hudson, em Newburgh, Nova York.

- Eu saí do carro e entrei na água para tentar ver alguma coisa - disse Ryan.

O veículo, uma caminhonete preta, já estava submerso. Ryan mandou La'Shaun voltar para o carro dela e seguiu para a sede do departamento de bombeiros a poucos quarteirões de distância. Ele estava quase vazio, os caminhões de bombeiros estavam respondendo a uma chamada.

- Batemos na porta do posto - disse Ryan. Era 19h50 da terça-feira (horário local).

Não demorou muito para que a história que o garoto havia contado ganhasse significado trágico: sua mãe, Lashanda Armstrong, 25, havia feito o que La'Shaun disse – ela jogou a minivan no rio. La'Shaun tinha escapado, nadando em uma água de 7º C.

A minivan estava submersa em 2,5 metros de água. A mãe de La'Shaun ainda estava lá dentro, assim como seus outros três filhos, identificados pela polícia como Landen Pierre, 5; Lance Pierre, 2, e Pierre Lainaina, 11 meses.

La'Shaun disse à mulher que o resgatou o motivo para sua mãe estar tão chateada.

- Houve uma discussão sobre traição. O padrasto do menino estava traindo sua mãe - disse Ryan. 

Durante o curto trajeto de seu apartamento em Newburgh até a rampa para barcos, La'Shaun disse que sua mãe ligou para um parente mais velho e disse:

- Me desculpe, eu vou fazer uma loucura, mas você tem que me perdoar.

La'Shaun contou para Ryan que a ligação terminou com o parente dizendo que iria discar 911 (o número para emergências nos EUA).

A polícia enviou agentes ao apartamento, mas era tarde demais. Lashanda Armstrong já havia colocado os filhos no carro e dado início ao que o prefeito Nicholas Valentines chamou de "uma tragédia incomparável nesta cidade”.

Ryan, que estava a caminho de visitar parentes em Fishkill, Nova York, disse que La'Shaun foi claro sobre o que tinha acontecido. Ele contou que Lashanda Armstrong agarrou as crianças quando a minivan caiu na água e disse:

- Se eu vou morrer, vocês vão morrer comigo.

Ela disse que La'Shaun se soltou, abriu a janela e saiu nadando.

Ele também contou que sua mãe tentou impedir a tragédia, mas que já era tarde demais. Ele disse que, quando a minivan começou a afundar Lashanda Armstrong disse:

- Oh, meu Deus, eu cometi um erro, eu cometi um erro.

Ele disse que ela tentou dar marcha à ré, mas a minivan já estava fundo demais na água para voltar.

Vizinhos de Lashanda Armstrong disseram que ela tinha colocado as crianças na minivan após uma discussão com o pai dos três filhos menores, identificados pela polícia como Jean Pierre, 26. Ele foi o seu par no baile de formatura do Ensino Médio e trabalhava em um restaurante de fast-food, segundo vizinhos.

Pierre, segundo alguns relatos, ajudava Armstrong com a responsabilidade de cuidar dos quatro filhos com recursos limitados. Mas havia tensões entre os dois: Pierre não vivia com Armstrong.

- Do lado de fora, parecia perfeito - disse Sharon Ramirez, 22, uma vizinha e amiga de Armstrong - Mas havia um monte de coisas acontecendo. Eles tinham uma relação complicada.

Ramirez disse ter certeza disso por ter tido um relacionamento de três meses com Pierre no ano passado, quando Armstrong estava grávida de Lainaina.

O primeiro sinal da tragédia envolveu a discussão no apartamento de Armstrong, localizado em uma região precária do centro de Newburgh, cerca de 96 quilômetros ao norte de Manhattan. O chefe de polícia Michael Ferrara disse que um parente de Armstrong ligou para o 911 por volta das 7h30 dizendo que Armstrong estava "envolvida em uma disputa doméstica".

Uma tia de Armstrong, Angie Gilliam, disse ter ligado para o 911 depois de Armstrong telefonar para seu pai. No momento da ligação, o pai estava na casa de Gilliam, que podia ouvir "as crianças gritando”. Os dois ficaram tão preocupados que dirigiram até o seu apartamento. Chegando lá, encontraram apenas os policiais que foram enviados em resposta a sua chamada.

A polícia disse ter sido o primeiro chamado ao apartamento desde que Armstrong se mudou para lá no ano passado. A polícia também disse que Pierre não tem antecedentes criminais de violência doméstica. Ferrara disse que a polícia havia interrogado Pierre, mas que nenhuma acusação foi feita.

Ramirez, que disse ter tido um relacionamento com Pierre, disse que o conheceu quando a irmã dele vivia no apartamento antes de Armstrong e os filhos se mudarem para lá há um ano. Ramirez disse que Pierre afirmou ter filhos, mas negou ainda estar em um relacionamento com a mãe deles.

Um vizinho, Steve Sheehan, disse que Pierre e Armstrong faziam coisas de casal, lembrando que, no verão, eles teriam feito churrasco em uma churrasqueira na calçada.

Mas o proprietário do apartamento, John Boubaris, disse que duas vezes no ano passado ela lhe pediu para trocar as fechaduras para manter Pierre fora.

- Ela disse que não queria ele aqui - Boubaris recordou, acrescentando: - Ele estava aqui o tempo todo.

Ainda assim, o dia em que terminou em morte no fundo do rio começou sem nenhum sinal de problemas. Sheehan disse que Armstrong e Pierre tinham colocado as crianças na minivan da manhã. Eles muitas vezes saiam para comprar mantimentos ou ir até a lavanderia.

- Era um dia normal - disse Sheehan.

Quanto à La'Shaun, a agência responsável pelo bem-estar infantil emitiu um comunicado que dizia que ele está bem.

- Ele vai ficar comigo - disse Gilliam.

Mais tarde, Gilliam e quatro membros da família foram até o rio, ao lado da rampa que Armstrong usou, e colocaram três bichos de pelúcia e três balões brancos. Então eles se sentaram. Gilliam chorou e os outros se reuniam ao redor dela.

- Ela era uma boa mãe - disse Gilliam - Só porque ela jogou o carro ...

A voz dela sumiu. Então ela disse:

- Ninguém sabe o que minha sobrinha passou.

Nos Eua, mãe joga o carro em rio com filhos dentro: "Vocês vão morrer comigo"

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Justiça do Rio ouviu, na tarde desta terça-feira (29), quatro testemunhas de defesa e outras quatro de acusação na audiência de instrução e julgamento sobre a morte do músico Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado no dia 20 de julho de 2010 no Túnel Acústico da Gávea, na Zona Sul do Rio. Segundo testemunhas, o jovem foi atingido por um carro que estava fazendo “pega”.

Entre as testemunhas de acusação, ouvidas pelo juiz em exercício do 2º Tribunal do Júri, Rodrigo José Meano Brito, estavam três amigos de Rafael, que andavam de skate com ele no dia do atropelamento, e um funcionário da Comlurb, que trabalha na limpeza do túnel.

Pelo lado da defesa, participaram como testemunhas um operador de tráfego, o lanterneiro que fez o reparo na lataria do carro de Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado a vítima, o amigo de Bussamra, que estava no outro carro e que, supostamente teria participado de um “racha”, e o administrador do túnel.

Carro em alta velocidade

Os amigos da vítima afirmaram ter convicção de que os dois carros suspeitos estavam participando de um “pega” e que Rafael Mascarenhas foi atingido por um carro em alta velocidade que voltou pela galeria que estava fechada para veículos naquele momento.

Eles disseram ainda que os responsáveis pelo atropelamento não ofereceram ajuda para socorrer Rafael Mascarenhas. Um dos amigos garantiu ter ouvido de Bussamra a conversa que teve com o pai pelo telefone: “Pai, atropelei alguém, o que eu faço?”, teria dito antes de se afastar do corpo e dos amigos da vítima.

Amigo de atropelador nega 'racha'

Já o amigo de Bussamra, que estava no outro carro, garantiu que eles não faziam “pega” e “não sabiam que o túnel estava fechado”. Disse ainda que, logo que percebeu que uma pessoa havia sido atingida, recomendou que o atropelador ligasse para a polícia e pedisse uma ambulância. Ele afirmou que, no entanto, não atenderam a ligação.

A testemunha de defesa disse também que os dois só deixaram o local, perto do corpo, quando viram que um carro da Polícia Militar se aproximava. Ele não soube esclarecer a extorsão que teria sido praticada pelos policiais, por não ter acompanhado a conversa de perto, mas afirmou que, depois de muitas voltas de carro, teriam sido obrigados a entrar na viatura da PM até que o reboque chegasse ao local.

O filho de Cissa Guimarães foi atropelado quando andava de skate com amigos no Túnel Acústico. Ele estava na pista interditada quando um dos dois carros o atingiu com uma velocidade de aproximadamente 100 km/h.

Amigos de Rafael mascarenhas afirmam que jovem foi vítima de 'pega' entre carros

- Quero meu filho de volta nem que seja morto.

O desabafo é da vendedora Jaqueline Rose Lago Soares, de 33 anos, mãe do adolescente Alan Patrick Soares. Suspeito de roubar uma moto, o estudante de 17 anos desapareceu em 11 de março após ter sido abordado por policiais militares em Suzano, na Grande São Paulo.

Quatro desses policiais estão presos temporariamente na capital paulista por suspeita de envolvimento com o sumiço do jovem. Em depoimento à Corregedoria da Polícia Militar eles negaram o crime e alegaram inocência.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil discordaram da versão. Elas disseram ter visto Alan pilotar uma motocicleta em fuga, enquanto era perseguido por pelo menos um carro Blazer da Força Tática da PM. Há relatos de que tiros foram ouvidos quando os policiais militares entraram num túnel à procura do rapaz. De acordo com o boletim de ocorrência, Alan estava com um revólver. Nem a arma nem a moto foram encontradas ainda.

- Eu só queria que esses policiais falassem onde está meu menino, se está morto ou vivo. Nem que encontre o corpo dele para acabar essa angústia, meu Deus. Não importa o jeito - afirmou Jaqueline.

- Tenho fé em Deus em encontrá-lo com vida. Mas se não der, quero encontrar meu menino nem que seja morto. Meu coração de mãe está desesperado. Estou desesperada, estou perdida - disse a mulher, que, sem respostas oficiais sobre o paradeiro de seu filho, encontra no marido, Sérgio Antonio Soares, de 34 anos, e nos amigos força para seguir a vida.

Ela trabalha numa loja que vende sacolas plásticas em Suzano, onde mora com Sérgio e quatro filhos, incluindo Alan.
 
Fã de Neymar

O estudante desaparecido é o mais velho dos irmãos. Segundo a mãe dele, ele nunca se envolveu com crimes ou teve passagens pela Fundação Casa (extinta Febem).

- Ele é um filho muito bom. Nunca me deu trabalho, gosta de futebol, é santista, fã do Neymar, e sempre foi estudioso. Tirou primeiro lugar num concurso da escola técnica dele e ganhou a vaga para trabalhar como eletricista estagiário numa empresa. Tira algo em torno de R$ 800 por mês.

- Não sei por que ele inventou de sair naquele dia [11 de março] com aquele rapaz que se dizia amigo dele - lamentou Jaqueline, ao se referir ao auxiliar de produção de 19 anos que saiu com Alan naquela sexta-feira à noite - Eram 22h e esse rapaz buzinou da moto para ir com meu filho a um banco. Eu falei para meu filho voltar logo e meu marido nem queria que ele saísse.

Investigação

O amigo de Alan não foi localizado para comentar o assunto. O auxiliar aparece como testemunha e indiciado na investigação da polícia sobre o desaparecimento do adolescente. De acordo com a versão policial, o amigo do estudante declarou ter saído com o filho de Jaqueline para roubar uma moto em Mogi das Cruzes, também na Grande São Paulo.

Ainda segundo a investigação, a dupla de amigos se separou depois do crime. O auxiliar ficou com a moto roubada e Alan com a moto do amigo. Após isso, uma denúncia acionou os policiais da Força Tática, que passaram a perseguir o estudante.

- Ele estava com blusa bege e camiseta vermelha, calça jeans e tênis da Oakley. Meu filho faz aniversário dia 2 de novembro, no Dia de Finados. Saiu com celular e só cai na caixa postal. Ele não tem costume de sumir. Os policiais devem ter feito algo com ele - disse Jaqueline.

Os policiais presos ou seus advogados não foram localizados para comentar o assunto.

Para o delegado Jorge Luiz Neves Esteves, do Distrito Central de Suzano, há indícios da participação dos policiais militares no sumiço de Alan.

- Temos elementos fortes - disse.

Uma testemunha preservada afirmou à polícia ter visto os policiais jogando algo num rio da região. Por esse motivo, bombeiros realizam buscas no local, perto da estrada que liga Mogi das Cruzes à cidade litorânea de Bertioga.

Laudos periciais

A Corregedoria da PM, que instaurou um inquérito administrativo, e a Polícia Civil, que apura um eventual crime, aguardam agora o resultado de exames que estão sendo realizados por peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica. Dependendo do que os testes apontem, a Corregedoria poderá pedir a prisão preventiva dos suspeitos.

Pelo menos cinco exames estão sendo feitos pela perícia do IC:

1) Análise das imagens de uma fita do circuito de segurança de uma empresa da estrada do Areião, onde o adolescente foi abordado. Cenas mostram uma Blazer da PM perseguindo uma pessoa numa moto;

2) Exame para saber se há sangue no carro dos quatro PMs e se o veículo foi lavado pelos suspeitos;

3) Teste de DNA para saber se sangue achado no local da abordagem é compatível com o material gentético colhido da mãe do adolescente;

4) Laudo de balística para dizer se projéteis apreendidos no local da abordagem partiram das armas dos PMs;

5) Analisar blusa e camiseta do adolescente, que tinham marcas de tiros e foram encontradas dois dias depois do desaparecimento na Rodovia Mogi-Bertioga. No mesmo local, testemunha viu policiais jogando algo no rio.

Fotos e passeata

Enquanto não tem informações precisas sobre seu filho, Jaqueline distribui fotos dele em cartazes que possam indicar seu paradeiro. Uma passeata também está sendo programada para ocorrer na sexta-feira (1º de abril), a partir das 17h30, na Praça do Soldado, em Suzano.

- Só quero que digam onde está o meu filho - disse a mãe de Alan.

Quem tiver informações sobre Alan pode ligar para os telefones 181 (Disque-Denúncia) ou 190 (da PM).

Mãe de adolescente desaparecido em SP desabafa


Um bebê foi encontrado abandonado por volta das 19h desta terça-feira (29), no chão de uma igreja em Guaraniaçu, no Oeste do Paraná.

De acordo com a Polícia Militar, junto com o recém-nascido estava um bilhete escrito por um casal que teria comprado a criança.

-Somente ontem vi as notícias que a mãe havia sido morta em São José dos Pinhais, mas quando eu e meu marido saímos de lá ela estava viva - conforme descrição do bilhete.

No papel, também estava escrito que a criança teria sido comprada por R$ 1.500 dos próprios pais que seriam usuários de drogas.

A polícia acredita que o bebê seja filho da uma adolescente que foi encontrada morta no sábado (26), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A jovem era mãe e morava em Guaratuba, no litoral do estado. Mãe e filho teriam desaparecido depois de serem atendidos em um posto de saúde no município.

No sábado (26), quando o corpo da jovem foi localizado, não havia registro de desaparecimento de nenhuma jovem na Delegacia de São José dos Pinhais e a polícia precisou buscar informações na região metropolitana de Curitiba, no litoral e até nos Campos Gerais.

A adolescente, moradora de Guaratuba, foi identificada por uma tatuagem no braço direito, na terça-feira (29). Com isso, a prioridade da polícia passou a ser busca pela criança.

Nesta terça (29), depois de um bebê ter sido encontrado em uma igreja em Guaraniaçu, fotos da criança foram encaminhadas aos familiares da jovem morta que a reconheceram como bebê da adolescente.

A polícia investiga como o bebê, com menos de um mês, chegou até a cidade no Oeste do Paraná.

Bebê de adolescente morta é encontrado no Paraná

segunda-feira, 21 de março de 2011

A divulgação do exame que indicou alta dosagem de monóxido de carbono no sangue do casal Gustavo Lage Caldeira Ribeiro, 23, e Alessandra Paolinelli de Barros, 22, encontrados mortos em uma pousada de luxo em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, pode dar início a uma nova polêmica: o monóxido de carbono pode levar a indícios de falha ou negligência do estabelecimento em relação aos hóspedes.

O advogado da Pousada Estalagem do Mirante, Fernando Júnior, disse, nesta segunda-feira (21), que o exame não é definitivo.

- A pousada compreende a angústia das famílias e está consternada com a situação. Contudo, o laudo está amparado em apenas um exame e não é conclusivo. A própria polícia disse que trabalha em exames complementares. Acho precipitado tirar qualquer conclusão agora - afirmou.

Laudo pericial divulgado na manhã de sábado (19) indicou a presença de carboxihemoglobina na concentração de 62% em Alessandra e de 68% em Gustavo. Segundo peritos, a exposição por mais de uma hora a níveis superiores a 60% pode levar a morte rápida. O monóxido de carbono teria sido liberado durante a queima de lenha na lareira do aposento. Com porta e janelas fechadas, o casal pode ter sido intoxicado devido à falta de ventilação.

Segundo Fernando Júnior, o estabelecimento recebe hóspedes há oito anos e nunca registrou caso semelhante. “Todos os quartos possuem uma cartilha de esclarecimentos. Junto a cada equipamento, inclusive a lareira, há instrução a respeito da utilização com alerta sobre eventuais riscos”, garante o advogado. Fernando Júnior ainda afirmou que a pousada possui seguro “amplo e abrangente” para os hóspedes, mas prefere não comentar o assunto antes da conclusão do inquérito.

As famílias ainda não confirmaram se vão à Justiça requerer indenização do estabelecimento.

Entenda o caso

Os corpos de Gustavo e Alessandra foram encontrados na quinta-feira (17), sobre a cama de um dos chalés da pousada Estalagem do Mirante. O casal de universitários havia se hospedado na terça-feira (15) para comemorar um ano de namoro. Por não conseguir fazer contato, as famílias acionaram a polícia, que descobriu o paradeiro dos jovens dois dias depois, por meio de mensagens publicadas no Facebook.

Não foram encontradas marcas de violência nos corpos nem sinal de arrombamento no quarto. A hipótese de que tenha ocorrido um crime passional revoltou amigos e parentes do casal. Pessoas próximas aos jovens foram unânimes ao dizer que o relacionamento dos dois era extremamente afetuoso e nenhum deles teria motivo para praticar um crime.

Laudo aponta que casal morto em pousada tinha monóxido de carbono no sangue

sábado, 12 de março de 2011

Jonatas Santos Brandão, de 14 anos, morreu hoje no Hospital de Base. O rapaz foi espancado por moradores do Recanto das Emas após participar de um assalto a um grupo de ciclistas e balear Claudiomiro de Oliveira, de 40 anos. O adolescente estava internado em estado grave no Hospital de Base há três dias, com traumatismo craniano e afundamento no tórax.

Ao todo, três adolescentes participaram do assalto. Ontem, um deles se entregou na delegacia, prestou depoimento e foi liberado. O rapaz estava com a bicicleta da vítima.

No dia do assalto, terça-feira de carnaval, 13 ciclistas voltavam de uma trilha quando foram abordados pelos menores. Jonatas estava armado e anunciou o assalto. Claudiomiro reagiu, levou dois tiros e morreu na hora.

Adolescente que matou ciclista em Brasilia morre em hospital

A Polícia Civil de Osório, na região metropolitana de Porto Alegre, prendeu na sexta-feira (11) um policial militar suspeito de ter assassinado a tiros o boxeador Tairone da Silva, de 17 anos, por volta das 13h de sexta-feira durante uma discussão. Silva tornou-se em 2010 campeão brasileiro da categoria de cadetes (de 15 a 16 anos), em que competia, conforme a Confederação Brasileira de Boxe.

Segundo o delegado Celso Ferri, que investiga o caso, o policial teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após o depoimento de várias testemunhas, inclusive o treinador de Silva, ter afirmando que o boxeador “era ameaçado” pelo policial.

- Colhi laudos e depoimentos testemunhais que provam que o policial atirou para matar. A alegação do policial é de que houve uma troca de ameaças entre os dois e que quando se encontraram, em frente à casa da mãe de Silva, começaram a brigar, houve luta corporal e ele disparou - disse o delegado.

Ferri diz que dois tiros acertaram o boxeador. A arma usada pelo policial no crime é a pistola oficial que ele usa na Brigada Militar gaúcha, onde trabalha há quatro anos, conforme o delegado.

O policial está preso no quartel da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. O boxeador foi enterrado às 11 horas deste sábado (12) no Cemitério Municipal de Osório, segundo a Polícia Civil.

- Não posso dizer que o assassinato foi premeditado, mas que o policial já tinha intenções de matá-lo. O menino (o boxeador) estava tendo destaque na cidade pelas competições e o policial tinha ciúmes dele. Eles não se entendiam e frequentemente trocavam ofensas - afirmou o delegado.

Em nota, a Confederação Brasileira de Boxe lamentou a morte de Silva.

- O Brasil perde mais que um atleta de futuro que tinha o sonho de se tornar um grande boxeador e participar dos Jogos Olímpicos de 2016. Deixa a saudade de um grande companheiro dos colegas do esporte e a imagem de correção e educação dentro e fora do boxe - diz o texto.

Veja a íntegra da nota

"O esporte nacional acordou de luto neste sábado. Na tarde de sexta-feira, o boxeador brasileiro Tairone Silva foi assassinado quando dirigia-se à casa da mãe para uma visita, em Osório, Rio Grande do Sul.

Tairone tornou-se, em 2010, campeão brasileiro de cadetes (15/16 anos). Mais que isso, o boxeador foi escolhido o melhor atleta daquela competição, independentemente da categoria de peso.

Em fevereiro de 2011 teve seu talento reconhecido internacionalmente ao ser um dos boxeadores brasileiros que representou o país no Campeonato Internacional de Boxeo Verano de Iquique 2011, realizado em Iquique, Chile. Retornou ao Brasil com o título de campeão daquela competição na categoria 75 kg.

O Brasil perde mais que um atleta de futuro que tinha o sonho de se tornar um grande boxeador e participar dos Jogos Olímpicos de 2016. Deixa a saudade de um grande companheiro dos colegas do esporte e a imagem de correção e educação dentro e fora do boxe."

Policial é preso suspeito de assassinar boxeador no Rio Grande do Sul

O funcionário público Ricardo José Neis, que atropelou ciclistas em Porto Alegre em 25 de fevereiro, foi transferido na manhã desta sexta-feira (11) para o Presídio Central gaúcho.

Segundo informações do Hospital Parque Belém, onde ele estava internado, Neis almoçava quando soube da decisão da juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels, da 1ª Vara de Porto Alegre, e foi levado sob escolta policial para o presídio. Antes, ele passou no Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.

O advogado Jair Jonco, que defende o funcionário público, entrou com pedido de habeas corpus na quinta-feira (10) e aguarda decisão da Justiça. Segundo Jonco, a expectativa é de que o pedido seja julgado até terça-feira (15).

Avalição psiquiátrica

A juíza determinou a prisão de Neis nesta sexta-feira (11) após receber o laudo realizado pelo Instituto Psiquiátrico Forense na última segunda-feira (7). Segundo Rosane, a avaliação mostra que Neis "não teve doença diagnosticada, nem indicação para internação". Ela destacou ainda que "o quadro depressivo, com risco de suicídio, e a necessidade de atendimento médico especializado, em unidade psiquiátrica fechada, sob cuidado e vigilância contínuos, não foram constatados pelo perito médico avaliador".

Neis estava internado no Hospital Parque Belém, pois dois atestados firmados por médicos da instituição determinavam a necessidade de acompanhamento psiquiátrico

Ele é acusado pelo Ministério Público (MP) de tentativa de homicídio qualificado por ter atropelado ciclistas na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, em Porto Alegre. Nove pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital de Pronto Socorro da cidade. Todas foram liberadas sem ferimentos graves, segundo o hospital. O motorista teria fugido do local sem prestar socorro, segundo testemunhas.

Em depoimento, Neis disse à polícia que atropelou os ciclistas, pois se viu cercado e, com medo de uma agressão, acelerou para proteger a si e ao filho de 15 anos, que também estava no carro. A Justiça chegou a decretar a sua prisão preventiva mas, como ele já estava internado no Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, permaneceu sob custódia policial até esta sexta-feira (11).

Atropelador de ciclista em Porto Alegre é levado para presídio

sexta-feira, 11 de março de 2011

A tia da menina de 3 meses que teve a mão decepada na Baixada Fluminense é a principal e única suspeita de ter cometido o crime. Segundo o delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves, da 58ª DP (Posse), a suspeita, que está presa desde esta madrugada, é mulher do tio da criança e teria usado o bebê para se vingar da cunhada, de quem teria ciúmes.

- Ela (suspeita) nega que cometeu o crime. Mas entrou em contradição em vários momentos. E tudo indica ser um crime premeditado. Ela atraiu os irmãos da vítima para a casa dela. Acreditamos que o motivo do crime foi ciúmes da mãe da criança - disse o delegado.

O delegado acredita que o crime tenha sido premeditado e, segundo ele, não há testemunha. O marido da suspeita, que também foi ouvido pela polícia, foi a peça-chave para incriminá-la. Segundo o delegado, ele desmentiu o testemunho da mulher, que teria dito que a faca usada no crime já tinha sido jogada fora há muito tempo.

Ele também negou que a mulher usasse saia preta e blusa verde no dia do crime, como ela havia dito à polícia. As roupas descritas por ele foram achadas na máquina de lavar da casa do casal.

A suspeita morava com o marido numa casa nos fundos do mesmo terreno onde vive a família da vítima. Num barranco neste terreno em Vila de Cava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a polícia encontrou uma faca enterrada, que pode ter sido usada para mutilar a criança. O laudo do material fica pronto em 15 dias.

Segundo a polícia, a mãe disse em depoimento que deixou o bebê e um outro filho, de 9 anos, na casa dessa vizinha, enquanto ia ao mercado. Na volta, a menina já estaria ferida.

O delegado informou ainda que a suspeita, que já tem passagem por furto e ameaça, será levada para a Polinter e responderá por tentativa de homicídio, com agravante por motivo fútil.

Sem previsão de alta

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, o bebê passou por cirurgia de ajuste, realizada por cirurgiões plásticos da unidade. Ela está sob a guarda do Conselho Tutelar.

Internada no CTI pediátrico do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a menina respira sem a ajuda de aparelho, se alimenta e reage a estímulos. Seu quadro é considerado estável e não há previsão de alta.

Tia da menina com mão decepada teria agido por ciúme da mãe da criança

quinta-feira, 10 de março de 2011

Após ouvir os depoimentos de parentes da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, que foi encontrada morta num hotel em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o delegado Luciano Zahar, da 60ª DP (Campos Elíseos) descartou, na noite desta quarta-feira (9), o envolvimento da família no crime. Segundo ele, a fase de inquérito já está praticamente concluída, faltando apenas juntar as provas.

- O caso está praticamente esclarecido, só faltam dados técnicos para acrescentar. Definitivamente está descartada a participação de outras pessoas no crime. Não resta a menor sombra de dúvida que Luciene (suspeita no crime) conhecia a casa e, por ser uma pessoa que tinha envolvimento com a família, conseguiu tirar a Lavínia de casa - afirmou Zahar.

De acordo com a polícia, Luciene Reis, amante do pai da menina, confessou ter matado a menina, após o sumiço da criança no dia 28 de fevereiro. A provável causa da morte foi asfixia, já que a menina foi encontrada com o cadarço do tênis enroscado no pescoço, debaixo do colchão do quarto do hotel. Para o delegado, Luciene premeditou o crime e fez tudo sozinha.

Os depoimentos começaram por volta das 14h e terminaram por volta das 22h. Os inspetores pretendiam esclarecer como a criança foi retirada de casa. A família da Lavínia mora no mesmo terreno de outros 10 parentes. Para alcançar o quarto da menina seria necessário passar pela garagem e subir dois lances de escada.

A polícia ouviu o pai de Lavínia, Rony dos Santos Oliveira, a mãe Andréia Azeredo, o avô Adão do Carmo de Oliveira e a tia Roselaine Oliveira.

- A nossa grande preocupação eram as acusações contra a família. Nós estávamos preocupados se iriam prejudicar algum integrante da família. Hoje tudo veio à tona e matou qualquer suspeita - disse Ângelo Máximo, advogado da família.

Reconstituição

O delegado também descartou a informação de que Andréia teria entregado Lavínia a Luciene. Segundo ele, o pai da menina, Rony, afirmou que dormiu com a mulher e que não havia possibilidade dela ter saído da cama. A Polícia Civil pretende fazer uma reconstituição do crime após juntar todas as provas técnicas. Ainda não há previsão de quando será feita esta reconstituição.

Ainda segundo Zahar, uma nova testemunha se apresentou espontaneamente e contou que teria visto Luciene com Lavínia na rua, por volta das 4h30, no dia do crime. A princípio, a polícia suspeitava que o crime teria sido motivado por dinheiro, já que Luciene sabia que Rony tinha R$ 2 mil guardados em casa. No entanto, o delegado acredita que a morte foi provocada por vingança passional.

Homicídio triplamente qualificado

Luciene tinha sido indiciada por sequestro seguido de morte, no entanto, com as investigações, a polícia entendeu que a amante premeditou a morte da criança, por isso, ela vai responder por homicídio triplamente qualificado e pode pegar mais de 30 anos de prisão. Para alcançar o quarto da menina seria necessário passar pela garagem e subir dois lances de escada.

A polícia deve receber nesta quinta-feira (10) os laudos de perícias feitas no local do crime e na casa da menina. Antes do depoimento, a tia de Lavínia afirmou não ter ouvido nada no dia em que a menina foi levada de casa por Luciene. Roselaine disse ainda não entender a razão de ter sido chamada para depor na delegacia.

Polícia descarta envolvimento de parentes no assassinato da menina Lavínia

quarta-feira, 2 de março de 2011

Foi preso o motorista Ricardo José Neis, 47 anos, quejogou o carro sobre ciclistas e atropelou vários deles em Porto Alegre. Ele teve prisão preventiva decretada na noite desta terça-feira pela Justiça, a pedido do Ministério Público.

O delegado Gilberto Montenegro, que investiga o caso, afirmou que Neis será indiciado por tentativa de homicidio duplamente qualificado, por motivo futil e que não permitiu a defesa das vítimas. O atropelamento ocorreu na noite de sexta-feira. Cerca de 15 pessoas ficaram feridas.

Neis, que é funcionário do Banco Central do Brasil, recebeu voz de prisão naclínica psiquiátrica onde se internou ontem, em Porto Alegre,. Ele será levado à delegacia quando receber alta. Neis alega que está muito abatido após o atropelamento. Os médicos afirmam que o quadro dele é de estresse.

Testemunhas dizem que o motorista ficou irritado porque as bicicletas estariam impedindo a passagem do veículo. Neis, no entanto, durante o depoimento de três horas na Delegacia de Delitos de Trânsito, nesta segunda-feira, disse que agiu em legítima defesa, para garantir sua integridade física e de seu filho, de 15 anos, pois teria sido ameaçado pelos ciclistas.

- Deram vários socos no carro e jogaram bicicletas por cima. Naquela situação, eu só esperava sair de lá o mais rápido possível para evitar um linchamento – disse.

Um motorista que vinha no carro de trás do de Neis contou que também foi ameaçado pelos manifestantes.

O atropelamento ocorreu na sexta-feira, na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, em Porto Alegre. Nove pessoas foram levadas ao Hospital de Pronto Socorro da cidade. Todas foram liberadas sem ferimentos graves, segundo o hospital. O motorista fugiu do local sem prestar socorro. Inconformados, os ciclistas chegaram a fechar a avenida.

Mais de 100 ciclistas participavam do evento promovido pelo movimento Massa Crítica quando o carro de Neis avançou sobre eles. Para o grupo, que publicou em seu blog vídeos com depoimento dos ciclistas e imagens das bicicletas destruídas, o atropelamento foi considerado um crime e não um acidente. As imagens chocaram o país.

Na noite desta terça, cerca de 2 mil manifestantes se reuniram em Porto Alegre e entregaram flores para os motoristas. No local do acidente, fizeram um minuto de silêncio.

Em São Paulo, um grupo de ciclistas fez novo protesto nesta terça-feira.Na noite de segunda-feira, houve uma manifestação na Avenida Paulista, e os ciclistas deitaram-se na via para pedir paz no trânsito e tolerância.

Motorista que atropelou ciclistas é preso em Porto Alegre

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Escola Estadual Jesuíno de Arruda, em São Carlos, interior do Estado de São Paulo, passa por uma investigação, depois que um vídeo de alunos fazendo sexo na sala de aula começou a circular pelo colégio.

Os dois adolescentes, um rapaz de 15 anos e uma aluna de 14 anos, faziam aulas de recuperação quando gravaram as cenas. A informação é que o estudante gravou as imagens pelo telefone celular e repassou para os colegas depois.

O diretor da escola afirmou que, ao saber do caso, não comunicou imediatamente o conselho tutelar para preservar a identidade dos alunos.

Alunos fazem sexo em sala de aula em São Paulo

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O irmão do suspeito identificado de ter matado a supervisora de vendas Vanessa Vasconcelos Duarte procurou a polícia para oferecer ajuda. Segundo dados da investigação, o homem informou que o suspeito, no dia do crime, chegou transtornado em casa e confessou que tinha matado uma mulher.

Segundo a polícia, a Justiça aceitou o pedido de prisão temporária do suspeito ainda na noite de sexta-feira (18). O delegado Zacarias Tadros, que cuida do caso, não autorizou divulgação do nome dele. O Tribunal de Justiça de São Paulo não confirma a informação, pois alertaria o suspeito.

Com a ajuda do irmão, a polícia já tem dados de endereços de parentes e possíveis locais onde o envolvido no caso poderia estar escondido. Segundo fontes da Rede Record, o suspeito ainda está no Estado de São Paulo. A procura por ele continua neste sábado (19).

O segundo envolvido no caso ainda não foi identificado. A polícia sabe que ele é amigo do primeiro suspeito e que, assim que encontrar esse homem que já foi identificado, chegará mais rápido ao outro criminoso.
 
Na sexta-feira, a polícia disse que o suspeito de cometer o crime já era condenado a 14 anos de prisão. O delegado não soube informar ainda se ele é foragido da Justiça ou se está no regime semiaberto.

Crime

A supervisora saiu de Barueri, na Grande São Paulo, às 8h de sábado (12) para encontrar as amigas em um posto de gasolina na Raposo Tavares, mas não chegou ao local combinado.

Na mesma tarde, o carro em que a supervisora estava foi encontrado abandonado e o banco traseiro tinha sinais de fogo. Como o veículo era do noivo dela, ele foi o primeiro a ser comunicado sobre o abandono. Depois, a família registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Vanessa.

O corpo da jovem foi localizado no domingo em Cotia. Segundo a Polícia Civil, a vítima tinha muitos ferimentos no rosto e estava seminua. A poucos metros de onde o corpo estava, a polícia apreendeu um preservativo e duas embalagens.

Irmão de suspeito de assassinar Vanessa diz que ele confessou o crime

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Após três horas de depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, o ex-chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, foi indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional, com base no artigo 325, parágrafo 2º do Cógido Penal. Turnowski é acusado de ter ligado para um dos 30 policiais civis que estavam sendo investigados pela Polícia Federal, informando-o sobre a Operação Guilhotina.

Na saída da sede da PF, Allan Turnowski reafirmou aos repórteres que nada foi provado contra ele e que ele não havia sido avisado da operação e, por isso, não teria como repassar a informação.

Em nota enviada à imprensa na noite desta quinta-feira, a Secretaria de Segurança informou que o secretário José Mariano Beltrame ligou para o então chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, logo que foi informado pela Polícia Federal que policiais civis estavam extorquindo um traficante durante a operação no Complexo do Alemão. De acordo com a Secretaria, Beltrame pediu providências ao chefe, no entanto, em nenhum momento, mencionou a Operação Guilhotina.

- Eu estou sendo indiciado antes dele (o secretário Beltrame) ser ouvido e tenho certeza que esse juizo de valor não passa pelo primeiro crivo do Ministério Público ou da Justiça - disse Turnowski, logo após deixar a sede da PF.

Na quarta-feira, ao negar que tenha vazado informações para policiais civis investigados, no termo de declaração que prestou à Polícia Federal (PF), Turnowski afirmou que ligou para o inspetor Christiano Gaspar Fernandes por questões operacionais.

- Como vou vazar o que não sei? Em uma virada, você passa de testemunha a principal alvo do vazamento de uma operação - disse Turnowski na ocasião.

O delegado disse que falou com o inspetor após ser avisado por um policial federal de que uma escuta havia flagrado que Christiano acabara de fazer uma prisão.

- Perguntei: ‘Vocês estão com preso? Leva logo para a delegacia porque tá no grampo da federal que vocês prenderam. Pensei que o grampo estava no bandido - explicou.

A saída

A saída do delegado Allan Turnowski foi definida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Segundo nota emitida pela secretaria, os dois concluíram que a saída de Turnowski era a mais adequada para "preservar o bom funcionamento das instituições".

Beltrame disse ainda que "eventuais mudanças na equipe não vão prejudicar o compromisso assumido com a sociedade que é o de fazer do Rio um lugar cada vez mais seguro".

Em nota divulgada nesta terça, Trunowski agradeceu a confiança depositada pelo Secretário Beltrame e por Sérgio Cabral. No texto, o delegado disse ainda que teve uma "conversa franca" com Beltrame antes de tomar a decisão. Por fim, Turnowski considera que sucessor poderá levar a Polícia "a outro patamar".

Entenda a guerra na polícia

Um dia após determinar devassa na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos e Especiais (Draco-IE), o então chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, apresentou na segunda-feira documentos que, segundo ele, apontam para indícios de irregularidades cometidas pelo delegado Cláudio Ferraz e policiais de sua equipe. Durante a inspeção na especializada, agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil localizaram dois registros com a mesma numeração. Também foram recolhidas seis armas que estariam sem autos de apreensão.

Turnowski também apresentou carta anônima, que teria sido deixada na portaria de seu prédio no fim de semana, com acusações de corrupção envolvendo a Draco. As denúncias acirraram o clima de guerra na Polícia Civil, iniciada sexta-feira após a Operação Guilhotina. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, ex-subchefe operacional da instituição e braço direito de Turnowski, suspeito de negociar armas apreendidas com traficantes e de ligação com milícias.

A devassa na Draco começou nesta segunda-feira às 8h. Denúncias feitas por Turnowski sugeriram que agentes da Draco estariam envolvidos em esquema de fraudes e extorsão contra empresários e prefeituras de Rio das Ostras, Magé e São Gonçalo para não levar inquéritos adiante. Um desses procedimentos refere-se a uma investigação de possível fraude em licitação na prefeitura de Rio das Ostras.

Turnowski nega ação de represália

O então chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, negou que a devassa na Draco seja uma represália contra Ferraz, que admitiu ter colaborado nas investigações da Operação Guilhotina.

- Dei contribuições à Polícia Federal, sim. A Secretaria de Segurança sabia. Tinha o total conhecimento desse fato. Mas não tenho o que falar. Isso é uma questão do chefe de Polícia. Ele deve ter lá os seus motivos para agir dessa forma - disse Ferraz.

Turnowski rebateu:

- Se fosse represália, teria que ser com a Polícia Federal, que foi quem prendeu os policiais. Essa é a apenas a primeira das delegacias que serão vasculhadas. Eu farei a limpeza.

Em seguida, afirmou que exoneraria Ferraz se ele ainda fosse subordinado à Polícia Civil. Semana passada, a Draco passou para a esfera da Secretaria de Segurança, e o delegado foi escolhido para coordenar a área de Contra-Inteligência.

Corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano disse que tem 30 dias para concluir as investigações. De manhã, especulou-se que R$ 50 mil haviam sido apreendidos na gaveta de um agente da Draco, o que foi desmentido pelo corregedor.

- Se estivesse na minha gaveta, ficaria muito feliz - ironizou Ferraz. 

 Prefeitura de Rio das Ostras negou envolvimento em propina. Já as de Magé e São Gonçalo só vão se pronunciar após notificadas oficialmente. Em novembro, dossiê com denúncias de extorsões praticadas pela Draco chegou a ser entregue pelo próprio Turnowski ao secretário de Segurança.

Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, é indiciado

A polícia em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, considera o depoimento de uma mulher como um dos mais importantes para tentar desvendar a morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado no domingo (13). A mulher contou para os policiais que estava na estradinha de terra a pé, em Vargem Grande Paulista, onde a moça foi achada morta, quando o carro passou com a vítima no banco de trás. Dois suspeitos do crime são procurados e nesta quinta-feira (17) o delegado que cuida do caso disse ter a identidade de um deles.

Segundo a testemunha, Vanessa estava amarrada, amordaçada e se debatia muito. A mulher disse ainda que os criminosos aceleraram e ela correu de medo. Também nesta quinta, o delegado Zacarias Tadros divulgou o retrato falado do segundo suspeito de matar a supervisora de vendas. A investigação concluiu que ele dirigia o carro da vítima.

Na terça (15), a polícia foi buscar imagens de câmeras de segurança de Barueri, na Grande São Paulo, e afirmou que a cena dos suspeitos estava gravada. Mas a família de Vanessa viu a sequência mostrada na quarta no SPTV e assegurou que o carro não é o dela.

- Essas imagens continuam sendo analisadas pela policia, são imagens gerais, é uma filmagem longa - disse Tadros.

Os dois retratos falados foram feitos a partir do depoimento de quatro testemunhas. Uma delas disse ter visto no sábado (12) de manhã um suspeito em uma moto, seguindo o carro da supervisora de vendas em Barueri, com o outro criminoso ao volante.

O carro foi abandonado a 7 km de onde o corpo de Vanessa foi achado.

- Nesse exato momento da investigação, a polícia já sabe, já tem a qualificação de um dos autores do crime. Está na busca de prendê-lo. Não é parente, não é do relacionamento pessoal da vítima, mas é uma pessoa próxima dela - afirmou o delegado. Luiz Vanderlei de Oliveira, noivo de Vanessa, foi ouvido nesta quinta pela polícia.

Mulher diz ter visto Vanessa se debater

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O noivo da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, 25, Luiz Vanderlei de Oliveira, afirmou na manhã desta quarta-feira que torce para que a jovem não tenha sido morta por alguém conhecido. O corpo dela foi localizado em um matagal, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, no último domingo (13).

- Não tenho suspeitas. Nem sei o que pensar sobre isso, mas torço para que não seja ninguém conhecido -afirmou Oliveira em entrevista à Rede Record.
 
Ele também disse que o retrato falado de um dos suspeitos, divulgado ontem pela Polícia Civil, não é de ninguém que ele conheça.
 
- Não que me lembre.

Oliveira ainda disse na entrevista que a jovem não tinha falado sobre assédios ou perseguições que tivesse sofrido antes do crime. Ele ainda completou que ainda não conseguiu voltar para a casa em que vivia com Vanessa e está ficando temporariamente na casa dos pais da jovem.

A polícia afirmou no início da semana, que o crime não tem característica de latrocínio - por exemplo, não foi feito nenhum saque da conta bancária da vítima.

Vanessa havia desaparecido na manhã de sábado (12), quando saiu de Barueri (Grande SP). O carro que ela dirigia foi encontrado abandonado na rua das Indústrias, em Vargem Grande Paulista, com um princípio de incêndio no banco do motorista.

O noivo da vítima, dono do carro, informou à polícia que ela ia encontrar três amigas em Carapicuíba (Grande SP), de onde seguiriam para um curso em São Paulo. As amigas disseram que esperaram Vanessa até as 9h40, mas ela não apareceu. Elas contaram que o celular da jovem estava na caixa postal durante toda a manhã.

A polícia pretende agora reproduzir o trajeto feito pela jovem no dia em que foi assassinada, em busca de pessoas que tenham alguma pista do que pode ter acontecido. Imagens das câmeras de segurança das praças de pedágio da região também serão analisadas.

Também será feita uma perícia mais aprofundada no carro da jovem.

- O que chama atenção nesse crime é a brutalidade do que aconteceu - disse ontem Youssef Abou Chahin, diretor do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).

Ele afirma que a polícia trabalha com todas as hipóteses e não descarta nenhuma linha de investigação. A jovem, que iria se casar em novembro, foi enterrada na tarde desta segunda no cemitério de Barueri (Grande SP).

Divulgado o retrato falado de suspeito de matar a jovem Vanessa de Vasconcelos Duarte, 25, na Grande São Paulo

Noivo diz torcer para não conhecer assassino da noiva, assassinada no fim de semana

Um dia depois do anúncio da saída de Allan Turnowski da chefia de Polícia Civil, a Polícia Federal do Rio confirmou que pretende ouvi-lo novamente. A data, no entanto, ainda não foi divulgada. Na sexta-feira passada (11), Turnowski já havia sido chamado para prestar esclarecimentos nas investigações da Operação Guilhotina.

A ação predeu 38 pessoas, incluindo policiais civis e militares, acusados de envolvimento com milícias, traficantes e máfia dos caça-níqueis. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, que foi subchefe de Polícia Civil, na gestão de Turnowski.

O ex-chefe da Polícia Civil negou que tenha lacrado a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), no domingo (13), por retaliação. Ele alega que estava seguindo a orientação do secretário Beltrame, que declarou ser prioridade, dentro da polícia, resultado com lisura.

Sobre as novas escolhas de Beltrame, Turnowski fez elogios ao secretário.

- O secretário é uma pessoa que ninguém pode falar, é uma pessoa do bem, que quer mudar o Rio de Janeiro, tive muito orgulho de trabalhar com ele. Ele saber o que fazer, está conduzindo muito bem a Secretaria de Segurança Pública - afirmou.

Turnowski nega vazamento de informações

Em entrevista à Rádio Bandnews, na manhã desta quarta-feira (16), o ex-chefe de Polícia Civil disse que ainda não foi intimado para depor novamente e que vai ligar para o superintendente da Polícia Federal, Ângelo Gióia, para marcar uma data. Ele afirmou que vai pedir também a presença do Ministério Público para que haja transparência nas informações.

Turnowski disse que ficou surpreso com as manchetes de jornais que dizem que ele “vazou” informações da Operação Guilhotina para um inspetor que acabou preso. Ele afirma que não sabia da operação e que por isso não poderia ter adiantado nada ao policial.

- Não posso vazar algo se não tinha conhecimento da operação. Como é que alguém pode vazar algo que desconhece? - indagou o delegado.

Em relação às suspeitas de que teria passado informações sobre outras operações para policiais, Turnowski disse que isso é uma praxe no trabalho da polícia, onde ocorre troca de informações com outros delegados, inclusive com delegados da PF.

- No depoimento, vou inclusive citar os delegados da PF com quem já troquei informações e eles vão dizer que isso é comum. A troca de informações faz parte do trabalho policial - disse Turnowski.

Diário Oficial

A exoneração de Allan foi publicada no DIário Oficial desta quarta-feira (16), junto com a nomeação da delegada Martha Rocha para seu lugar .

Nova chefia de Polícia Civil

Em entrevista coletiva na terça-feira (15), Martha afirmou que o grande desafio pela frente é lutar pelos bons policiais da instituição.

- Acho que a gente tem que ter uma polícia bem treinada, qualificada. Acho que temos que ter sim, uma Corregedoria forte. O bom policial não teme a corregedoria forte. Ele deseja uma corregedoria forte - disse.

Sobre sua equipe, Martha Rocha afirmou que já pensou em alguns nomes e que na quarta-feira (16) ela e o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, devem começar a definir os quadros.

- Nunca me vi como chefe de polícia, por isso, não tenho os nomes de uma equipe dentro da bolsa - disse.
Perfil

Martha é a primeira mulher a ocupar o cargo e deixa a direção geral da Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher (DPAM).

A delegada Martha Rocha entrou na Polícia Civil em 1983. Ela começou sua carreira policial como única mulher no plantão da 14ª DP (Leblon). Martha foi delegada titular da 15ª (Gávea), 12ª DP (Copacabana), 18ª (Praça da Bandeira), 20ª DP (Grajaú) e 37ª (Ilha do Governador). Ela inaugurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Campo Grande, na Zona Oeste, e também esteve à frente da DEAM, no Centro da cidade. Em 1999, ela ocupou o cargo de subchefe de polícia. Martha Rocha também já atuou como corregedora de polícia, informou a Secretaria de Segurança.

A delegada foi ainda vice-presidente da Comissão de Organização da Polícia Civil na Rio 92 e implantou a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT), além de ter sido professora da Academia de Polícia.

Enquanto atuou como delegada titular da 15ª DP (Gávea), ela foi a responsável pelas investigações do sequestro ao ônibus 174, em 2000, que terminou com a morte de uma refém e do sequestrador. Na época, ela indiciou o comandante do Bope, que participava da operação.

Turnowski será ouvido novamente após exoneração

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Polícia Civil diz acreditar que duas pessoas podem ter participado do crime que levou a morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, 25. O corpo dela foi encontrado na noite de ontem (13) em um matagal próximo à rodovia Raposo Tavares, na Grande São Paulo.

Ainda de acordo com a polícia, o corpo da jovem apresentava marcas de violência. Duas embalagens de preservativos foram encontradas próxima ao local em que estava o corpo.

- Subentende-se com a localização desse preservativo e dessas duas embalagens que provavelmente tratam-se de duas pessoas envolvidas nesse crime - afirmou o delegado Ricardo Pagrion Filho, em entrevista ao "Bom Dia São Paulo", da TV Globo.

Carro de Vanessa é encontrado com sinais de pricípio de incêndio
Duarte estava desaparecida desde o sábado de manhã, quando saiu de Barueri (Grande SP), para encontrar-se com três amigas, mas não chegou ao local combinado. O carro usado por ela foi localizado pela Polícia Militar na rua dos Industriais, com um princípio de incêndio, que foi contido pelos policiais.

Os policiais entraram em contato com o dono do carro, que informou tê-lo emprestado para a sua noiva e disse que ela ficou de encontrar três amigas em Carapicuíba (Grande SP), de onde seguiriam para um curso no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo.

As amigas da jovem disseram que esperaram até as 9h40, mas ela não apareceu. Elas contam que o celular dela estava na caixa postal a manhã inteira.

- Ela estava com as mãos semifechadas e um semblante, pelo que deduzi, de revolta. Acredito que ela deve ter agido em defesa do seu próprio corpo.